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Data de lançamento
12 Fev. 2011Duração
Na trama, o evangélico ex-condenado Black (Jackson) salva o professor ateu White (Jones), que ia se jogar na frente de um trem do metrô do Harlem, o Sunset Limited. Começa então o desenrolar do filme, com os dois no apartamento de Black – que se recusa a deixar White sair – discutindo religião, vida e morte.
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Um embate filosófico entre um fervoroso e o homem que ele salvou de se atirar na linha do trem desafiam sua capacidade de argumentação e os limites da verdade de cada um. Gosto da montagem que lembra uma peça de teatro, um único cenario, só os dois personagens (e que atores) debatendo em uma bolha isolados do mundo lá fora
Um filme com uma direção de arte e roteiro incríveis! O que algumas pessoas que disseram não gostar do filme ou acharem parado não entendem é que:
Pelo o que eu entendi, o foco do filme não está tanto na profundidade dos diálogos, há momentos onde ambos vão afundo em questões existencialistas e filosóficas, mas há outros em que eles ficam em uma conversa rasa, com a cena da prisão sendo narrada.
Mas, o ponto principal na minha visão é tudo o que está implícito ali na relação de ambos, pensamos que o White é quem está recebendo ajuda do Black, mas na verdade é o Black que está sendo testado por White, que para mim, é claramente o diabo o testando, afinal, há aquele momento da música sinistra onde o Black fala coisas bastante niilistas e existencialistas, tentando tirar a fé de White, além do livro de Jó ter sido mencionado.
Então para mim o filme é mais sobre essa descoberta e alerta sobre como o mal pode nos usar, como devemos sustentar a nossa fé mesmo diante de tentações e perseverar mesmo em meio ao nada existencial, ainda que esse nada não seja literal, assim como Jó enfrentou o nada material mas manteve sua fé perseverante, assim devemos manter a nossa fé mediante os nadas e vazios metafóricos ou literais.
Enfim, há de se ter cuidado quando tentamos entender o mal, porque todo aquele que descobre o mal e aprende profundamente sobre o mal, se ficar muito chocado, pode acabar se entregando ao próprio mal, é preciso ser forte e pedir a ajuda de Deus sempre, para enfrentarmos a escuridão e as batalhas da vida.
Nota 8.7! ;)
Eu entendi uma coisa e queria saber se mais alguém entendeu dessa forma:
Jones é Satanás, e ele está ali para testar a fé de Jackson. Os dois livros da Bíblia que Jones sinaliza ter lido foram Genesis e Jó, ambos livros que mencionam Satanás por nome, e ainda diz "eu sou o professor da escuridão".
O livro inteiro de Jó é sobre manter a fé em Deus apesar das adversidades, coisa que Jackson já havia feito, mas no finalzinho ficou abalada. Ele ainda diz bem na ultima cena "por que você me mandou para lá? Por que não me deu as palavras? Você deu a ele. E quanto a mim?". Ele ficou com a ideia que tinha sido enviado para salvar Jones, mas na verdade foi Jones que foi enviado para testar sua fé
As ultimas palavras de Jones foram "Obrigado, adeus" e a expressão facial teve ainda um tom de deboche.
Pode ser tudo coisa da minha cabeça, mas mesmo que o filme não tenha sido feito com essa intenção, certamente o livro de Jó serviu de base para o debate, especialmente o final.
Já conheci alguém como White, e isso me marcou muito. O filme me fez entender ainda mais a nossa relação.
* O Sistema nos pisa, e ainda por cima perdemos tempo com prazeres que não precisamos. É assim que o talento que nos faz o que somos vai se escondendo debaixo de negatividades ou da "zona de conforto".
* O relógio tocando nos créditos não foi em vão. Ter tempo pra perder tempo? Que persigamos a nossa essência de todo o coração. Afinal, é o que nos faz plenos.
Um dos melhores filmes que já vi... Roteiro simplesmente espetacular!