TORA! TORA! TORA! Direção: Richard Fleischer, Kinji Fukasaku e Toshio Masuda Ano: 1970 Assistido em: 13/06/2026
Eu estou numa fase da minha vida em que entrei num hiperfoco desgraçado sobre as grandes guerras. Estou lendo a trilogia O Século de Ken Follett que fala sobre os conflitos mundiais e, a cada capítulo, vou descobrindo coisas novas e me encantando. Aí vou atrás de produções para aumentar um pouquinho o repertório. Agora estou na parte do ataque à base naval de Pearl Harbor e, como eu odeio Pearl Harbor (2001), do Michael Bay, resolvi voltar no tempo e assistir a este aqui, que é uma obra bem diferente. Afinal de contas, ela traz a abordagem de ambos os lados, tanto dos americanos quanto dos japoneses, algo que não é muito comum em Hollywood. Só que eu não imaginava que fosse tão chato. Aliás, eu já sabia que os críticos não tinham recebido o longa muito bem na época do lançamento, e agora entendi o porquê.
Nos meses que antecedem a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, autoridades militares japonesas elaboram um plano cuidadosamente organizado para atacar a base naval de Pearl Harbor. Enquanto isso, diferentes setores do governo e das forças armadas americanas recebem informações fragmentadas que poderiam indicar a aproximação de uma ameaça, mas falhas de comunicação, burocracia e erros de avaliação impedem uma resposta eficaz. À medida que os preparativos avançam dos dois lados do Pacífico, os acontecimentos convergem para um dos episódios mais marcantes e decisivos da história militar do século XX.
Cinema é uma linguagem muito diversificada. A forma como você faz um filme, a forma como organiza as imagens, pode valorizar ou prejudicar uma história. E o grande problema de Tora! Tora! Tora! é que ele é basicamente uma reportagem de um programa de TV. Aí me vem a questão: se a ideia era fazer algo documental, por que não fazer logo um documentário de verdade em vez de fingir que está dramatizando? A produção é a monotonia absoluta. É arrastada, é um tanto de gente falando, um tanto de nomes aparecendo na tela dizendo quem é quem. Entre americanos e japoneses, você se perde. São quase uma hora e meia, de pessoas falando, falando e falando, num blá-blá-blá insuportável que nem um livro de História da escola conseguiria tornar tão chato.
Qualquer imbecil que se preze sabe que, para contar uma história dramatizada, você precisa de personagens, precisa de um arco narrativo, precisa desenvolver as figuras ao ponto de o público se interessar por elas, levá-los do ponto A ao B. Mas aqui não tem nada disso. Eu não consigo citar o nome de um personagem sequer, porque nenhum foi marcante. Todos são chatos. Imagine assistir a duas horas e meia do passo a passo dos erros cometidos por aquelas pessoas que levaram ao ataque a Pearl Harbor e de como tudo poderia ter sido evitado. Seria muito mais interessante se elegessem um protagonista, pegassem esse personagem, o colocassem no centro da ação e contassem a história pelos olhos dele. Mas o longa está pronto há 56 anos e agora não dá mais tempo de corrigir.
Tecnicamente falando, encontramos alguns pontos positivos. A direção é boa, os figurinos são muito bem trabalhados e a recriação dos cenários da época é interessante. Existem cenas que você consegue encontrar descritas ipsis litteris em livros de História. Mas só isso não sustenta um bom drama. Seria muito mais interessante se colocassem rico e muito mais honesto, uma montagem com fotos da época, e uma narração por cima, e não essa enganação.
Cheguei esperando uma grande história, mas não encontrei. Este é o segundo filme sobre o ataque a Pearl Harbor que assisto. O primeiro foi aquela desgraça de Pearl Harbor (2001), que eu já citei. Só que o problema é que Tora! Tora! Tora! não fica muito longe. Ele é melhor em alguns aspectos porque está mais próximo da realidade e não é aquela ficção tola do Michael Bay. Mas nem por isso é lá essas coisas. É um filme chato, arrastado, que não sai do lugar e dá um sono terrível. Quando finalmente apresenta as cenas do ataque, você já está tão cansado que elas nem valem mais a pena. Toda a sua energia já foi embora. E um filme que esgota o público nunca pode ser considerado um bom.
