Kurita é um jovem jogador de beisebol com habilidade muito promissora. Acompanhando-o de perto, os agentes de grandes times fazem de tudo para poderem comprá-lo, mostrando desde as ofertas normais, até o lado mais vil e baixo do ser humano.
Exemplar um tanto distinto na filmografia de Kobayashi que costumava transitar entre o terror, o filme de samurai e sua temática humanista ligada à Segunda Guerra. Em Te Comprarei o esporte é apenas um pano de fundo para que Kobayashi discuta as relações pessoais, familiares atreladas ao sentimento de ganância e interesse financeiro. Possui uma estética bem próxima ao cinema clássico japonês, especialmente em algumas tomadas ao melhor estilo "ozuanas" enquanto já é nítido aquele espírito urbano um tanto caótico que tomaria conta da produção japonesa nos anos 60.
Focado no lado obscuro do esporte, onde o brilho da simples paixão na chega, personagens gananciosos apoiam seus atos egoístas na igualmente condição infame do próximo. Conscientes de suas vis atitudes, seguem implacáveis em um universo onde o dinheiro é o único combustível de suas motivações.
Uma cena interessante é quando os irmãos discutem sobre o futuro de Kurita e o pai, silenciosamente, ameaça sair da sala, ao qual logo é repreendido por seu filho mais velho. Um ponto da história onde sentir vergonha de si mesmo não é menos que desprezível.
Exemplar um tanto distinto na filmografia de Kobayashi que costumava transitar entre o terror, o filme de samurai e sua temática humanista ligada à Segunda Guerra. Em Te Comprarei o esporte é apenas um pano de fundo para que Kobayashi discuta as relações pessoais, familiares atreladas ao sentimento de ganância e interesse financeiro. Possui uma estética bem próxima ao cinema clássico japonês, especialmente em algumas tomadas ao melhor estilo "ozuanas" enquanto já é nítido aquele espírito urbano um tanto caótico que tomaria conta da produção japonesa nos anos 60.
Focado no lado obscuro do esporte, onde o brilho da simples paixão na chega, personagens gananciosos apoiam seus atos egoístas na igualmente condição infame do próximo. Conscientes de suas vis atitudes, seguem implacáveis em um universo onde o dinheiro é o único combustível de suas motivações.
Uma cena interessante é quando os irmãos discutem sobre o futuro de Kurita e o pai, silenciosamente, ameaça sair da sala, ao qual logo é repreendido por seu filho mais velho. Um ponto da história onde sentir vergonha de si mesmo não é menos que desprezível.