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Data de lançamento
2 Jan. 1930Duração
Triângulo amoroso entre um cantor de rua que, após ser detido por engano, briga com seu melhor amigo, que lhe roubou a amante. Tudo é pretexto para mostrar um retrato da Paris dos anos 30, numa comédia agridoce, pontuada por diversas canções de sucesso.
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Mais uma vez mostrando o que são cientistas tentando falar e governantes ignorando.
Tem bastante cena satisfatória também.
Exemplar claro da transição do cinema mudo para o falado , o que o faz certamente um filme com seus problemas de ritmo. Existe uma certa ingenuidade na trama mas ao menos os planos aéreos bem como o passeio da câmera pela cidade de Paris já valem muito a pena.
Sob os tetos de Paris - 1930 - França - visto no dia 19.04.20
Uma transição entre os filmes mudos e falados. Um clássico atemporal que deve sempre ser lembrado pela história do cinema, e como marcou uma época de evolução da sétima arte. O filme experimenta novas técnicas do cinema falado e se alterna com momentos de cinema mudo. Trilha sonora que são sucessos na época conduzem a história, é um charme da época mas que hoje envelheceu muito mas nos anos 30 foi um sucesso. É curtir a nostálgica Paris onde a maioria do ambiente, dos cenários urbanos, casas, pessoas, foi tudo filmado, então se tornando um registro interiorano de Paris. Cenas do cantor de rua cantando com os moradores, as melodias da época é muito legal, o restante da história é bem simples e hj podendo ser interpretada como boba, mas muitos filmes assim eram feitos na época e posteriormente sobre tema de amores, ciúmes, romance e ainda mais sobre o tema de triângulo amoroso. O ator Albert, Pola são ótimos em tela, bons atores, os melhores do filme. Os cenários simples são bem retratados em preto e branco, traz uma época totalmente diferente e que já passou faz tempo. O que mais pode aprender e ver na obra é o tema da reconciliação das pessoas, o relacionamento entre elas. Marcante na França e no cinema, essa trama popular de.romance, se transformando numa comédia popular atrapalhada da época, divertida, romântica.
Nota: 7,0
Ainda não confiante em relação ao advento do cinema falado, René Clair criou uma mescla até interessante entre os dois mundos, preservando em grande parte a estrutura narrativa do cinema mudo, mas apurando-a com recursos sonoros; p.ex: a cena da briga entre Albert e Louis pontuado comicamente pelo som da vitrola, ou a da luta de canivetes com o som estridente do trem a dar o tom dramático. Vi a versão restaurada e dá pra apreciar melhor a deslumbrante fotografia de Georges Périnal. Gaston Modot é a cara do vilão cartunesco. O reconheci imediatamente como "o homem" de "A Era de Ouro", de Buñuel. Albert Prejéan e Pola Illéry , emprestando os próprios nomes aos personagens, têm uma boa química. A atriz romena faria ainda um outro filme com o diretor, Quatorze Juillet, de 1933.
Segundo filme de René Clair que assisto. Um ano depois desse filme ele faria A Nous La Liberté. Não saberia dizer qual dos dois gostei mais.
Pola Illéry e Edmond T. Gréville estão lindos. Gaston Modot aqui teve muito mais espaço que em A Regra do Jogo e A Grande Ilusão. Albert Prejéan...é o primeiro filme que assisto dele.