Uma bela jovem, internada em uma clínica para tratamento de doentes mentais, afirma que seu primo fora violentamente assassinado na Europa, no último verão. Sua tia porém, uma mulher muito rica, diz que tudo não passa de uma alucinação e resolve contratar um neurologista para descobrir por que sua sobrinha teria enlouquecido.
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A meu ver, esse é um dos melhores thrillers psicológicos — e eu acredito que posso definir o filme dessa maneira — que eu já assisti.
A construção dos elementos dentro da narrativa é muito boa, porque a todo momento o roteiro gera uma certa ambiguidade. O filme constantemente te apresenta mais de um caminho possível pra seguir dentro da interpretação da história. E eu mesmo fui por uma vertente completamente diferente daquela que o final realmente entrega. Quando veio a revelação, fui surpreendido de verdade.
E um bom thriller psicológico, principalmente um suspense psicológico, precisa justamente fazer isso: brincar com a percepção do espectador, fazer você montar teorias o tempo inteiro e ainda assim conseguir te desestabilizar no final.
Gostei muito do filme. Pra uma produção da década de 50, achei excelente. As atuações são muito boas, principalmente as da Elizabeth Taylor e da Katherine Hepburn, que carregam o filme de uma maneira impressionante. Tudo é muito bem encaixado e existe uma atmosfera extremamente desconfortável durante praticamente toda a duração.
A única coisa que não me agradou tanto — e isso é muito uma característica da época — foi a necessidade de inserir um romance de background entre o médico e a paciente. Não é algo tão explícito, mas existe ali. E sinceramente, eu acredito que esse elemento não era necessário. Não contribui muito pra narrativa principal e o filme funcionaria perfeitamente sem isso. Talvez até deixasse a obra mais “casada” e mais coesa dentro da proposta psicológica que ela apresenta.
Ainda assim, achei um filme excelente e facilmente um dos thrillers psicológicos mais interessantes que já assisti.
#rumoaos2000
E sempre uma mãe de menino....
Ótimas atuações do trio protagonista. Hospital psiquiátrico era isso mesmo, um depósito para enviar indesejados, como o filme retrata muito bem. Mas acho que alguns diálogos são muito longos, especialmente o final, que vai e arrastando. 19/11/2024
Incrível como conseguiram “driblar” o Código Hays aqui. O tom teatral inicialmente me incomodou, mas as atuações são tão boas, principalmente da Liz Taylor, que acabaram superando esse desconforto.
Suddenly, Last Summer se destaca pela presença de grandes atores, Katharine Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift. No entanto, a trama, baseada na peça de Tennessee Williams, deixa a desejar em muitos termos incluindo o roteiro. Hepburn parece maltratar Taylor com hostilidade sempre, mas o motivo central acaba não sendo muito envolvente. Comparado ao ultimo filme que vi da atriz, A Place in the Sun, achei muito inferior.