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Data de lançamento
28 Março 1949Duração
Em uma fazenda no vale de Salinas, o garoto Tom (Peter Miles) deseja ganhar um pônei. Ele vive com a mãe, Alice (Myrna Loy). Recebe de presente do pai, que chegara de viagem, o pequeno animal, e passa a cuidar dele como seu bicho de estimação. Certo dia, Tom conhece o cowboy Billy (Robert Mitchum), que o ajuda a lidar com o pônei. Até que os pais do garoto iniciam um processo de separação, que transformará para sempre a vida da família Tiflin.
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Faroeste dramático em Technicolor da Republic Pictures, Lewis Milestone Productions e Chas. K. Feldman Group Productions Inc. que foi baseado na novela de John Steinbeck (1902-1968) de 1937 com o mesmo nome. Steinbeck foi também o roteirista. O 1° filme colorido do veterano diretor soviético Lewis Milestone (1895-1980).
Houve uma refilmagem feita para a TV: O potro vermelho (73). O romance foi, na verdade, composto de 4 contos: "O Presente", "A Grande Montanha", "O Líder do Povo" e "A Promessa". Cada um foi publicado separadamente em revistas entre 1933 e 1937. O cronograma de filmagem de 81 dias era na época o mais longo e caro para a Republic Pictures. A 2° aparição de Beau Bridges no cinema, apesar de ter apenas 8 anos durante as filmagens. Último filme de Joan Delmer e Gracie Hanneford (1920-2006).
Apesar dos grandes nomes envolvidos e de ser o projeto mais caro da Republic até hoje, é um filme tranquilo e triste que encontra sua força nas pequenas coisas, nos gestos de Robert Mitchum (1917-1997) e nos olhares de Myrna Loy (1905-1993). Louis Calhern (1895-1956) se divertiu muito como o avô que distribui a sabedoria do Velho Oeste como Buffalo Bill. O garoto Peter Miles (1938-2002), curiosamente nasceu no Japão, mesmo não sendo oriental.
O que eu não consegui entender foi por que o pessoal não tentou chamar um veterinário pra tratar do pônei doente. A sequência de Tom brigando com o urubu é assustadora, lembrando um filme de terrror.
Tom é o personagem em foco da obra. Uma criança destemida e com imaginação fértil. A fazenda é o cenário da história. A sua família é bem tradicional aos costumes da época, seu avô contador de histórias, seu pai autoritário e a sua mãe submissa. Há muita beleza nesse pequeno drama familiar, mas há muita tristeza também. Tom imagina ser líder de exércitos e se comporta como um verdadeiro soldado. Existe uma cena em que ele briga com um abutre, me impressiona pelo modo que ela é guiada, sem cortes, ele vai até o fim, fica ferido, a ave continua se defendendo. É como se ele estivesse em um campo de guerra batalhando pelo que preserva, no caso, o seu pônei. O diretor invoca uma borboleta, coisa que ele já fez no ato final de uma das suas maiores obras, Sem Novidade no Front, é um momento especial. Eu vejo alguns problemas no desenvolvimento, até mesmo nos personagens, me incomoda o modo que a mulher é explorada, mesmo em uma época em que isso era mais comum. A relação da criança com o animal é simbólica, existe empatia e cuidado, ponto alto do filme.