Mais um belo filme sobre a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente sobre os acontecimentos em Pearl Harbor, o filme mostra os dois lados da história, de início o filme é um pouco lento, mas a última hora acelera de vez, com incríveis cenas aéreas, recomendo e muito pra quem curte filmes do gênero e sobre a World War II. Visto em 17/05/2026
O interessante desse filme é como toda a história política é apresentada com muitos detalhes, tudo muito bem feito e bem explicado. A ação realmente começa somente na última hora do filme e todo o trabalho dos confrontos e da ambientação foi muito bem elaborado. Um excelente filme de drama/guerra.
O ataque histórico em Pearl Harbor sendo retratado de forma imparcial por diretores de ambas as nacionalidades, li que o diretor primeiramente seria Akira Kurosawa mas por algum motivo nunca explicado ele rompeu com a Fox e nem creditado foi, para seu lugar foram chamados Toshio Masuda e Kinji Fukasaku que se juntaram a Richard Fleischer, o filme é ótimo mas fico imaginando o potencial do Kurosawa com um grande orçamento em mãos, enfim sobre o filme ele mostra toda a politicagem e tratativas antes do ataque, as embaixadas em ambos os países tentando apaziguar, os japones enviando cartas de ameaças e os americanos praticamente ignorando e sendo relaxados, 1h30min onde não temos ação alguma, depois do intervalo acontece o ataque e ele é muito bem filmando e executado, não a toa levou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, os aviões atacando como se fossem uma orquestra, ''nós conseguimos Tora! Tora! Tora!'' quer dizer que conseguiram atacar os americanos surpreendendo o inimigo, os americanos até viram os aviões mas nem desconfiaram que era um ataque, para eles eram aviões americanos, depois do ataque e as informações sobre baixas, um oficial japonês informa aos demais que o ataque aconteceu 30 min antes dos americanos receberem o aviso de ultimato, ''Receio que tudo que fizemos foi acordar um gigante adormecido e despertar nele uma terrível força'' a resposta a esse ataque a base americana todo mundo conhece, os 2 bombardeios atômicos. Para quem gosta de filme de guerra e história como eu esse filme é um dos melhores do gênero e obrigatório assistir.
TORA! TORA! TORA!
Direção: Richard Fleischer, Kinji Fukasaku e Toshio Masuda
Ano: 1970
Assistido em: 13/06/2026
Eu estou numa fase da minha vida em que entrei num hiperfoco desgraçado sobre as grandes guerras. Estou lendo a trilogia O Século de Ken Follett que fala sobre os conflitos mundiais e, a cada capítulo, vou descobrindo coisas novas e me encantando. Aí vou atrás de produções para aumentar um pouquinho o repertório. Agora estou na parte do ataque à base naval de Pearl Harbor e, como eu odeio Pearl Harbor (2001), do Michael Bay, resolvi voltar no tempo e assistir a este aqui, que é uma obra bem diferente. Afinal de contas, ela traz a abordagem de ambos os lados, tanto dos americanos quanto dos japoneses, algo que não é muito comum em Hollywood. Só que eu não imaginava que fosse tão chato. Aliás, eu já sabia que os críticos não tinham recebido o longa muito bem na época do lançamento, e agora entendi o porquê.
Nos meses que antecedem a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, autoridades militares japonesas elaboram um plano cuidadosamente organizado para atacar a base naval de Pearl Harbor. Enquanto isso, diferentes setores do governo e das forças armadas americanas recebem informações fragmentadas que poderiam indicar a aproximação de uma ameaça, mas falhas de comunicação, burocracia e erros de avaliação impedem uma resposta eficaz. À medida que os preparativos avançam dos dois lados do Pacífico, os acontecimentos convergem para um dos episódios mais marcantes e decisivos da história militar do século XX.
Cinema é uma linguagem muito diversificada. A forma como você faz um filme, a forma como organiza as imagens, pode valorizar ou prejudicar uma história. E o grande problema de Tora! Tora! Tora! é que ele é basicamente uma reportagem de um programa de TV. Aí me vem a questão: se a ideia era fazer algo documental, por que não fazer logo um documentário de verdade em vez de fingir que está dramatizando? A produção é a monotonia absoluta. É arrastada, é um tanto de gente falando, um tanto de nomes aparecendo na tela dizendo quem é quem. Entre americanos e japoneses, você se perde. São quase uma hora e meia, de pessoas falando, falando e falando, num blá-blá-blá insuportável que nem um livro de História da escola conseguiria tornar tão chato.
