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Sofia Foi é um filme independente brasileiro dirigido por Pedro Geraldo e premiado como melhor filme de diretor estreante no Festival de Marseille, na França, em 2023. O longa, que mistura elementos da ficção e do documentário, mostra a história de Sofia Tomic, uma jovem tatuadora que, após ser despejada de casa, precisa passar uma madrugada no campus da Universidade de São Paulo. Além de protagonista, Sofia também trabalhou como roteirista do projeto ao lado de Pedro.
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É absolutamente recomendado rever filmes, sempre que possível: libertos do peso das expectativas, prós ou contrárias, podemos mergulhar e sentir. Foi o que aconteceu aqui: se já havia gostado bastante na primeira vez, neste segundo contato, em grupo, ao ar livre, entre pessoas emocionalmente afetadas, tive uma relação quase mística com o filme, de imersão em 6D (como disse um amigo, durante o debate). Se, da primeira vez em que percorri aqueles caminhos universitários junto à Sofia, por algum motivo, eu a julguei, agora, eu a compreendi, parecia que o que estava ocorrendo era comigo mesmo (e/ou com todos ao meu redor, pois as falas de identificação eram similares, a despeito das distinções de contextos e arcabouços). Incrível como o filme, em seu realismo elementar, adere às sobreposições, fusões, onirismo do dia a dia... Maravilhoso. Filme de abertura aos mistérios cotidianos da continuidade vital: por que continuar indo e sendo? Por conta dos privilégios? Da falta de escolhas? Dos encontros? Lindo filme, testemunho geracional de primeira categoria! (WPC>)
Foi divertido assistir no cinema (assistido em set. 2024)
mouchette na USP
Adorei o ritmo do filme, a pegada, a direção de som, a montagem, a confusão de sentidos e lembranças, que tem a ver com a desorientação e sensação de abandono da personagem-título. O problema "existencial", entretanto, é que estas condições não pareceram "casuais": há algo na Sofia que soa antipático, sobretudo por não conseguirmos decifrar o porquê de ela estar sempre apartada, expulsa, escanteada... Ou seja, gostei do modo como o filme evolui, mas desgostei justamente da protagonista, preferindo os instantes em que as pessoas que ela encontra se pronunciam, ressignificam a presença dela, a partir do que acrescentam nos diálogos. Viver é interagir, afinal. Mas Sofia parecia não querer muito... Ela tem os motivos dela, não duvido. Mas, no modo como isso aparece no filme, não me interessou! (risos tristes) - WPC>
Outro bom filme brasileiro em cartaz nos cinemas – e são quatro longas estreando nas salas em uma só semana! Selecionado para a Sessão Vitrine Petrobras desse mês, é uma obra em tom experimental, com uma narrativa ousada e instigante. É um drama sobre uma estudante apreciadora de tatuagem chamada Sofia forçada a se mudar do apartamento onde vive. Sem lugar para ir, percorre os espaços da Universidade de São Paulo. Lá é confrontada com memórias e dilemas, e terá de se adaptar a sua nova realidade.
É o longa de estreia do diretor Pedro Geraldo, um filme sobre amadurecimento e incertezas. Inventivo na técnica, tem enquadramentos ousados em close-up, cenas fechadas e escuras intercaladas a ambientes abertos e com muita luz, provocando um choque visual. Curtinho, tem apenas 68 minutos de duração.
A atriz Sofia Tomic assina o roteiro com Pedro Geraldo, produz e faz ainda o trabalho de direção de arte e captação de som. Exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes deste ano.
PS – A Sessão Vitrine Petrobras é uma iniciativa que traz uma vez por mês um filme brasileiro aos cinemas de todo o país a preços acessíveis.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB