Na década de 1920, a região de Provence é um atrativo para imigrantes à procura de trabalho nas pedreiras ou na agricultura. Muitos se misturam com os habitantes locais e se estabelecem permanentemente como Toni, um italiano que se mudou com Marie, uma francesa.
Renoir narra a história de um triângulo amoroso entre imigrantes na França com uma combinação de despojamento (aparente) e calor humano ,além de dispensar quase completamente a trilha sonora e pontuar o filme com humor. O resultado é à frente de seu tempo estilisticamente e muito bom de assistir ,apesar de ser um relato amargo.
Possuo uma mania idiota de não conseguir acompanhar os filmes do Renoir como o cineasta merece. Acabo me distraindo mesmo num belo conto como este muito referencial para o neo-realismo italiano ainda que não possua aquele retrato tão incisivo da condição social dos personagens.
Só não é uma obra-prima completa porque há algo na velocidade daquele desfecho que interrompe a magistralidade de seu ritmo, daquela cadência impressionante, que, conforme é dito à exaustão, antecipo bastante o neo-realismo...
Que elenco incrível, que uso brilhantemente diegético dos sotaques e canções condutivas que magnífica abertura no desfecho para um, ciclo migratório que reproduz angústias e desejos ao passo em que faz extravasar os limites sonoros e visuais da tela em prol da dignidade humana. Absolutamente maravilhoso Renoir é genial! (WPC>)
Jean Renoir no melhor estilo neo-realista. <3
Talvez o mais mediterrâneo dos filmes do João Renoir. Ele, mesmo sem querer, combate alguns estereótipos: o Canova é o italiano, porém é a Marie quem
age de maneira dramática, escandalosa nas pedreiras ou lavouras provençais. Leva uma estrela extra pelo bom gosto do Toni na escolha do novo país aonde se mudar.