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Data de lançamento
4 Out. 2015Duração
Há três anos, 2% da população mundial inexplicavelmente desapareceu. 140 milhões de pessoas, sumidas num piscar de olho. Nenhum país, estado ou cidade foi poupado, exceto por uma pequena cidade no Texas. População: 9261. Partidas: Zero. Este é o cenário do conto de duas famílias: os Garveys, que se mudaram para esse lugar especial e cujas vidas foram brutalmente mudadas para sempre pela Partida Repentina; e os Murphys, uma família local que foi poupada por um evento que chocou o mundo. Mas mesmo na cidade de Miracle, você não pode fugir do seu passado.
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INCRÍVEL
Que porre essa série. Achei que ia melhorar. Tem alguns momentos bons, mas uns 70% são chatice, viagens bizarras e uma pretensão intelectual que entrega muito pouco.
A série é pretensiosa demais. Quer ser inteligente, profunda, filosófica, existencialista… mas é medíocre. Deve ser muito bom escrever uma história assim: coloca um monte de coisa aleatória, faz uma mistureba de temas soltos (alguns até interessantes e que poderiam render boas histórias), cria situações e comportamentos completamente malucos, joga umas metáforas que ninguém sabe exatamente o que significam, inventa discussões vazias e pronto: está criado o selo de “série genial”.
E o melhor é que funciona. O espectador trouxa passa a inventar mil teorias para preencher os buracos: arrebatamento, céu, inferno, purgatório, vida após a morte, dimensões paralelas… e, no final, ainda solta um “nossa, que incrível e inovador!”. É uma ótima estratégia: se a história não explica, o público explica por ela. Se não faz sentido, vira mistério. Se é confuso, é “complexo”. Se é vazio, é “existencialista”.
É tão boba e superficial que reduz as dores do mundo à perda de alguém que se foi naquele tal dia 14. Como se essa fosse a única dor possível e insuperável. Como se antes ninguém tivesse perdido ninguém. Como se a vida não fosse, desde sempre, uma sucessão de perdas, dificuldades, traumas, frustrações e recomeços.
Por isso, a série fica chovendo no molhado. Dramatiza absurdamente aquilo que não precisa de tanta dramatização, prolonga arcos dramáticos que não se sustentam e transforma sofrimento em uma espécie de competição de autopiedade.
E nem vou falar da seita, porque aquilo simplesmente não faz sentido. Muito potencial desperdiçado. Uma elaboração pobre para uma premissa que tinha possibilidades enormes.
O que foi aquele arco de Meg (a personagem mais pedida do rolê) e Tom?! 😂
Os personagens, por sua vez, são fracos e mal construídos. E, não evoluem. Eles andam em círculos. Recusam-se a dar o próximo passo e preferem o conforto da própria miséria, ou então procuram respostas em seitas, maluquices e experiências completamente sem pé nem cabeça.
Ninguém busca ajuda. Ninguém faz terapia. Ninguém tenta, de fato, reconstruir a própria vida de uma maneira minimamente racional. A narrativa se arrasta ancorada quase exclusivamente na autopiedade.
E QUE ENCHE O SACO.
Haja niilismo!
Aí, para finalmente produzir um bum e carimbar o rótulo de “genial”, a narrativa resolve juntar praticamente todos os personagens no mesmo lugar e entregar um plot twist como se isso fosse suficiente para justificar tudo o que veio antes.
Não é.
Não adianta passar nove episódios acumulando situações sem sentido, comportamentos inexplicáveis e arcos mal desenvolvidos e depois jogar todo mundo no mesmo lugar para produzir um grande momento catártico. Fim impactante não transforma desenvolvimento medíocre em boa construção narrativa.
E são tantas coisas ruins para falar que daria um livro.
Agora, nem tudo é desgraça.
Gostei da Tia Lydia como fantasminha camarada. 😂
Inclusive o ponto alto da série para mim foi a parte do hotel, onde Kevin vai matar Patty e é forçado a ver o passado dela, entender seus abusos domésticos e sentir empatia por ela. Ao jogar a pequena Patti no poço, ele não a mata com ódio, mas com compaixão. É assim que ele se livra do fantasma dela.
O melhor e mais bem construído personagem continua sendo o padre, apesar de todas as minhas ressalvas.
Também ri no episódio 6 com o velho contando para Kevin sobre a experiência de matar o “obsessor” dando como exemplo o cara da torre q era a “história viva de sucesso”. Kkkkk
E Mary também matou alguém no hotel purgatório.
Kkkkkkkkk.
Enfim… saímos de nada para lugar nenhum.
O cara simplesmente não consegue morrer em paz. Ele vai e volta. O que tanto esse cara tem de especial? Enfim. Maluquice total, mas curti bastante.
Nessa segunda temporada eu também gostei, mas au percebo que já começa a ter uma visão de esperança e aceitação.
Parece que aquela atmosfera depressiva começa a ser aceita por todos e apesar de ser muito boa já tem um clima mais pé no chão, mas realista e esperançoso. Assim como acontece nas nossas vidas.
O bom de avaliar depois de ter visto a série inteira é que me dá um bom panorama de toda a história e eu consigo comparar as temporadas. Pra mim, a primeira é a melhor sem sombra de dúvidas. O mistério, os acontecimentos, é tudo muito bem dosado. A segunda já perde um pouquinho de fôlego. Começa bem, alguns episódios se destacam, mas achei um pouco enfadonha em certos momentos.