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A ascensão e queda de uma ex-estrela do rádio brasileiro dos anos 50. Com três meses de aluguel vencido, Stelinha afoga sua frustração com o presente inglório no fundo de um copo. Durante um de seus ataques de depressão é socorrida por Eurico, líder de uma banda de rock. Stelinha era o ídolo de sua mãe e, por compaixão, o rapaz tenta reerguê-la, dando lhe a oportunidade de um novo começo. O grande desafio porém, será enfrentar o derrotismo da própria cantora.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Uma versão escrachada e às avessas de Crepúsculo dos Deuses.
- stelinha é o retrato de várias personalidades que ficaram no ostracismo, não acompanharam o que fazia sucesso e acabam sumindo do gosto do povo
- um história bem triste, que já ocorreu com vários artistas por ai
- poderia ser melhor, mas entrega a mensagem pretendida
- o personagem do palmeira parece gente boa, mas na verdade abandona várias pelo caminho
Praticamente um "Crepúsculo dos Deuses", brasileiro.
Filme multipremiado em Gramado, mas para meu gosto é somente um filme mediano com final ruim. Nota 6,0.
"As pessoas são muito ingratas, Stelinha..."
Stelinha é um filme sensível e franco, possuindo qualidades que o tornam superior a alguns que são decantados como baluartes da dita "retomada" do cinema nacional. Nele, todos os elementos estão gravitando ao redor da performance magistral de Esther Goes. E isso está longe de ser um defeito. Marcos Palmeira, ainda bem jovem, consegue transmitir fidedignamente a ingenuidade/presunção de Eurico, um frontman ascendente de uma banda de roque
(destaque para a cena na qual Stelinha critica a falta de espaço para outros estilos de música nas rádios de então, ligando o rádio e mostrando a Eurico, na prática, como tinha razão)
Esther Góes, por sua vez, fulgura nesse filme com toda a autodestrutividade, decadência e desamparo vividas por uma cantora esquecida e largada ao vício. Ninguém mais se interessa pelos sambas que ela cantava, mas isso parte sobretudo dela mesma. Está de luto pela mãe falecida, pelos tempos idos de glória - e esse luto encontra eco no luto de Eurico, que vê na cantora uma via de retorno a uma infância onde a mãe ainda vivia. Embora o rapaz projete em Stelinha esses elementos edipianos, verá que a cantora é incapaz de seguir qualquer rotina que não seja a de abrir uma latinha de Antarctica ao acordar.
O filme traz uma discussão sutilmente apresentada sobre o quanto o Brasil é uma máquina de moer ídolos. É bem verdade que Stelinha sabota suas chances de voltar ou permanecer em evidência, mas o mercado fonográfico brasileiro dos anos 70 para o 80 se pautou cada vez mais pelo que "vendia" mais. Quem não se rendeu às baladas pop estilo Sullivan/Massadas ficaria para trás, além disso, havia a febre do BRock. É interessante notar que a canção escolhida para o presumido retorno de Stelinha seja "Fera Ferida", de Roberto e Erasmo. Ora, discos de regravações de Roberto Carlos foram tábua de salvação fonográfica pra muita gente nos anos 80 e 90, Maria Bethânia inclusive.
Enfim, como disseram abaixo, as atuações são muito competentes, destacando as breves mas intensas participações da deslumbrante Ana Beatriz Nogueira e do sempre estelar Emiliano Queiroz. Este filme merecia muito mais divulgação.
Visto no aplicativo "Now" da Clarotv - Acervo de filmes do Canal Brasil