Data de lançamento
15 Nov. 2020Duração
A monarquia. Acima de tudo.
A temporada 4 cobre o período entre 1977 e 1990, durante o mandato de Margaret Thatcher como primeira ministra, o casamento do Príncipe Charles e a Lady Diana Spencer, sua turnê pela Austrália em 1983, a Guerra das Malvinas, a invasão de Michael Fagan no Palácio Buckingham, o funeral de Lord Mountbatter e a introdução dos Príncipes William e Harry.
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Para mim é uma das temporadas mais importantes da série, mostra o início do relacionamento da Diana, Princesa de Gales com a família e também o início do governo da primeira-ministra a Margaret Thatcher, no qual eles mostraram de forma incrível, e uma das temporadas mais marcantes e entrega de excelente qualidade em sua história 👏🏾👏🏾🎥.
Sorte que Peter Morgan foca bem mais em Lady Di, a partir de um olhar angelical e já consciente de seu destino, o que potencializa seus dramas com Charles e a Coroa. Já o núcleo político é fraco e a abordagem de Thatcher, questionável.
Margaret: Tenho dificuldade de encontrar qualquer característica redentora nessas pessoas. Elas não são sofisticadas ou cultas ou... elegantes... ou nada parecido com o ideal, elas são ...
Denis: grosseiras, esnobes e rudes?
Margaret: sim, Diddy... Assim como aqueles valentões condescendentes do meu gabinete. Todos membros da mesma classe, você vai notar. Bom, se esse país quer mesmo dar a volta por cima, precisa mudar fundamentalmente. De cima para baixo.
Ahhh, Maggie!!! Depois da princesa Margareth, virou a minha segunda favorita! Resumiu bem o que é essa realeza com r minúsculo.
Nossa, já assisti tem muito tempo e revendo a lista do que queria assistir, reparei que não tinha classificado.
Enfim, é uma senhora série, uma tremenda temporada. É uma das minhas séries favoritas...
Uma senhora perfeição, os produtores tiveram todo o cuidado com o figurino, com a fotografia e até com a trilha sonora.
Muito, muito boa.
“Por que os ingleses ainda estão aqui? Por que, depois de tudo que fizemos com eles, a presença britânica na Irlanda ainda permanece? Tantos sacrifícios foram feitos. Tantos de nossos irmãos e irmãs deram suas vidas em resistência a essa ocupação. E ainda estão sendo ignorados. Ainda negam nosso direito básico de autodeterminação e nossos filhos e irmãos, maridos e pais ainda estão sendo mantidos nas prisões britânicas. Se nada mudou, então, meus amigos, está na hora de uma nova abordagem. Por isso, nossa liderança deu uma nova instrução. Isso veio do comando. Hoje, a luta do Exército Republicano Irlandês (IRA) por liberdade entra em uma nova fase. Chegou a hora de aumentar nossos esforços. Redobrar nossos confrontos. Derramar mais sangue. Para que a coroa recue e saia da Irlanda para sempre.”
“- Alô.
- Meu rapaz! Meu escritório
- Alô?
- Caro rapaz! Há uma hora, meu escritório ligou para o Palácio de Buckingham e já me passaram para uns 9 ramais. Onde o encontramos, enfim?
- Nordeste da Islândia, numa cabana no rio Hofsá.
- O que está fazendo aí?
- Pescando salmão com amigos.
- Está em Classiebawn com a gangue?
- Com a tribo toda.
- Todos estão perguntando por você. Estará em Londres semana que vem? Gostaria de vê-lo.
- Não estarei. Tenho um encontro com Camilla. Conseguimos uns dias
para pôr o assunto em dia.
Ai, Charles, não vá vê-la mais. Sabe o que a família acha. Sim, sei muito bem o que a família acha.
- E o que eu acho também?
- Sim, e o absurdo disso não passou despercebido por mim. A ideia de que logo você me daria um sermão sobre matrimônio, questões amorosas, necessidade de ser tradicional… porque você e Edwina deixaram a desejar nessas questões. Ao menos, quando nós cometemos adultério, não há implicações de segurança nacional.
- Isso foi desnecessário.
- Como sua intervenção indesejada
neste assunto. Sinceramente, você representa bem o papel de meu aliado na família, cuidando de mim, mas, no momento crítico,
é só um ludibriador. É um farsante fazendo jogo duplo. Não conheci ninguém de quem eu goste tanto como de Camilla, que está num casamento articulado por você, com um marido que transa com metade de Gloucestershire. Convide-nos a Broadlands
e verá como fazemos um ao outro feliz. Isso se minha felicidade tem alguma importância para você. Agora, preciso ir.”
“Majestade, recebemos a cópia de um telegrama enviado ao Min. de Relações Exteriores pela embaixada britânica em Dublin. Diz: "Às 13h05, o embaixador britânico foi informado a respeito de uma explosão no barco do lorde Mountbatten, no condado de Sligo." Lorde Mountbatten está morto… bem como o garoto do barco, Paul Maxwell, e o neto do lorde Mountbatten, Nicholas. Lorde e lady Brabourne, Doreen, lady Brabourne, e Timothy Knatchbull estão no hospital em Sligo. O IRA, infelizmente,
já afirmou ser o responsável.”
