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Data de lançamento
19 Dez. 1987Duração
Uma suposta maldição persegue a montagem da ópera "Macbeth", de Verdi. Reforçando a lenda, a apresentação do espetáculo no Teatro Scala de Milão inclui corvos que aparecem degolados, operários assassinados e acidentes bizarros, como holofotes que caem na platéia. Tudo parece girar em torno da soprano Betty, que tornou-se alvo de um perigoso psicopata mascarado capaz de tudo para tê-la.
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Acho que esse era o último dos grandes clássicos do Argento que faltava pra eu ver e, olha, acho que encerrei essa jornada com chave de ouro.
Inclusive nem sei pq o Argento se deu ao trabalho de adaptar o Fantasma da Ópera rs (eu não assisti, mas vi que ninguém gosta da versão dele rs)... Se vc juntar "Inferno" e "Opera", vc já tem uma ótima adaptação do livro.
"Opera" fecha o trio de filmes visualmente mais inventivos do Argento, junto com "Suspiria" e "Profondo Rosso". A princípio eu fiquei temeroso de que o uso constante de ponto de vista ficaria cansativo, mas eu não achei que ficou. Ele soube dosar bem, mesmo sendo o filme que ele mais usa o recurso.
Como (quase) sempre, o enredo é o de menos. A paranoia, a agonia, o suspense, a experiência visual é tudo o que importa. Já vi gente dizer que não gosta do Argento por achar que as obras dele possuem pouca substância, e os enredos são rasos. Eu sinto que muita gente se prende muito à escola de que toda narrativa precisa ser guiada por uma boa construção de personagens. Isso pode ser verdade pra histórias num geral que se pretendem grandes contos morais (e algumas histórias do Argento possuem sim comentários sociais, inclusive alguns interessantíssimos pra época dos filmes), mas quando se vai para filmes de gênero, especificamente, nem sempre o que faz um grande filme são os personagens ou o enredo, mas sim a experiência audiovisual — o que define o próprio cinema.
O conceito desse filme é excelente, um assassino tão sádico que obriga a vítima a assistir os crimes violentos que ele comete. E são momentos de muita aflição, já que ele segura os olhos da protagonista com várias agulhas coladas em seu rosto. O filme todo tem vários enquadramentos dando ênfase nos olhos, tanto para causar aflição quanto para servir ao roteiro mais futuramente, como os closes nos olhos dos corvos. Queria dar uma nota maior, mas o terceiro ato, infelizmente, não me agradou muito. É onde começa a aparecer mais situações inverossímeis e forçadas, como na própria revelação do assassino, que ao invés de fugir como ele sempre fazia, ficou sentado esperando ser revelado. Mas ainda considero um giallo acima da média, é bem intrigante e recheado de cenas angustiantes (com ênfase na primeira cena de morte assistida pela Betty, era gore que não acabava mais).
Assisti no dia 21/09/25
É de se embaraçar o quanto que o Argento faz amor com a câmera nesse
27.02.2001
Direção excelente, roteiro cheio de conveniências e furos (como na maioria dos filmes dos mestre).