Desejando compensar os tios por todos os problemas que lhes causou no passado, Tora-san faz apostas numa competição de corrida de cavalo. Ele promete levar a família para viajar no Havaí, mas o agente de viagens se revela um vigarista e foge com seu dinheiro. Enquanto ele tenta esconder dos vizinhos o acontecido, Tora-san se apaixona por Haruko, uma jovem professora hospedada no quarto que era dele e que o tio alugou para ajudá-la. Ele tenta de tudo para mostrar o seu charme!
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É o segundo de dois filmes do Tora-san que não foram dirigidos pelo Yoji Yamada. Talvez seja de fato mais eficaz que o anterior, ainda que não tenha o charme do cineasta sempre associado ao protagonista vagabundo. Principalmente no primeiro ato com os tios, este "grandioso plano do Tora-san" é muito divertido, temos que admitir! Repetindo o roteiro de maneira consciente da fórmula “Yamada”, a intriga da viagem para o Havaí é hilária demais.
Saiba que entre agosto de 1969 e fevereiro de 1970, quatro filmes com Tora-san já tinham sido lançados nos cinemas num período de apenas seis meses. O quinto filme sairia também em 1970, pouco tempo depois. A essa altura do campeonato, Kiyoshi Atsumi já tinha incorporado completamente o personagem. Isso fica evidente na espontaneidade do Tora-san, na sua relação com os outros e nas lágrimas da cena final com seu olhar marcante de tão genuíno!
Enquanto espectadores estrangeiros, é difícil medir a importância que Tora-san deve ter tido para o público da época. No entanto, podemos pelo menos imaginar a empolgação que os japoneses deviam ter ao reencontrar em cada filme lançado aqueles personagens tão divertidos. Sobretudo o fato de que nada mudava em Shibamata, isso devia facilitar sem dúvidas a familiariedade do público com os personagens e o mundo em torno deles.
Os quiprocós de Tora, as piadas escatológicas, o seu humor físico desastrado, os outros ao chamá-lo de besta, as cenas em que sempre tem alguém debochando dele sem saber que ele está por perto escondido, atrás da porta ou até mesmo dentro de algum armário. Diversão garantida sob forma de deleite narrativo. Inclusive a cena dele contando as peripécias das passagens de avião para o Havaí é memorável. Basta pensar na importância da contação de estórias na obra yamadiana, Tora-san ganha uma dimensão criativa popular muito especial.