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Data de lançamento
7 Set. 1990Duração
Desde criança o aposentado Matteo Scuro amava a ópera e sonhava viajar pelo mundo. Agora sua chance de viajar chegou. Sempre no seu aniversário, os filhos de Matteo vêm de todos os cantos da Itália para vê-lo. Neste ano, um a um, eles cancelaram sua viagem anual. Então, com um pequeno sorriso no rosto e uma pequena mala, Matteo atravessa a Itália para visitar a todos. Mas o que no início parece ser uma aventura excitante logo se torna uma jornada de desencontros e surpresas, onde ele descobre como realmente vivem seus filhos que achava que conhecia.
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Matteo Scuro (Marcello Mastroianni) é um idoso que bota um sorriso no rosto e viaja atrás dos filhos no dia de seu aniversário. Todo ano eles vinham visitá-lo em casa, saindo de diferentes regiões da Itália. Esse ano nenhum se prontificou a vir, então Matteo parte de trem para reencontrá-los, nesta que pode ser a última viagem de sua vida.
Drama melancólico com momentos de graça e humor com um personagem memorável, o velho Matteo, brilhantemente interpretado por Mastroianni, que integra a galeria de figuras inesquecíveis que ele fez na telona. No filme o idoso viajante de trem olha para a câmera e conversa com os espectadores, sempre risonho, enquanto segue um longo caminho para reencontrar os filhos – esta “quebra da quarta parede” ficou perfeita para o tipo de filme que se propõe, pensando em envolver o público na história, num estilo confessional. Ele é um idoso solitário, quase no fim da vida; puxa conversa com passageiros desconhecidos no trem, mostra a eles fotos antigas dos filhos quando crianças, mas as pessoas não dão bola. Ele está radiante, suas memórias o levam para 40 atrás quando os filhos passeavam com ele na praia. Fã de música clássica, colocou o nome deles de peças e personagem de óperas, como Tosca e Canio. Só que a realidade é outra – as crianças estão crescidas, são pessoas formadas, casadas, todos atarefados no trabalho. Matteo, tomado pelo amor e ao mesmo tempo solidão, parte nessa jornada atravessando o país em busca de um abraço. É um filme envolvente e que emociona, feito com maestria por um dos maiores cineastas vivos da Itália, Giuseppe Tornatore (hoje com 69 anos), que o rodou logo após o maior sucesso dele, “Cinema Paradiso” (1988). Prepare os lenços e embarque nesta viagem emotiva ao lado de Mastroianni, numa obra que discute a velhice e a relação de pais e filhos. Indicado à Palma de Ouro, ganhou o prêmio do Juri Ecumênico em Cannes. A trilha sonora de Ennio Morricone, parceiro de Tornatore, é um deleite musical. Teve um bom remake americano, com Robert De Niro no papel central, “Estão todos bem” (2009), que também recomendo.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
12.06.1993
Brilhante.
Importante demais ter visto este filme lindo com roteiro memorável e criativo demais. Mas vou ter que falar mais sobre o aspecto pessoal.
Foi uma nostalgia enorme assistir.
Quando eu era pequeno e minha mãe começou a ter os primeiros cabelos brancos, eu tira eles com um pinça e também ganhava dinheiro por isso, não lembro quanto, mas não era na época do Real, porque ai eu já tinha 14 anos e não fazia mais isso. O fato é, depois de um tempo, até hoje, com 71 anos, ela pinta. Mas quem ver o filme vai entender.
Outra nostalgia para mim é a seguinte: meu faleceu este ano aos 79 anos. Lá atrás, na pré-adolescência, eu já assistia alguns filmes, mais leves. Mas com o tempo ele foi me fazendo local Poderoso Chefão, 2001, Ben-Hur...ou seja, cinema de verdade. Depois de ver todos os clássicos que ele indicou, a dinâmica foi mudando. Eu via um filme que gostava e fazia ele ver também. Isso durou anos. Os italianos eram os nossos preferidos. Vi muitos sozinho e depois revia vários com ele. Com o tempo, antes mesmo da pandemia, vi que ele já não conseguia acompanhar muito as legendas e, por vezes, dava uma cochilada. Percebi que não dava mais.
Falei tudo isso porque, certamente, este aqui seria mais um que eu iria fazer ele ver e daríamos muitas coisas de algumas cenas, até de algumas tristes, só pela beleza da cena.
Filme para nunca mais esquecer
- 8/10
- tadinho do velho, começo o filme todo feliz e serelepe mal sabia o que estava por vir
- tem uma história e cenas lindíssimas, mas vai ficando bem triste
- filme essencial sobre paternidade e porque não, sobre solidão
Tornatore é um especialista em dirigir filmes humanos.Traz outro senhorzinho amável para seus protagonismos e o resultado é o melhor possível.Emoção e diversão vem no mesmo ritmo.O clima do filme sempre traz um alívio para a cena seguinte.
>Assistido em 19 de Junho de 2022