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Data de lançamento
11 Ago. 2004Duração
Tony teve uma vida solitária pois, devido ao seu nome ocidental, as pessoas sempre o estranhavam. Mesmo abençoado como artista, em seus desenhos faltava sentimento, então quando adulto ele optou pela carreira de ilustrador técnico. Quando chega à meia-idade Tony repentinamente apaixona-se por uma mulher jovem e bonita, Eiko Konuma, que o visitava a negócios certo dia. Pela primeira vez em sua vida, ele sente-se conectado ao mundo exterior. Entretanto, Eiko tem um defeito: é viciada em comprar roupas.
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Melhor narração que já vi e só nos créditos soube que era baseado num livros do Haruki Murakami que vou ter de ler agora...
O filme é maravilhoso
não é um filme
é um gesto de delicadeza
brutal!
Quando a pessoalidade assume níveis de isolamento, e, mesmo que se façam juízos de valor, não há necessariamente uma maneira de se preencher desse vazio melhor que a outra, tanto na arte quanto em roupas.
Apesar de algumas tomadas evocarem poesia pela estética, a narrativa excêntrica do filme não funciona e se revela extremamente monótona. Os personagens não ultrapassam meras introduções e ultimamente o filme se esvai sem deixar muito gosto, se assemelhando a um grande trailer de um outro filme.
Filme que dá aquela sensação de ser um filme redondo. Vai do início ao fim no seu ritmo, contando estoicamente sua história, com seus personagens de sempre, com seu objetivo imperturbável. Não tem sobressaltos, reviravoltas, grandes chacoalhadas... Não. Ele é redondo, suave - mesmo que triste e solitário, é suave.
Talvez seu problema é contar demais com a empatia de quem assiste; quem nunca provou a solidão, ou mesmo uma solidão com aquele traço da solidão de Tony, pode achar tudo isso um porre japonês sem fim(mesmo que sejam só 75 minutos).
Mas uma vez tida a empatia, o filme é ótimo! E os detalhes e os não-ditos ganham todo o sentido.
Gosto muito da escrita do Murakami, e fico feliz vendo que aqui ela deu bons frutos.