Qualquer imbecil que se preze sabe que, para contar uma história dramatizada, você precisa de personagens, precisa de um arco narrativo, precisa desenvolver as figuras ao ponto de o público se interessar por elas, levá-los do ponto A ao B. Mas aqui não tem nada disso. Eu não consigo citar o nome de um personagem sequer, porque nenhum foi marcante. Todos são chatos. Imagine assistir a duas horas e meia do passo a passo dos erros cometidos por aquelas pessoas que levaram ao ataque a Pearl Harbor e de como tudo poderia ter sido evitado. Seria muito mais interessante se elegessem um protagonista, pegassem esse personagem, o colocassem no centro da ação e contassem a história pelos olhos dele. Mas o longa está pronto há 56 anos e agora não dá mais tempo de corrigir.
Tecnicamente falando, encontramos alguns pontos positivos. A direção é boa, os figurinos são muito bem trabalhados e a recriação dos cenários da época é interessante. Existem cenas que você consegue encontrar descritas ipsis litteris em livros de História. Mas só isso não sustenta um bom drama. Seria muito mais interessante se colocassem rico e muito mais honesto, uma montagem com fotos da época, e uma narração por cima, e não essa enganação.
Cheguei esperando uma grande história, mas não encontrei. Este é o segundo filme sobre o ataque a Pearl Harbor que assisto. O primeiro foi aquela desgraça de Pearl Harbor (2001), que eu já citei. Só que o problema é que Tora! Tora! Tora! não fica muito longe. Ele é melhor em alguns aspectos porque está mais próximo da realidade e não é aquela ficção tola do Michael Bay. Mas nem por isso é lá essas coisas. É um filme chato, arrastado, que não sai do lugar e dá um sono terrível. Quando finalmente apresenta as cenas do ataque, você já está tão cansado que elas nem valem mais a pena. Toda a sua energia já foi embora. E um filme que esgota o público nunca pode ser considerado um bom.
Mais um belo filme sobre a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente sobre os acontecimentos em Pearl Harbor, o filme mostra os dois lados da história, de início o filme é um pouco lento, mas a última hora acelera de vez, com incríveis cenas aéreas, recomendo e muito pra quem curte filmes do gênero e sobre a World War II. Visto em 17/05/2026
Bastante detalhe que eu nunca tinha visto. Achei muito bom
O interessante desse filme é como toda a história política é apresentada com muitos detalhes, tudo muito bem feito e bem explicado. A ação realmente começa somente na última hora do filme e todo o trabalho dos confrontos e da ambientação foi muito bem elaborado. Um excelente filme de drama/guerra.
Nota: 8/10
O ataque histórico em Pearl Harbor sendo retratado de forma imparcial por diretores de ambas as nacionalidades, li que o diretor primeiramente seria Akira Kurosawa mas por algum motivo nunca explicado ele rompeu com a Fox e nem creditado foi, para seu lugar foram chamados Toshio Masuda e Kinji Fukasaku que se juntaram a Richard Fleischer, o filme é ótimo mas fico imaginando o potencial do Kurosawa com um grande orçamento em mãos, enfim sobre o filme ele mostra toda a politicagem e tratativas antes do ataque, as embaixadas em ambos os países tentando apaziguar, os japones enviando cartas de ameaças e os americanos praticamente ignorando e sendo relaxados, 1h30min onde não temos ação alguma, depois do intervalo acontece o ataque e ele é muito bem filmando e executado, não a toa levou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, os aviões atacando como se fossem uma orquestra, ''nós conseguimos Tora! Tora! Tora!'' quer dizer que conseguiram atacar os americanos surpreendendo o inimigo, os americanos até viram os aviões mas nem desconfiaram que era um ataque, para eles eram aviões americanos, depois do ataque e as informações sobre baixas, um oficial japonês informa aos demais que o ataque aconteceu 30 min antes dos americanos receberem o aviso de ultimato, ''Receio que tudo que fizemos foi acordar um gigante adormecido e despertar nele uma terrível força'' a resposta a esse ataque a base americana todo mundo conhece, os 2 bombardeios atômicos. Para quem gosta de filme de guerra e história como eu esse filme é um dos melhores do gênero e obrigatório assistir.