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Nova York, anos 1920. John Breen é um jovem que fica órfão após ser o único sobrevivente de um acidente marítimo que vitimou sua mãe e seu padrasto. Acolhido pela família de um alfaiate, Breen começa a ascender socialmente na sociedade nova-iorquina quando seu talento para brigar o transforma num lutador de boxe, enquanto se apaixona pela filha do alfaiate.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Para começo de conversa, fiquei encantado por George O'Brien desde a aparição inicial: belíssimo, mui sedutor. Como tal, torci por cada reviravolta em prol de seu sucesso. Entretanto, o filme possui alguns problemas de feitura ideológica: é um típico retrato citadino, sobremaneira injusto em relação às divergências de classe, ainda que pareça bem-intencionado em sua persistente declaração conciliatória. Mas a direção de arte não nega os julgamentos distanciados dos realizadores: a pobreza é suja, a feminilidade é subserviente (e/ou traiçoeira), a riqueza consola. O título brasileiro equivoca-se ao enfatizar uma situação que aparece apenas no terço final do filme, mas o título original é mui acertado, justificando até mesmo o desfecho abrupto - em termos de romantismo: elogiar a cidade de Nova York é muito mais urgente que dedicar-se ao registro de beijos demorados no filme. O romance é mais urbano que interpessoal. O que não é um defeito em si. Apenas o distancia de quem tentou projetar-se afetivamente nos delírios carnais envolvendo o musculoso protagonista (risos). Direção excelente! (WPC>)