A história de amor entre Reri, uma garota considerada intocável e Matahi, um pescador de pérolas. Ele está disposto a ir contra as tradições pelo amor de Reri.
Que coisa bonita esse filme. Os cenários exóticos, as cenas subaquáticas e a ênfase nos povos nativos são um espetáculo. É um verdadeiro "poema visual"! A história gira em torno da ideia de "tabu", aquelas proibições que, se quebradas, trazem uma maldição. É irônico como os desejos dos deuses acabam sempre batendo com o que os poderosos querem. Murnau, no entanto, vai fundo e parece questionar toda a organização humana, pois o "tabu" vira a própria lei que vive em guerra com a liberdade e o desejo. Mas, nossa, a beleza poética do luar nas palmeiras e no Pacífico em sua vastidão é um presente, e a forma como Murnau captura tudo isso transforma a história em uma fábula poderosa e cheia de graça.
O mais legal é que, mesmo com a simplicidade da trama, a direção não exagera nos estereótipos sobre o povo polinésio; ela só trabalha a mecânica da história, que é, de fato, simples. Essa naturalidade ajudar a contar uma história de amor destinada ao fracasso, algo que o espectador sente desde o início, muito antes do que pode ser o primeiro ataque de tubarão em um grande filme. Haha
Quando o destino enfim se cumpre, o filme alcança uma melancolia quase mítica. Acredito que seja a história mais trágica de Murnau e o seu último trabalho também. “Através das grandes águas, virei até você em seus sonhos quando a lua abrir seu caminho sobre o mar.”
Talvez seja o melhor filme mudo que já vi. Narra a história de um casal cheio de carisma tendo como pano de fundo os costumes de um povo polinésio. É claro que tem aspectos imperialistas, mas de um modo geral eu achei bem honesta a maneira que foi retratada essa cultura, subverte a premissa do homem branco salvador (na figura do policial corrompido), mostra que mesmo livre das obrigações culturais a "civilização" é bem cruel e consegue criar uma aura sombria em torno do "tabu". Até cena em baixo d'água tem!
- fotografia muito linda! as imagens do filme saltam aos olhos - uma história de amor proibido, devido aos costumes do povo retratado, a trama tem um apelo universal, impossível não ser fisgado - surpreso pelo filme do murnau não ser alemão
O filme inicia-se dizendo que Bora Bora é uma ilha intocável, que boa parte do elenco é formada por nativos e é justamente isso que Tabu passa: Uma visão muito natural e verdadeira daquele cenário. Em certos momentos eu diria que até parece um documentário. Bom, o tema central de Tabu é um romance proibido, mas a obra também foca bastante no aspecto cultural daquele povo. Tecnicamente é um dos filmes mais impressionantes que vi recentemente. A câmera de Murnau valoriza demais a parte estética e ritualística dos nativos e sendo um filme de 1931, eu não faço a mínima ideia de como eles conseguiram gravar cenas reais tão longas em alto-mar com tanto perfeccionismo. Também notei uma certa crítica que mostra como os homens civilizados se aproveitaram da ingenuidade de outros povos em determinadas situações.
Que coisa bonita esse filme. Os cenários exóticos, as cenas subaquáticas e a ênfase nos povos nativos são um espetáculo. É um verdadeiro "poema visual"! A história gira em torno da ideia de "tabu", aquelas proibições que, se quebradas, trazem uma maldição. É irônico como os desejos dos deuses acabam sempre batendo com o que os poderosos querem. Murnau, no entanto, vai fundo e parece questionar toda a organização humana, pois o "tabu" vira a própria lei que vive em guerra com a liberdade e o desejo. Mas, nossa, a beleza poética do luar nas palmeiras e no Pacífico em sua vastidão é um presente, e a forma como Murnau captura tudo isso transforma a história em uma fábula poderosa e cheia de graça.
O mais legal é que, mesmo com a simplicidade da trama, a direção não exagera nos estereótipos sobre o povo polinésio; ela só trabalha a mecânica da história, que é, de fato, simples. Essa naturalidade ajudar a contar uma história de amor destinada ao fracasso, algo que o espectador sente desde o início, muito antes do que pode ser o primeiro ataque de tubarão em um grande filme. Haha
Quando o destino enfim se cumpre, o filme alcança uma melancolia quase mítica. Acredito que seja a história mais trágica de Murnau e o seu último trabalho também. “Através das grandes águas, virei até você em seus sonhos quando a lua abrir seu caminho sobre o mar.”
21.08.2002
Talvez seja o melhor filme mudo que já vi. Narra a história de um casal cheio de carisma tendo como pano de fundo os costumes de um povo polinésio. É claro que tem aspectos imperialistas, mas de um modo geral eu achei bem honesta a maneira que foi retratada essa cultura, subverte a premissa do homem branco salvador (na figura do policial corrompido), mostra que mesmo livre das obrigações culturais a "civilização" é bem cruel e consegue criar uma aura sombria em torno do "tabu". Até cena em baixo d'água tem!
- fotografia muito linda! as imagens do filme saltam aos olhos
- uma história de amor proibido, devido aos costumes do povo retratado, a trama tem um apelo universal, impossível não ser fisgado
- surpreso pelo filme do murnau não ser alemão
O filme inicia-se dizendo que Bora Bora é uma ilha intocável, que boa parte do elenco é formada por nativos e é justamente isso que Tabu passa: Uma visão muito natural e verdadeira daquele cenário. Em certos momentos eu diria que até parece um documentário. Bom, o tema central de Tabu é um romance proibido, mas a obra também foca bastante no aspecto cultural daquele povo. Tecnicamente é um dos filmes mais impressionantes que vi recentemente. A câmera de Murnau valoriza demais a parte estética e ritualística dos nativos e sendo um filme de 1931, eu não faço a mínima ideia de como eles conseguiram gravar cenas reais tão longas em alto-mar com tanto perfeccionismo. Também notei uma certa crítica que mostra como os homens civilizados se aproveitaram da ingenuidade de outros povos em determinadas situações.
E o final tragicamente realista e extremamente corajoso realmente me pegou de surpresa.