De coração, fico imaginando o que este diretor sente ao despertar: para que tanta amargura e desconfiança nas pessoas, meu Deus? Para que tanta misantropia? A despeito disso, o cara sabe sabe dirigir muito bem, ainda que os pressupostos de roteiro nem sempre sejam os melhores, no seu afã pelo choque. Aqui, ele acerta em cheio, ao criar um paradoxo de múltiplas repulsas, no sentido de que, por mais aberrante que sejam as motivações e comportamentos do protagonista, há pessoas ainda piores que ele. De fato, há muita polêmica e controvérsia acerca de como foi consentido que os atores mirins (que nem eram atores, em verdade) fossem expostos daquele jeito, mas há "justificativas internas" para as situações. Isso as justifica? Não saberei responder, mas achei ótima a maneira como o filme é conduzido. Hipnótico e divisivo do início ao fim. Perturbador e reflexivo. Um trabalho a ser debatido, portanto. (WPC>)
De coração, fico imaginando o que este diretor sente ao despertar: para que tanta amargura e desconfiança nas pessoas, meu Deus? Para que tanta misantropia? A despeito disso, o cara sabe sabe dirigir muito bem, ainda que os pressupostos de roteiro nem sempre sejam os melhores, no seu afã pelo choque. Aqui, ele acerta em cheio, ao criar um paradoxo de múltiplas repulsas, no sentido de que, por mais aberrante que sejam as motivações e comportamentos do protagonista, há pessoas ainda piores que ele. De fato, há muita polêmica e controvérsia acerca de como foi consentido que os atores mirins (que nem eram atores, em verdade) fossem expostos daquele jeito, mas há "justificativas internas" para as situações. Isso as justifica? Não saberei responder, mas achei ótima a maneira como o filme é conduzido. Hipnótico e divisivo do início ao fim. Perturbador e reflexivo. Um trabalho a ser debatido, portanto. (WPC>)
Enquanto o mundo se molda, Ulrich Seidl desce ainda mais baixo na crueza e na provocação.