Trapaceiro profissional, Thomas Jefferson Johnson (Eddie Murphy) é um vigarista da Flórida que tem uma brilhante idéia para poder entrar de forma limpa no cenário político. Quando um senador de Flórida, Jeff Johnson (James Garner), morre, uma eleição especial é feita para escolher seu substituto. Thomas põe seu nome na cédula como "Jeff Johnson", confundindo bastante os eleitores. Thomas consegue a vitória na corrida eleitoral, assim logo está a caminho de Washington D.C. Ele descobre um mentor em Dick Dodge (Lane Smith), presidente de um influente comitê. Dodge mostra a Thomas esquemas para ganhar dinheiro e mais tarde Arthur Reinhardt (Grant Shaud), o assessor de Thomas, lhe explica como as coisas funcionam na capital. Os planos de Thomas acontecem da forma que ele esperava até conhecer Celia Kirby (Victoria Rowell), uma ativista política cujo pai é um líder religioso, o reverendo Elijah Hawkins (Charles Dutton). Johnson rapidamente fica atraído por Celia, mas se quiser ganhar o coração dela terá de parar de enganar as pessoas, que pensam que ele é honesto. Porém para ser honrado de fato ele precisa desmascarar os corruptos, sendo que entre eles, obviamente, está Dodge.
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02.04.1994
De início temos a impressão de que o personagem Thomas Jefferson Johnson seria apenas uma reedição do trambiqueiro Axel Foley. Mas o interessante é que neste filme o vigarista vai percebendo que é quase um amador quando decide se envolver no ramo da política.
O filme funciona bem ao satirizar e o mesmo tempo permitir entender de forma simples como funciona o meio político, com todas suas sujeiras, negociatas e jogos de poder. Então curiosamente este é um filme que tem até sua função didática pela conexão realista que estabelece com o que realmente rola nos bastidores da política. E como mesmo políticos bem intencionados podem ser engolidos pela estrutura corrupta que encontram pela frente.
Por outro lado o filme se perde quando tenta abordar questões ambientais mais sérias, a intenção é boa mas não funciona tão bem. A parte final não consegue equilibrar tão bem a parte dramática com a comédia, ficando esquisito o desfecho sobre as vítimas de câncer e a questão das linhas de energia.
Apesar de alguns problemas, no geral o filme faz uma sátira política que permanece bastante atual. Talvez não tenha recebido o devido reconhecimento justamente por sair daquele estilo de comédia de ação que deu fama ao Eddie Murphy.
Curiosidade:
Em novembro de 2023, o co-roteirista do filme, Marty Kaplan, argumentou em uma entrevista que a vida estava imitando a arte, traçando paralelos entre o enredo do filme e a eleição do brasileiro especialista em maladrangem George Santos para o Congresso.
Uma comédia bem desconhecida do Eddie Murphy, mesmo lançada no período de seu auge.
Conhevamos que não é a mais engraçada, mas tem suas lições para se tirar. Ele faz um pilantra, que se infiltra na política com nome homônimo e consegue ser eleito.
Em Washington, ele vê de perto a corrupção política e a hipocrisia da elite, e vai usar toda sua malandragem para o bem comum da sociedade.
Não deixa de ser uma critica satírica dos bastidores da política. Entretanto, faltou mais ritmo ao filme e melhores cenas cômicas que, apesar de ter o comediante Eddie Murphy no elenco não garante boas risadas e a direção de Jonathan Lynn é sonolenta e arrastada, sendo o filme muito longo. Embora, todo sucesso de Eddie Murphy nos anos 80, parece que os anos 90 não foi tão bom para o comediante, fazendo filmes irregulares como este título.
Retratou bem a corrupção na politica.