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Stella: A Life - Estados Unidos da América
Sinopse
Stella Goldschlag cresce em Berlim durante o regime nazista. Ela sonha com uma carreira como cantora de jazz, mas é forçada a se esconder com os pais em 1944, e sua vida se transforma em uma tragédia sem esperança.
Filme muito bem produzido e mesmo tendo um tema constante nas telas, prende a atenção com sua história forte, e a personagem complexa, dentro de um contexto cheio de camadas, o que faz a gente sentir sensações antagônicas. Achei a narrativa dinâmica, gostei de como foi se conduzindo, começando descontraído, animado com bela estética, depois da aquela virada , tornando-se um frenético caos angustiante, como de fato foi aquela fase. Pra mim a direção quis embaralhar a nossa mente sobre a personagem, e levantar a dúvida "o que faríamos na mesma situação?", interessante isso. Ótimo filme, a atriz alemã Paula Beer, ta colecionando acertos.
Drama biográfico sobre Stella Goldschlag (1922-1994), judia alemã que na Segunda Guerra Mundial colaborou com a Gestapo, a polícia secreta nazista. Rodado na Alemanha, coprodução Áustria, Reino Unido e Suíça, o bom filme mostra a personalidade dupla dessa jovem mulher nascida e crescida em Berlim, que tinha o sonho de ser cantora de jazz. Porém tudo foi interrompido quando, durante a expansão nazista na guerra, ela foi capturada com a família pelas forças alemãs; Stella passou dias sob tortura, humilhada pela Gestapo, e por um triz não morreu. Para que ela e a família não fossem mandadas para os campos de concentração, acabou colaborando com os oficiais alemães denunciando esconderijos judeus, de vizinhos e amigos. Ela tornou-se uma delatora, vendo amargamente seu povo ser massacrado em Auschwitz. A atriz alemã Paula Beer, rosto importante da atual safra de filmes do país, que trabalhou em vários filmes de Christian Petzold, premiado diretor e roteirista alemão, como ‘Em trânsito’ (2018) e ‘Afire’ (2023), entrega com seriedade e sensatez um trabalho impecável, de uma protagonista de muitas camadas, capaz de provocar diversos sentimentos ao espectador. Entendemos, com sua biografia complexa, as razões de Stella ser tanto vítima do nazismo quanto culpada pela morte de dezenas de judeus. O roteiro idealizado por Kilian Riedhof, que dirige o filme, faz um recorte cirúrgico da vida de Stella Goldschlag, entre os anos 1943 e 1944, a partir de fontes de jornais, livros e pesquisa histórica. Exibido nos festivais de Málaga, Zurique e Gotemburgo, o drama tem uma boa reconstituição de época, com figurinos e direção de arte precisos. Está em exibição nos cinemas, com distribuição da Mares Filmes.
Filme muito bem produzido e mesmo tendo um tema constante nas telas, prende a atenção com sua história forte, e a personagem complexa, dentro de um contexto cheio de camadas, o que faz a gente sentir sensações antagônicas. Achei a narrativa dinâmica, gostei de como foi se conduzindo, começando descontraído, animado com bela estética, depois da aquela virada , tornando-se um frenético caos angustiante, como de fato foi aquela fase. Pra mim a direção quis embaralhar a nossa mente sobre a personagem, e levantar a dúvida "o que faríamos na mesma situação?", interessante isso. Ótimo filme, a atriz alemã Paula Beer, ta colecionando acertos.
Trama confusa e com apagamentos de tela abruptos para fazer a transição entre cenas um tanto quanto incômodos.
Drama biográfico sobre Stella Goldschlag (1922-1994), judia alemã que na Segunda Guerra Mundial colaborou com a Gestapo, a polícia secreta nazista. Rodado na Alemanha, coprodução Áustria, Reino Unido e Suíça, o bom filme mostra a personalidade dupla dessa jovem mulher nascida e crescida em Berlim, que tinha o sonho de ser cantora de jazz. Porém tudo foi interrompido quando, durante a expansão nazista na guerra, ela foi capturada com a família pelas forças alemãs; Stella passou dias sob tortura, humilhada pela Gestapo, e por um triz não morreu. Para que ela e a família não fossem mandadas para os campos de concentração, acabou colaborando com os oficiais alemães denunciando esconderijos judeus, de vizinhos e amigos. Ela tornou-se uma delatora, vendo amargamente seu povo ser massacrado em Auschwitz. A atriz alemã Paula Beer, rosto importante da atual safra de filmes do país, que trabalhou em vários filmes de Christian Petzold, premiado diretor e roteirista alemão, como ‘Em trânsito’ (2018) e ‘Afire’ (2023), entrega com seriedade e sensatez um trabalho impecável, de uma protagonista de muitas camadas, capaz de provocar diversos sentimentos ao espectador. Entendemos, com sua biografia complexa, as razões de Stella ser tanto vítima do nazismo quanto culpada pela morte de dezenas de judeus. O roteiro idealizado por Kilian Riedhof, que dirige o filme, faz um recorte cirúrgico da vida de Stella Goldschlag, entre os anos 1943 e 1944, a partir de fontes de jornais, livros e pesquisa histórica. Exibido nos festivais de Málaga, Zurique e Gotemburgo, o drama tem uma boa reconstituição de época, com figurinos e direção de arte precisos. Está em exibição nos cinemas, com distribuição da Mares Filmes.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot