Nesse filme o relacionamento do casal Monique (Miou-Miou) e Antoine (Michel Blanc) é a própria visão do inferno: brigas e mais brigas e uma dureza danada. Mas tudo muda quando conhecem o ladrão Bob (Gérard Depardieu), um ex-presidiário que os ensina a roubar. Mas acaba surgindo um triângulo inusitado, pois Monique deseja Bob, que deseja Antoine. Antoine começa fugindo do bandido, mas depois, com encorajamento da esposa, se entrega a Bob e acaba se tornando seu amante. Essa estória seria cômica se não fosse trágica.
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02.05.1991
Muito divertido, dinâmico e com uma sequencia de situações loucas e ousadas, os franceses desde sempre libertários e na contramão de conservadorismo nas suas narrativas cinéfilas. Estética arrochada e o tom teatral nas atuações, completam no ótimo resultado, muito bom!
Filme super esquisito, mas que ainda sim prende a atenção e é bem sensual.
De antemão, declaro que a misoginia é imediatamente identificada, mas não enquanto mote do filme, e sim da amoralidade radical na apresentação e tratamento dos personagens. Aliás, é tudo brilhantemente amoral nesta obra, de modo que o diretor radicaliza aquilo que já expusera de maneira quase chocante no ótimo CORAÇÕES LOUCOS. Aqui, ele ergue mais um patamar à sua demolidora criatividade ao erigir um romance bissexual que, hoje em dia, seria fortemente "cancelado". Seja pela rudez como a personagem de Miou-Miou é tratada, seja pela criminalidade inerente à narrativa. Gerard Depardieu demonstra-se magistralmente desavergonhado e Michel Blanc faz jus ao que se espera dele, na transformação radical a que se submete. Tudo neste filme é esplêndido: uma salada francesa, com diálogos antológicos e muita sensualidade, que mistura o fulgor almodovariano com a urgência sobrevivencial da primeira fase da carreira de Gregg Araki. Sempre quis ver este filme, desde a adolescência, mas não sabia que me surpreenderia tanto: é genial. Devastador! (WPC>)
Não achei o filme riuim, não. Vale a pena ver