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Durante uma longa viagem em direção ao norte do Japão, um jovem aborda uma mulher mais velha no trem, que inicialmente não responde às suas investidas. Porém ao decorrer da viagem alguns detalhes são expostos, algumas palavras trocadas e ocasionalmente um encontro formal é marcado. Um mistério sobre o passado de Keiko será o mote para o relacionamento de ambos.
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De uma brilhante sobriedade estética, esta Promessa / Le Rendez-vous (Yakusoku, 約束 1972) do diretor Koichi Saito é também uma grande homenagem ao cinema francês sessentista de filmes como "Un Homme et Une femme" (Lelouch, 1966) e às trilhas jazzísticas de Francis Lai. Filme que emociona especialmente em suas dualidades - a história de amor de uma vida se passando em apenas algumas horas, na sutileza extrema de uma mulher condenada e na infantilidade de seu amante, duas almas perdidas em uma viagem de trem...
Estrelando a magnífica Keiko Kishi no papel feminino principal com sua figura statuesque de sempre, uma atriz conhecida por seus filmes românticos na década de 1950, pela sua parceria com o diretor Kon Ichikawa e o seu casamento francês que lhe permitiu de trabalhar também internacionalmente. Seu amante pleno de ingenuidade foi a interpretação controversa de Kenichi Hagiwara, ninguém menos que Shōken - como era chamado nos palcos, uma estrela pop e líder de banda à la Beatles no final dos anos 1960 que decidia experimentar a carreira como ator - em um de seus primeiros papéis dramáticos após o filme musical de sua banda.
Apesar da sutil fotografia de Noritaka Sakamoto com cores invernais, das paisagens marítimas frias e da elegância discreta dos sobretudos vestidos pelos personagens, trata-se de um filme muito caloroso, um romance intenso e poético embora passageiro. Por meio de andanças quase existenciais, os amantes cujos nomes comportam significados Keiko (螢子, escrito não pelo kanji de gentileza, mas de vaga-lume) e Akira (朗, escrito não pelo kanji de claridade, mas de alegria) incarnam estas personalidades que se completam. Ela com o sentimento de ter se apagado e ele com aquela agitação infantil, mas ambos com esta promessa, dissimulando uma grande solidão que poderiam ter eliminado juntos...
Yakusoku é um ótimo filme do diretor Koichi Saito, de quem eu nunca tinha assistido nenhum filme. Antes de qualquer elogio, uma crítica: o ator principal é muito ruim, uma interpretação horrível, que vai ganhando um pouco de equilíbrio ao longo do filme e vai melhorando muito, mas quase comprometeu o filme!
Já Keiko Kishi, maravilhosa em cena, como era de se esperar. Uma atriz equilibrada e de talento que faz o filme, que tem uma trama muito boa, valer a pena. Desde já interessado em mais filmes do Saito.