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Data de lançamento
9 Abril 1993Duração
No final dos anos 50 Caroline Wolff (Ellen Barkin), uma mãe solteira nômade, só deseja se estabelecer em um lugar, achar um sujeito decente e conseguir uma casa melhor para seu único filho, Tobias "Jack" Wolff (Leonardo DiCaprio). Quando ela se muda de Seattle e conhece o respeitável Dwight Hansen (Robert De Niro), um mecânico de automóveis, ela crê que alcançou seu objetivo. Mas Jack se sente diferente após passar alguns meses com Dwight e os filhos dele e longe de Caroline. O padrasto do jovem parece querer fazer de Jack uma pessoa melhor, mas ao tentar fazer isto ele abusa emocionalmente e fisicamente do garoto, além de tratá-lo verbalmente de forma grosseira. Com pouco tempo de casada, Caroline vê que Dwight precisa dominar todos que estão ao seu redor, mas sentindo-se insegura para buscar outra relação passa a acreditar que isto é a melhor coisa para seu filho. Durante este tempo Jack se torna amigo de Arthur Gayle (Jonah Blechman), enquanto continua sofrendo sob o jugo repressivo do seu padrasto. Jack só sonha com uma coisa: conseguir uma bolsa de estudos para poder partir para sempre.
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É um daqueles filmes que incomodam profundamente, não por apresentar monstros fictícios, mas por retratar com perfeição a crueldade humana disfarçada de disciplina. O longa acerta microscopicamente ao mostrar que o abuso nem sempre começa com violência física. Ele se instala no controle da rotina, nas piadas humilhantes e no isolamento da vítima. A pacata cidade de Concrete, com seu clima cinzento, funciona quase como um personagem que ajuda a sufocar as esperanças do protagonista. O filme busca a verdade dolorosa das memórias reais de Tobias Wolff. É uma obra difícil de digerir, que deixa um nó no peito, mas que se consagra como um retrato brilhante e doloroso sobre sobrevivência, resiliência juvenil e os limites da resistência humana.
Assisti esse filme há 11 anos. Foi bom relembrar dele.
Amo essa tipo de filme, drama famíliar envolvente, a relação genuína de amizade com a mãe é o ponto principal do filme, Norma é uma ótima mãe e cria Toby como um homem isolado da misoginia e dos paradigmas limitantes em relação as mulheres nessa época, esse tipo de relação mãe e filho me cativa, aqueles filmes com a trama bem amarrada, sem grandes tragédias e com muita superação mãe e filho, e que bom que Toby nunca jugou sua mãe, sempre compreensível, Norma optou sempre pelo Filho.
Um bom filme de drama familiar, boas atuações, em especial do De Niro e Leonardo DiCaprio. Poderia ter mais detalhes e o fim dos personagens que atuaram na trama.
É impressionante assistir a essa obra e perceber que o talento do Leonardo já nasceu pronto. Em seu primeiro grande papel, ele não se intimida ao dividir a tela com um Robert De Niro no auge, entregando uma performance crua e corajosa.
Ver o jovem DiCaprio encarar o De Niro de igual para igual é fascinante. O filme retrata com perfeição a angústia de uma juventude sufocada por um ambiente abusivo e a busca desesperada por identidade. Embora a narrativa seja linear, a força do elenco eleva a obra a um patamar acima da média. Um retrato amargo, mas necessário, sobre sobrevivência e amadurecimento.