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Justin Cobb (Lou Taylor Pucci) seria um adolescente comum se não fosse o fato de que nunca conseguiu parar de chupar o dedo. Aos 17 anos, após ter tentado de tudo para se livrar do vício, ele finalmente resolve o problema através da hipnose feita pelo seu dentista, que tem ambições a psicólogo. O verdadeiro problema, porém, está apenas começando. Justin continua compensando suas frustrações pela boca, consumindo todo e qualquer tipo de droga, de maconha a remédios antidepressivos. Filho de pais que nunca saíram da adolescência, ele vai ter de aprender a crescer sozinho, nem que seja à força.
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Fica parecendo que o consumo de drogas é algo que faz parte do processo de amadurecimento de uma pessoa, o que é muito perigoso. O ser humano é muito tosco, sempre tentando se encaixar, sabendo que nunca vai conseguir completar o quebra-cabeça, e para as peças que faltam, preenche sempre com alguma porcaria.
Mike Mills você é maravilhoso! Que filme incrível! Gostaria de ver uma análise do filme sob um olhar de um psicanalista. No meu entendimento
Inicialmente, o pai representa a agressividade, a repressão (as iniciais na ponta do dedo!). A mãe é a apaziguadora, compreensiva, torcedora, 'mãe'. O dentista tenta oferecer a solução, mas acaba por frustrar Justin, fazendo com que ele tenha que se encaixar no mundo de algum jeito. Ele tem que sair da 'anormalidade' para alcançar a 'normalidade'. Através da gravata, do clube de debate, do jeito certinho. Só que esse é um processo muito duro, pois ao mesmo tempo que Justin tenta se encaixar, todos os outros personagens estão passando por isso também. As decepções começam com a destruição da figura materna que sente desejo fora do casamento, a garota que não quer manter uma relação, até mesmo o irmão reconhece que tem um papel a cumprir, etc. Enfim, o final é um alivio tanto pra gente, quanto para o personagem, que volta a chupar o dedo, mas sabendo lidar com isso, pois deixa de ser um reflexo da angústia e desejo reprimido para ser simplesmente um hábito que não o define como 'anormal'.
Detalhe também para o debate sobre a televisão
que se torna elucidativo na própria história do ator drogado. "Nem tudo o que está na tv é real".
Legalzinho...
Filme com uma pegada excêntrica que tem as singelas participações de Vince Vaughn e Keanu Reeves, além da sempre marcante Tilda Swinton. Gostei muito do enredo e das problemáticas propostas, o filme ganha uma guinada interessante em certo momento.
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Senti falta um pouco do aprofundamento no problema central do Justin. Como começou ? Por que continuou ? Acho que houve uma questão traumática que foi posta de maneira sútil no filme, como no relacionamento meio caótico com o pai. Acho que se há um gancho mais profundo de repente ia ficar interessante. Mas o subjetivo também funcionou!
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Uma das pérolas do cinema independente que não são conhecidas e nem apreciadas. Valeu HBO Go!
eu chupo dedo sim