Um cientista conduz experimentos sobre crescimento de animais em um laboratório isolado no deserto, quando uma aranha gigante - uma de suas mais admiráveis conquistas - escapa do laboratório, passando a aterrorizar toda a população local.
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“Sabe, acho que todo Americano é louco”
🕷️ A vibe preto e branco dessa película me deixa altamente elétrico. Que coisa Linda! Mais uma historieta que poderia facilmente ter saído de uma pulp fiction. Novamente ressalto, o diretor Jack Arnold tem uma cadeira cativa relacionado ao cinema fantástico desse período: Horror, Ficção Científica, Thriller Noir, Faroeste, uma filmografia invejável e muito acima da média.
🕷️ Quando o assunto são filmes com a temática Ficção Científica e Terror Animal, Tarântula está entre os meus favoritos. Os anos 50 e 60 foram terrenos férteis para esse estilo de cinema. Doses de paranoia e Guerra Fria se fazia presente no tal cinema norte americano, o que de fato não podemos negar, saiu grandes pérolas.
🕷️ Aqui em Tarântula (1955) já podemos ver um início experimental em relação aos efeitos práticos que iria alcançar o seu auge dois anos depois em: O Incrível Homem Que Encolheu (1957). Claro que nesse tipo de película alguns sensos de descrença precisam ser ativados. Como o fato de ter uma aranha de 500 metros passeando por aí e praticamente ninguém pôr os olhos nela.
“A acromegalia é uma doença rara caracterizada pela produção excessiva do hormônio do crescimento”
🕷️ Tarantula ainda dá tempo de construir um argumento super atual em relação ao aumento desenfreado da população e a escassez de alimento para essa. E claro que não poderia faltar a figura do “cientista louco” por trás de tal missão. Afinal, louco ou gênio? Assista e assine o seu veredito!
O ritmo é bem lento, a história demora para engrenar e a aparição do terror da Tarântula nem é tão grandiosa. Ela é bem lenta, dá para fugir suavemente.
Tem um velho que morre no começo porque é burro: primeiro, ele demora para atirar, mas sabemos que isso não resolveria; depois, ele nem corre, apenas grita enquanto, por segundos, espera a morte o abraçar.
Vale pelas cenas no laboratório, dos bichos grandes, e por alguma maquiagem aproveitável.
Quando o professor Deemer disse que a população mundial em 2000 seria de menos de 4 bilhões, fui verificar quanto era, e era praticamente o dobro do que ele falou, pouco mais de 6 bilhões.
Nem reconheci o Clint Eastwood no final do filme como o líder do esquadrão.
Assistido em 18/08/2025.
Prepare seu inseticida e uma boa dose de paciência: Tarantula é daqueles filmes em que a criatura cresce, mas a tensão… nem tanto. O longa é, sim, um espécime interessante dentro do zoológico de horrores da ficção científica dos anos 50. Não apenas por inaugurar (ou quase) o filão das aranhas gigantes no cinema, mas por oferecer o curioso espetáculo de uma tarântula do tamanho de um prédio desfilando com a elegância de quem tem artrite nos oito joelhos.
Ao contrário das frenéticas aracnídeas de Aracnofobia (1990), que se multiplicam pelo cenário com a rapidez de um boato maldoso, a criatura aqui é lenta, solenemente desengonçada — mais ameaça de congestionamento do que de morte súbita. Parte disso vem da própria tecnologia: a aranha é, ao que tudo indica, uma filmagem real sobreposta a miniaturas, o que até dá um charme artesanal e um mistério técnico. Mas o resultado estético às vezes beira o borrão. Em preto e branco, sua figura aparece como um amontoado de pernas negras que se arrastam como se tivessem que parar pra respirar a cada passo. Há uma cena interessante em que a tarântula aparece pela janela — um raro momento em que o filme parece lembrar que o público está ali para sentir alguma coisa além de curiosidade científica.
O maior “fiapo” dessa teia, no entanto, talvez esteja no ritmo. Sim, é fácil cair na armadilha de comparar com blockbusters contemporâneos, mas mesmo dentro dos padrões da época, Tarantula é uma trama que demora a picar. O roteiro aposta alto na exposição científica sobre experimentos de crescimento em animais. A ideia de coelhos e ratos gigantes até causa um arrepio zoológico, mas a condução do tema falta o brilho sombrio de um Frankenstein, que sabia ser tanto gótico quanto grandioso. Aqui, o horror é diluído em explicações didáticas, com cientistas de fala pausada, olhos cansados e zero carisma laboratorial.
Os personagens humanos não ajudam: não há nenhum tipo “cineasta megalomaníaco” ou “bela memorável em perigo” como em King Kong. E mesmo o desastre natural – quando pedras caem, casas ruem ou a aranha ataca – acontece como se o filme estivesse em modo soneca. Nada disso, no entanto, invalida sua importância histórica. Se hoje temos aranhas em CGI invadindo metrópoles ou escalando super-heróis, é graças a filmes como esse, que botaram o primeiro pé (de oito) nessa estrada.
Tarantula não merece ser esquecido, mas também não precisa ser louvado além da conta. Funciona melhor como uma cápsula do tempo — dessas que a gente encontra, abre com cuidado, acha curiosa e depois guarda de volta na estante. Na sua teia de intenções, o filme até tenta nos prender, mas seu fio é tênue demais para segurar o peso do medo — e da memória.
O enredo é bem simples e ingênuo, seguindo uma fórmula muito utilizada na época que apostava em temas relacionados os perigos da radiação, sempre mal utilizada por algum cientista inescrupuloso em experimentos com fins militares.
Desta vez a diferença é que o cientista parecia mais bem-intencionado, visando criar um nutriente milagroso para acabar com a fome mundial. Só que de repente (como era de se esperar) a experiência sai do controle e as cobaias crescem descontroladamente.
Neste contexto a aranha super nutrida do poster passa a fazer estragos por onde passa, até ser incinerada no final por um ataque de napalm lançado pela Força Aérea.
Os efeitos especiais do filme, que retratam animais e insetos gigantes, foram avançados para meados da década de 1950. A tarântula era uma aranha viva real e jatos de ar eram usados para fazê-la se mover da maneira desejada sobre uma paisagem em miniatura. Vistos hoje estes efeitos parecem patéticos mas para a época devem ter parecido bastante convincentes e provocar aflição real em quem tinha medo de aranhas.
O filme não é nenhuma obra prima mas com certeza devia valer o preço do ingresso naquela época...
Curiosidades: Clint Eastwood faz uma ponta no final, como líder do esquadrão de jatos.
Durante o filme o professor Gerald Deemer previu que até o ano 2000 a população humana seria de 3,6 bilhões. Na realidade a população seria quase o dobro na virada do milênio.
gostei do começo ao fim,muito bem feito para época.