O policial Joe Leland investiga o assassinato brutal de um jovem homossexual e acaba descobrindo conexões com uma poderosa rede de corrupção governamental em Nova York.
Drama e suspense policial neo-noir em Color De Luxe da Arcola-Millfield Productions e 20th Century Fox que foi baseado no romance homônimo de 1966, de Roderick Thorp (1936-1999). Inicialmente, Mark Robson (1913-1978) deveria dirigir o filme, mas Frank Sinatra (1915-1998) preferiu Gordon Douglas (1907-1993), com quem já havia feito 4 filmes anteriormente. Eles haviam trabalhado juntos em Corações enamorados (54), Robin Hood de Chicago (64), Tony Rome (67) e, posteriormente, em A mulher de pedra (68).
Sinatra e Lloyd Bochner (1924-2005) atuaram juntos em Tony Rome (67). O filme marcou uma transição para — e foi divulgado como — uma abordagem mais "adulta" ao retratar a vida e o trabalho de um detetive de polícia, ao mesmo tempo em que abordava, pela primeira vez no cinema comercial, temas antes considerados tabu, como a homossexualidade. Estréias de Tom Atkins e Don Fellows (1922-2007) no cinema. Jacqueline Bisset fez papel que Mia Farrow recusou por causa do divórcio com Sinatra.
Joe Leland é um detetive particular veterano de Nova York com problemas pessoais tanto no trabalho quanto fora dele. Ao investigar o assassinato de um jovem gay, filho de um político influente da cidade, Leland descobre um possível caso de corrupção dentro do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Joe acaba localizando o colega de quarto da vítima, que confessa o crime e é condenado à morte; no entanto, o desfecho do caso não convence o detetive. Norma McIver, uma viúva transtornada, procura Joe. Ela acredita que a morte de seu marido não foi um acidente, mas a polícia parece não se importar. Joe começa a investigar e acaba descobrindo um esquema de encobrimento ligado ao seu caso anterior.
Apresenta imperfeições em alguns pontos e algumas passagens arrastadas, mas é um marco importante e influente do movimento neo-noir. O filme modesto questiona a corrupção na prefeitura, o trabalho policial precário, a brutalidade policial, o encobrimento de fatos e a violência contra homossexuais.
Filme irregular, com o Sinatra sem conseguir o tom certo do personagem, muito por conta de um roteiro perdido entre criticar o método investigativo da polícia, o preconceito contra os homossexuais, a corrupção de empresários e políticos e infidelidade conjugal. São muitas causas para pouco filme. Recaí sobre a ótica do personagem do Sinatra, que soa sempre moralizador, sem defeitos, vítima de um ambiente contaminado. E isso não ajuda em nada o filme.
Uma curiosidade sobre o filme é que o livro que deu origem ao filme, "The detective" (escrito por Roderick Thorp em 1966), rendeu uma continuação chamada "Nothing lasts forever" em 1979, que também seria adaptada para o cinema: "Duro de matar" (1988). Ou seja, tecnicamente, o Joe Leland de Frank Sinatra e o John McClane de Bruce Willis são o mesmo personagem!! Sinatra até foi convidado a estrelar a continuação (contratualmente o estúdio era obrigado a oferecer o papel ao intérprete original), mas, por estar com 73 anos, recusou a oferta, abrindo espaço para Bruce Willis fazer história.
Drama e suspense policial neo-noir em Color De Luxe da Arcola-Millfield Productions e 20th Century Fox que foi baseado no romance homônimo de 1966, de Roderick Thorp (1936-1999). Inicialmente, Mark Robson (1913-1978) deveria dirigir o filme, mas Frank Sinatra (1915-1998) preferiu Gordon Douglas (1907-1993), com quem já havia feito 4 filmes anteriormente. Eles haviam trabalhado juntos em Corações enamorados (54), Robin Hood de Chicago (64), Tony Rome (67) e, posteriormente, em A mulher de pedra (68).
Sinatra e Lloyd Bochner (1924-2005) atuaram juntos em Tony Rome (67). O filme marcou uma transição para — e foi divulgado como — uma abordagem mais "adulta" ao retratar a vida e o trabalho de um detetive de polícia, ao mesmo tempo em que abordava, pela primeira vez no cinema comercial, temas antes considerados tabu, como a homossexualidade. Estréias de Tom Atkins e Don Fellows (1922-2007) no cinema. Jacqueline Bisset fez papel que Mia Farrow recusou por causa do divórcio com Sinatra.
Joe Leland é um detetive particular veterano de Nova York com problemas pessoais tanto no trabalho quanto fora dele. Ao investigar o assassinato de um jovem gay, filho de um político influente da cidade, Leland descobre um possível caso de corrupção dentro do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Joe acaba localizando o colega de quarto da vítima, que confessa o crime e é condenado à morte; no entanto, o desfecho do caso não convence o detetive. Norma McIver, uma viúva transtornada, procura Joe. Ela acredita que a morte de seu marido não foi um acidente, mas a polícia parece não se importar. Joe começa a investigar e acaba descobrindo um esquema de encobrimento ligado ao seu caso anterior.
Apresenta imperfeições em alguns pontos e algumas passagens arrastadas, mas é um marco importante e influente do movimento neo-noir. O filme modesto questiona a corrupção na prefeitura, o trabalho policial precário, a brutalidade policial, o encobrimento de fatos e a violência contra homossexuais.
Excelente policial com ótimo elenco (encabeçado por Sinatra), bom roteiro e uma grande trilha sonora de Jerry Goldsmith!
Filme irregular, com o Sinatra sem conseguir o tom certo do personagem, muito por conta de um roteiro perdido entre criticar o método investigativo da polícia, o preconceito contra os homossexuais, a corrupção de empresários e políticos e infidelidade conjugal. São muitas causas para pouco filme. Recaí sobre a ótica do personagem do Sinatra, que soa sempre moralizador, sem defeitos, vítima de um ambiente contaminado. E isso não ajuda em nada o filme.
Uma curiosidade sobre o filme é que o livro que deu origem ao filme, "The detective" (escrito por Roderick Thorp em 1966), rendeu uma continuação chamada "Nothing lasts forever" em 1979, que também seria adaptada para o cinema: "Duro de matar" (1988). Ou seja, tecnicamente, o Joe Leland de Frank Sinatra e o John McClane de Bruce Willis são o mesmo personagem!! Sinatra até foi convidado a estrelar a continuação (contratualmente o estúdio era obrigado a oferecer o papel ao intérprete original), mas, por estar com 73 anos, recusou a oferta, abrindo espaço para Bruce Willis fazer história.
Um bom filme policial que segue a mesma linha de "Tony Rome". Foi exibido na TV com o título "A Lei é para Todos".