Helena
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Baseado em 0 avaliações em comum


Últimas opiniões enviadas

Helena
½
2 anos atrás

Esse filme me deixou encarando o teto por muito tempo. Primeiro comecei a pensar nele como um Videodrome queer e ele vai muito além.
A diretora é uma pessoa transfeminina/não-binária e descobri indo atrás do filme porque eu precisava de mais e saber disso e ver o filme faz todo sentido.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Temos uma conexão entre os dois personagens por conta de um programa de TV Pink Opaque e que tem unido eles ao longo dos anos. Na primeira passagem de tempo temos a revelação de Maddy ser lésbica e o Owen não saber se definir e tem um dos diálogos que mais gosto, quando ele admite para ela que não tem coragem de olhar para dentro de si.

Chega um momento que Maddy desaparece, até é tida como morta, e talvez esteja, é uma possibilidade. Mas eu acho que não. Eu acho que ela decidiu viver como sempre quis e enterrou a Maddy que as pessoas esperavam que ela fosse. E isso não aconteceu com o Owen.

Nessas passagens de tempo mostra o Owen se travestindo para a Maddy nos sábados a noite quando eles iam assistir a série de TV, acho que naqueles momentos eram quando eles realmente podiam ser eles mesmos. A analogia de eles serem os personagens da TV é que eles tem uma chance de tantos sonhos e poderes nas próprias vidas e não aquela coisa mundana que os sufoca diariamente.

Maddy conseguiu. Owen continuou na sua vida, adoecendo, não querendo enterrar a si próprio e o único momento genuíno em que sorri é quando ele abre seu próprio tórax e se enxerga. Mas, mais uma vez, ele recusa. Ele volta para o seu casulo. Como muitas pessoas queers vivem até o fim. A vida é cheia de esperanças e possibilidades, mas também é limitada. Uma hora o tempo acaba e simplesmente somos engolidos pelo cotidiano e deixamos de ser quem somos.

É um final ao mesmo tempo niilista, mas que pode te deixar com esperança. O amanhã, no fim, não existe.

Helena
½
2 anos atrás

Por mais que uma parte do meio do filme ele tenha perdido um pouco a força pra mim, numa visão total eu gostei bastante. O início e fim me contemplaram, dá pra ver de onde John Carpenter e Wes Craven se inspiraram depois.

Helena
½
2 anos atrás

esse filme remete a vários outros com a viagem de carro pelo meio do mato nos eua e depois todo mundo vai morrendo. chega um ponto da franquia que os filmes vão sendo esquecíveis (não que tenha nenhum memorável) e às vezes a gente só vê pelo role de terminar a franquia mesmo

  • Filmow 1 semana atrás

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    Bons filmes!
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  • Breno 2 anos atrás
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  • Marcelo 4 anos atrás

    Oi, Helena. Vi a tua resposta pela notificação, mas não consegui responder por ela. Mas não me referi ao Kevin Bacon. É um outro personagem que aparece dançando com ele. Mas obrigado. Grande e forte abraço.