Ruth, jornalista americana, viaja para a Polônia com seu pai Edek para visitar os lugares de sua infância. Mas Edek, sobrevivente do Holocausto, resiste a reviver seu trauma e sabota a viagem criando situações involuntariamente cômicas.
Até aumentou minha estima por "A real pain". Há um esforço muito grande dos atores aqui em não tornar tudo a perder, frente à péssima construção das situações, caricaturais ao extremo, com direito até mesmo a piadas gordofóbicas, etarismo, personagens secundários maniqueístas.... E olha que é baseado em fatos reais!!! Segue a mesma lógica do filme do Jesse Eisenberg mas sem sua sensibilidade, e ainda tem protagonistas irritantes demais (da água para o vinho, vão melhorando no decorrer do longa, mas o estrago já está feito). Até mesmo a Polônia é filmada com muito desleixo. Mexer com um tema de memórias de guerra com eficiência é para poucos.
Dramédia baseada no livro da prestigiada autora australiana Lily Brett, que por sua vez inspirou-se em uma trágica história real para escrever o romance. Na coprodução Alemanha, Polônia, França e Estados Unidos, conhecemos uma jornalista norte-americana (Lena Dunham) que viaja à Polônia com o pai (Stephen Fry), nascido lá. O motivo da viagem é percorrer os vilarejos onde o pai passou a infância antes da Segunda Guerra Mundial. Ele é um sobrevivente do Holocausto, e, por ter presenciado fatos assombrosos da época, recusa reviver o passado. Então, ele cria uma série de empecilhos para que as visitas aos lugares planejados pela filha não ocorram da maneira esperada. Rodado em locações da Alemanha e Polônia, inclusive nos arredores do campo de concentração de Auschwitz, o filme acerta em cheio com as boas intepretações de pai e filha, de dois atores premiados que humanizam seus papeis. A diretora alemã Julia von Heinz, de ‘E amanhã... o mundo todo’ (2020), assina o roteiro novamente com John Quester, dosando humor nos momentos certos do drama familiar e inserindo diálogos interessantes sobre a relação pai/filha. Tocante, o filme merece ser descoberto nos cinemas. Em exibição nas salas brasileiras, distribuído pela California Filmes.
Um filme interessante que mostra de maneira sutil os traumas de quem vivenciou um campo de concentração, toda aquela história na pele. 02/03/25.
Muito legal, gosto demais desse tipo de filme, que usa o humor, mesmo que desconcertante, em contextos melancólicos e que resultam de alguma tragédia.
Até aumentou minha estima por "A real pain". Há um esforço muito grande dos atores aqui em não tornar tudo a perder, frente à péssima construção das situações, caricaturais ao extremo, com direito até mesmo a piadas gordofóbicas, etarismo, personagens secundários maniqueístas.... E olha que é baseado em fatos reais!!! Segue a mesma lógica do filme do Jesse Eisenberg mas sem sua sensibilidade, e ainda tem protagonistas irritantes demais (da água para o vinho, vão melhorando no decorrer do longa, mas o estrago já está feito). Até mesmo a Polônia é filmada com muito desleixo. Mexer com um tema de memórias de guerra com eficiência é para poucos.
Dramédia baseada no livro da prestigiada autora australiana Lily Brett, que por sua vez inspirou-se em uma trágica história real para escrever o romance. Na coprodução Alemanha, Polônia, França e Estados Unidos, conhecemos uma jornalista norte-americana (Lena Dunham) que viaja à Polônia com o pai (Stephen Fry), nascido lá. O motivo da viagem é percorrer os vilarejos onde o pai passou a infância antes da Segunda Guerra Mundial. Ele é um sobrevivente do Holocausto, e, por ter presenciado fatos assombrosos da época, recusa reviver o passado. Então, ele cria uma série de empecilhos para que as visitas aos lugares planejados pela filha não ocorram da maneira esperada.
Rodado em locações da Alemanha e Polônia, inclusive nos arredores do campo de concentração de Auschwitz, o filme acerta em cheio com as boas intepretações de pai e filha, de dois atores premiados que humanizam seus papeis. A diretora alemã Julia von Heinz, de ‘E amanhã... o mundo todo’ (2020), assina o roteiro novamente com John Quester, dosando humor nos momentos certos do drama familiar e inserindo diálogos interessantes sobre a relação pai/filha. Tocante, o filme merece ser descoberto nos cinemas. Em exibição nas salas brasileiras, distribuído pela California Filmes.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB