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Data de lançamento
12 Dez. 1990Duração
Bronx, 1969. Malcolm Sayer (Robin Williams) é um neurologista que conseguiu emprego em um hospital psiquiátrico. Lá ele encontra vários pacientes que aparentemente estão catatônicos, mas Sayer sente que eles estão só “adormecidos” e que se forem medicados da maneira certa poderão ser despertados. Assim pesquisa bem o assunto e chega à conclusão de que a L-DOPA, uma nova droga que já estava sendo usada para pacientes com o Mal de Parkinson, deve ser o medicamento ideal para este casos. No entanto, ao levar o assunto para o diretor, ele autoriza que apenas um paciente seja submetido ao tratamento.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
É impossível não chorar ao olhar para Robin Williams em alguns momentos.
E que final pesado, hein?
como é que um filme desse nao é 5 estrelas? ta maluco, historias, atuações. baseado em fatos reais. uma obra prima
História interessante e agridoce. De Niro amassando muito na atuação e no corporal. Como será que andam os estudos nesse setor? Quando o filme foi lançado o Dr. Sayer ainda trabalhava.
Achei a história bonita, ainda que triste. A obra desperta emoções delicadas e provoca reflexões silenciosas sobre a vida, o tempo e as oportunidades que muitas vezes deixamos passar.
O filme convida o espectador a pensar sobre como, com frequência, não damos o devido valor àquilo que temos - seja o presente, os vínculos ou até mesmo a simples possibilidade de viver plenamente. Ao mostrar momentos breves de lucidez, alegria e conexão, a narrativa reforça o quanto cada instante importa.
Uma obra sensível, melancólica e reflexiva, que permanece ecoando mesmo após o fim.
Por ora, sem mais.
Florianópolis, 31 de janeiro de 2026
Como é lindo encontrar obras como essa, que se bastam em si mesmas, não prometem continuações, com poucos cenários, poucos atores, mas com um roteiro fenomenal e uma premissa que machuca mas emociona.
Eu tinha uma memória muito defasada de sessão da tarde sobre esse filme, até confundindo com "Patch Adams" por causa do Robin Willians, mas nada, absolutamente NADA, me preparou para o BAQUE que foi assistir esse filme.
Além do medo da morte, existe um outro medo pouco falado, mas que nos assombra tanto quanto, que é o de estar preso dentro do próprio corpo sem poder controlar nada, a perca de autonomia que vai desde as tarefas mais simples, até as mais complexas, medo esse que no filme faz ponte com o Mito da Caverna de Platão, sobre o poder de experimentar o que é a liberdade, mas por tempo limitado, de viver uma seca, ou experimentar da água para logo depois morrer de sede, afinal somos resultados das experiências que tivemos ou das que não tivemos?
São tantos questionamentos e tudo isso sendo representado pelo MAIOR ATOR DE TODOS OS TEMPOS (Na minha opinião) que é DE NIRO, o que ele fez aqui pessoal?
Como? Como uma pessoa liga e desliga todos esses semblantes, os movimentos, e a falta deles... uma interpretação que me deixou de queixo caído, lágrimas nos olhos, e la no fundo aqueceu meu senso de certeza de cultuar os artistas certos...
Uma pérola dos anos 90, que envelheceu bem demais, e que se mostra necessária como utilidade pública.
Obrigado Robin e Robert , quando perguntarem o que foi os anos 90 ao que diz respeito a filmes e a grandeza deles, Tempo de Despertar é a resposta!