Ash (Bruce Campbell), sua namorada e seus amigos, vão passar um fim de semana em uma cabana na floresta, chegando lá encontram o Necronomicon, o livro dos mortos, que os deixam em uma terrível situação, onde tentarão sobreviver em um cenário bizarro e desesperador.
Bom filme com ótimos efeitos práticos, gore e atmosfera.
Um clássico do terror. Nojento e assustador. Com um jogo de câmeras surpreendente e uma premissa interessante. Com poucos erros de produção e efeitos visuais, talvez por causa do baixo orçamento. Mas a obra é alucinante.😁
Comecei a assistir The Evil Dead com a intenção de maratonar toda a franquia, mas, sinceramente, vou parar por aqui. Definitivamente não é para mim.
Sei que o primeiro foi produzido com um orçamento extremamente baixo, e isso torna o resultado até admirável em vários aspectos. Inclusive, cheguei a dar uma olhada em algumas cenas das continuações para ver se a franquia evoluía além do que é apresentado aqui, mas não encontrei nada que me fizesse querer encarar mais cinco filmes com a mesma proposta.
Reconheço a criatividade dos envolvidos e entendo perfeitamente por que tanta gente considera Evil Dead um clássico do terror. Talvez realmente seja. Mas, para o meu gosto, simplesmente não funcionou. Passo.
IMPRIMATUR - visto em VHS em 1996:
Aqui a qualidade técnica e criativa do diretor é historicamente incontestável.
Avaliação em nota: 7.9
Reassisti esse filme depois de 10 anos, e me parece que a experiência foi melhor que da primeira vez.
Lembro que não me impressionou muito. Acho que não entendi muito o aspecto "lúdico" com o gênero. Consigo dizer que, naquela época, eu não tinha "maturidade (em todos os sentidos) suficiente para curtir esse filme." E, dessa forma, parece que o filme também cumpriu um papel naquela época, já que ele também é uma forma de brincar com o espectador. O terror do filme é um terror satírico, ele brinca com o próprio gênero, e eu, que esperava algo sério, fui enganado.
Hoje, sabendo um pouco da história de filmagem do filme, tanto do orçamento quanto tendo uma noção de orçamento para filmar um filme, sabendo da importância de influência para outros diretores, do impacto no gênero, da motivação dos realizadores e todos os aspectos além do filme, esse filme ganha outra camada. E isso é incrível. Como um filme pode, tanto te impactar diferente, quanto ganhar valor, a medida que quem o assiste muda. Isso é uma das definições de clássico! O filme ganha um duplo valor para mim. Teve seu valor (mesmo que eu não reconhecesse na época, em me enganar) e tem agora em me surpreender.
Sobre o filme mesmo: a forma de direção do Sam Raimi é incrível! O tipo de plano que ele criou com as cenas na floresta é algo muito imersivo, junto com a trilha sonora do filme. Vendo um pouco a forma de captação de som desse filme, onde a própria floresta fornece os materiais necessários (junto com a imaginação e criatividade) para sua produção. Mas, pessoalmente, não foi nem esse o aspecto que mais me encantou. Foi as escolhas de câmera na diagonal ao longo de todo filme e a escolha de gravar em diferentes níveis, mesclando objetos da casa com atores. É como se os objetos, e toda a cabana, também fosse um personagem, porque estão sempre em relação com os atores, ora um nível a frente, ora atrás, ora embaixo ou em cima (lembrando do demônio na fresta do porão). Esse paralelismo, meridiano e perpendicular na forma de gravar é absolutamente encantador e faz com que o Cinema se realize em ato puro.
Gostaria de só deixar registrado também a cena das risadas efusivas da Linda. Sério, que agonizante! Que desconfortável! Aquilo é um absurdo. É minha cena preferida toda a sequência a partir do momento que ela está sentada no batente da porta!