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Sinopse
A história do engenheiro elétrico pioneiro Nikola Tesla, sua vida e carreira, sua rivalidade com Thomas Edson e seu relacionamento com a filha de J.P. Morgan, Anne.
Nikola Tesla é tido como um dos maiores gênios da humanidade. E, muito mais que simplesmente genial, ele é tido como absurdamente incompreendido. Afinal, muito do seu trabalho foi mal interpretado, por vezes usado de maneira errada, e em outros casos, foi simplesmente esquecido. Este filme é uma tentativa de retificar isto.
Aqui temos vislumbres de momentos cruciais da vida do inventor, como sua mítica disputa com Thomas Edison sobre qual sistema de corrente deveria prevalecer, seu relacionamento com o também lendário George Westinghouse e seus experimentos mais excêntricos e incompreendidos.
No meio de tudo isto, a película tenta misturar a dramatização destes momentos fulcrais com passagens que lembram um documentário - com direito a anacronismos óbvios, como a presenção de celulares, projetores e computadores - que colecionam informações e mais informações sobre pessoas e situações que são mencionadas ao longo do filme.
Mas este mecanismo, que a princípio parece até interessante, acaba por se mostrar o primeiro sinal de que a obra não terá muita constância. Nem no uso deste subterfúgio (que some por longos períodos), nem muito menos na exploração mais profunda do personagem central (abandonada em favor de mostrar suas relações superficiais com inúmeros personagens que vão surgindo).
E talvez este seja o maior problema: para um filme que é sobre o Tesla, passa-se muito tempo abordando gente - com excessivos detalhes, por vezes - sem qualquer desdobramento relevante para uma cinebiografia dele. Na tentativa de amarrar a trama de Tesla aos demais acontecimentos e personagens da época (seja Thomas Edison, J.P. Morgan ou Sarah Bernhardt), ele acaba ficando muitas vezes em segundo plano na sua própria história.
A falta de manutenção de um tom mais firme também é muito notória. Por vezes, o filme soa até professoral na sua exposição, em outras o roteiro toma liberdades criativas que contrastam diametralmente com a seriedade de outrora. Até um número musical - de péssima qualidade - conseguiram encaixar. Com que propósito, afinal?
Claro, muito do que por vezes vi ser criticado é resultado do baixo orçamento - nítido demais no que diz respeito aos aspectos da produção em si - e também do estilo do diretor. Mas, mesmo neste caso, ele teve resultados muito melhores em "O Experimento de Milgram" (lançado apenas cinco anos antes, em 2015), por exemplo.
E talvez esta comparação seja a chave para explicar a decepção com este filme. Tesla é uma figura muito mais lendária e reverenciada. Com um impacto muito maior. Com um trabalho muito mais significativo. Com uma vida muito mais longeva. E com uma reputação muito mais pendente de revalidação.
Na busca por fazer um filme reluzente sobre "o homem elétrico", chega a ser chocante como o filme conseguiu ser extremamente burocrático e nem um pouco eletrizante.
Não foi dessa vez que o Nikolas Tesla teve uma biografia digna do nome dele.
PROFUNDAMENTE CHATO. NIKOLA MERECIA ALGO MELHOR PRODUZIDO COMO HOMENAGEM. NARRAÇÃO CHATA PRA CARACA!
Nikola Tesla é tido como um dos maiores gênios da humanidade. E, muito mais que simplesmente genial, ele é tido como absurdamente incompreendido. Afinal, muito do seu trabalho foi mal interpretado, por vezes usado de maneira errada, e em outros casos, foi simplesmente esquecido. Este filme é uma tentativa de retificar isto.
Aqui temos vislumbres de momentos cruciais da vida do inventor, como sua mítica disputa com Thomas Edison sobre qual sistema de corrente deveria prevalecer, seu relacionamento com o também lendário George Westinghouse e seus experimentos mais excêntricos e incompreendidos.
No meio de tudo isto, a película tenta misturar a dramatização destes momentos fulcrais com passagens que lembram um documentário - com direito a anacronismos óbvios, como a presenção de celulares, projetores e computadores - que colecionam informações e mais informações sobre pessoas e situações que são mencionadas ao longo do filme.
Mas este mecanismo, que a princípio parece até interessante, acaba por se mostrar o primeiro sinal de que a obra não terá muita constância. Nem no uso deste subterfúgio (que some por longos períodos), nem muito menos na exploração mais profunda do personagem central (abandonada em favor de mostrar suas relações superficiais com inúmeros personagens que vão surgindo).
E talvez este seja o maior problema: para um filme que é sobre o Tesla, passa-se muito tempo abordando gente - com excessivos detalhes, por vezes - sem qualquer desdobramento relevante para uma cinebiografia dele. Na tentativa de amarrar a trama de Tesla aos demais acontecimentos e personagens da época (seja Thomas Edison, J.P. Morgan ou Sarah Bernhardt), ele acaba ficando muitas vezes em segundo plano na sua própria história.
A falta de manutenção de um tom mais firme também é muito notória. Por vezes, o filme soa até professoral na sua exposição, em outras o roteiro toma liberdades criativas que contrastam diametralmente com a seriedade de outrora. Até um número musical - de péssima qualidade - conseguiram encaixar. Com que propósito, afinal?
Claro, muito do que por vezes vi ser criticado é resultado do baixo orçamento - nítido demais no que diz respeito aos aspectos da produção em si - e também do estilo do diretor. Mas, mesmo neste caso, ele teve resultados muito melhores em "O Experimento de Milgram" (lançado apenas cinco anos antes, em 2015), por exemplo.
E talvez esta comparação seja a chave para explicar a decepção com este filme. Tesla é uma figura muito mais lendária e reverenciada. Com um impacto muito maior. Com um trabalho muito mais significativo. Com uma vida muito mais longeva. E com uma reputação muito mais pendente de revalidação.
Na busca por fazer um filme reluzente sobre "o homem elétrico", chega a ser chocante como o filme conseguiu ser extremamente burocrático e nem um pouco eletrizante.
Fujam desta porcaria. Opte por a Guerra das correntes.
Chatinho… não empolga