“Meu caro Charles, não existe elogio maior do que o de ser chamado de "príncipe entre os homens". Uma pessoa assim ganha seu título com a habilidade de liderar e de inspirar, e essas são virtudes elusivas que deve compreender e melhorar. E me dói dizer que você não está se esforçando o suficiente para compreender e melhorar. A escolha de uma mulher foi o problema em torno do qual o último príncipe de Gales sofreu, e me espanta que, 40 anos após essa abdicação, esteja se esforçando tão pouco para esconder seu entusiasmo pela esposa de outro homem. Como poderia contemplar tal decadência e decepção a si mesmo, à sua família, a mim? Devo lembrá-lo outra vez da importância de forjar seu destino com uma garota doce, inocente e bem-humorada, sem nenhum passado, que conheça as regras e que as seguirá? Alguém com quem você possa recomeçar e construir uma vida. Alguém a quem o povo amará como princesa, e, no devido tempo, como rainha. Este é seu dever agora, sua tarefa mais importante. Você é mais do que um homem, mais do que um príncipe. Um dia, caro menino, você será rei. Agora, para o mar. Eu sinto muita saudade sua. Não há ninguém cuja companhia eu goste mais, mas acho que já sabe disso. Do seu eternamente amoroso e honrado avô. Dickie.”
“- É uma coisa terrível. Mas… ele não teria temido a morte. Nada. Não teria. E ele teria odiado qualquer demonstração piegas de luto ou sentimentalismo. Ele deixou quinhentas páginas de instruções para o funeral. E escolheu você para fazer a leitura. Você. Estruturalmente, há poucas coisas normais nesta família. A posição de Dickie dentro dela a deixou ainda mais fora de forma. Eu mal conheci meu próprio pai. Dickie entendeu isso e assumiu como substituto, o que foi tudo para mim. Então, anos depois, talvez depois de ele ter visto… os conflitos entre nós dois, ele nos trocou e passou a cuidar de você. Eu não era mais a prioridade. Ele me substituiu como pai para você. E você me substituiu como filho para ele. Não me incomoda admitir que houve momentos em que a transferência da afeição de Dickie, dos cuidados dele, do amor dele… pode ter me causado ressentimento.
- De mim?
- Não é sua culpa, é claro. E… Quando se é tão desfavorecido de um pai, como eu fui, não há como não ficar… Sei lá… Na defensiva pela segunda melhor opção… o que Dickie era.
- Para nós dois.
- Do que está falando? Você tem pai! Você tem pai!!
- Eu ficaria feliz em ceder o lugar, papai… para você fazer a leitura.
- Não importa o que eu quero ou penso. É o que Dickie queria. E ele escolheu você.”
“Hoje de manhã, o Exército Republicano Irlandês declarou que assume plena responsabilidade pela execução de lorde Mountbatten e pelos 18 soldados britânicos mortos em nosso ataque em Warrenpoint.”
"Treze se foram, não olvidamos.
Dezoito e Mountbatten, eliminamos." Para republicanos irlandeses, lorde Mountbatten era o símbolo máximo da opressão imperialista. Todo ano, ele vinha repousar
em seu castelo, em solo roubado pelos ingleses, sabendo dos riscos que corria. A morte dele representa um golpe legítimo contra um alvo inimigo. Nas próximas semanas e meses, testemunharão homenagens sentimentaloides prestadas a esse suposto herói. Não vejo lágrimas do governo britânico para homens, mulheres
e crianças da Irlanda que perderam as vidas. Onde está o funeral pomposo ou ocasião solene do Estado? Quem enaltecerá a morte deles ou homenageará a vida de irlandeses
tão cruelmente interrompida, como a dos 13 civis assassinados pelos britânicos no Domingo Sangrento? "Treze se foram, não olvidamos. Dezoito e Mountbatten, eliminamos.". "Os que se lançaram ao mar em navios…" Estamos em guerra "exercendo…" E haverá baixas. Enquanto a Coroa Britânica
permanecer na Irlanda, o sangue derramado estará nas mãos dela.”
“- Alô?
- Sarah.
- Alteza Real! Que bela surpresa…
- Antes de mais nada, não poderei ir ao seu casamento. Mas parabéns para você e Neil.
- Obrigada, senhor.
- Agora… sua irmã Diana…
- Sim?
- Fale dela.
- O que gostaria de saber?
- Tudo.
- Não sei bem se quer saber tudo.
- Talvez eu queira.
- Tudo bem. Ela trabalha meio período
num jardim de infância.
- Ela é professora?
- Não. Precisaria de formação para isso. Está mais para auxiliar. Ela acabou de fazer 18 anos, sabia? Ela também limpa para mim. Meio período.
- Como…
- Como faxineira. Quer saber mais?
- Um pouco mais. Ela é divertida?
- Ela pode ser muito divertida, e com certeza as crianças a amam. Com certeza, os pais das crianças também.
- Mesmo? E quanto à personalidade?
- A família toda a chama de "duquesa",
porque, desde a infância, ela se comporta como se fosse destinada a coisas mais grandiosas. Céus… Eu o desanimei?
- Não. Você me deixou intrigado agora. Ia se importar se eu saísse com ela?
- Um encontro?
- Sim.
- Nossa!
- Ia se importar?
- Não. Devo avisá-la?
- Não. Que seja surpresa… Preciso do telefone dela antes.
- Claro. É… 0-1-3-7-3…”