Tronco (Justin Timberlake) parte para uma jornada de descobertas e aventuras ao lado de Poppy (Anna Kendrick), líder dos Trolls. Inicialmente inimigos, conforme os desafios são superados eles descobrem que no fundo combinam.
TROLLS Direção: Mike Mitchell Ano: 2016 Assistido em: 02/03/2026
Tem filmes que, quando são lançados, você simplesmente não tem oportunidade de assistir e acabam passando batido. Há outros que não despertam seu interesse, e você deliberadamente escolhe não dar uma chance. Mesmo sendo apaixonado por animações, eu optei por não assistir a Trolls lá atrás, em 2016. Não senti que era para mim, não me chamou atenção. Agora, dez anos depois, sem nada para assistir em um domingo à noite, decidi dar play. E foi como se todas as minhas desconfianças de uma década atrás fossem confirmadas logo nos primeiros segundos. Percebi imediatamente que o filme realmente não era para mim.
Após escaparem dos Bergens anos antes, os Trolls vivem escondidos e em constante celebração sob a liderança do Rei Peppy. Durante uma grande festa organizada por Poppy, Chef descobre o paradeiro da vila e sequestra vários Trolls para levá-los de volta à cidade dos Bergens. Determinada a salvá-los, Poppy parte em uma missão de resgate ao lado de Branch. Na cidade inimiga, eles tentam impedir que seus amigos sejam devorados e acabam mostrando aos Bergens que a felicidade não depende de consumir Trolls.
Existe uma teoria boba de que animações são apenas para crianças. Animação não é gênero, é técnica, e há produções para todas as idades, desde obras voltadas para bebês até aquelas claramente destinadas ao público adulto. Disney, Pixar e DreamWorks costumam equilibrar elementos que funcionam tanto para crianças quanto para adultos. No caso de Trolls, porém, senti que a balança pesa muito para o lado infantil.
Até existem algumas mensagens que podem dialogar com um público mais velho, mas, no geral, é um roteiro claramente direcionado a uma faixa etária menor. E não há problema algum nisso. Crianças também precisam de filmes pensados para elas. O problema é que, quando você foca demais em um público específico, inevitavelmente perde outro. Foi exatamente essa a sensação que tive. É uma produção para crianças beem pequenas. Adultos tendem a ficar deslocados enquanto assistem. Obviamente, há aqueles que adoram, e isso é perfeitamente compreensível.
Para não bancar o velho chato ranzinza, preciso admitir que a trilha sonora é muito boa. Tanto pelas músicas clássicas utilizadas quanto pelo tema de Justin Timberlake, “Can’t Stop the Feeling”. São músicas alegres, contagiantes, que animam o espectador. Mas cinema não se sustenta apenas com música. Vejo muita gente reclamando que tem canções demais. Ao menos são músicas boas. Nesse aspecto, não tenho do que reclamar. Aliás, foi o único ponto que realmente me agradou.
Demorei dez anos para assistir a Trolls e, no final, a sensação foi de que eu poderia ter esperado mais dez. Mas a vida do cinéfilo não é feita apenas de obras que ele ama. É preciso conhecer também aquilo que não nos agrada. Isso ajuda a construir repertório, a afinar o olhar crítico e a valorizar ainda mais aquilo que realmente nos toca. Para mim, foi isso que representou. Mais um tijolo na construção da minha base cinéfila, útil para reconhecer com mais clareza o que conversa comigo e o que é melhor simplesmente deixar passar.
Amei, é muito lindo e fofo esse filme. Tem várias lições sobre coragem, alegria verdadeira e amizade. Amei a trilha sonora, filme bom demais e vale a pena assistir S2
Reassistindo porque eu me amarro num enemies to lovers 🫶🏻
TROLLS
Direção: Mike Mitchell
Ano: 2016
Assistido em: 02/03/2026
Tem filmes que, quando são lançados, você simplesmente não tem oportunidade de assistir e acabam passando batido. Há outros que não despertam seu interesse, e você deliberadamente escolhe não dar uma chance. Mesmo sendo apaixonado por animações, eu optei por não assistir a Trolls lá atrás, em 2016. Não senti que era para mim, não me chamou atenção. Agora, dez anos depois, sem nada para assistir em um domingo à noite, decidi dar play. E foi como se todas as minhas desconfianças de uma década atrás fossem confirmadas logo nos primeiros segundos. Percebi imediatamente que o filme realmente não era para mim.
Após escaparem dos Bergens anos antes, os Trolls vivem escondidos e em constante celebração sob a liderança do Rei Peppy. Durante uma grande festa organizada por Poppy, Chef descobre o paradeiro da vila e sequestra vários Trolls para levá-los de volta à cidade dos Bergens. Determinada a salvá-los, Poppy parte em uma missão de resgate ao lado de Branch. Na cidade inimiga, eles tentam impedir que seus amigos sejam devorados e acabam mostrando aos Bergens que a felicidade não depende de consumir Trolls.
Existe uma teoria boba de que animações são apenas para crianças. Animação não é gênero, é técnica, e há produções para todas as idades, desde obras voltadas para bebês até aquelas claramente destinadas ao público adulto. Disney, Pixar e DreamWorks costumam equilibrar elementos que funcionam tanto para crianças quanto para adultos. No caso de Trolls, porém, senti que a balança pesa muito para o lado infantil.
Até existem algumas mensagens que podem dialogar com um público mais velho, mas, no geral, é um roteiro claramente direcionado a uma faixa etária menor. E não há problema algum nisso. Crianças também precisam de filmes pensados para elas. O problema é que, quando você foca demais em um público específico, inevitavelmente perde outro. Foi exatamente essa a sensação que tive. É uma produção para crianças beem pequenas. Adultos tendem a ficar deslocados enquanto assistem. Obviamente, há aqueles que adoram, e isso é perfeitamente compreensível.
Para não bancar o velho chato ranzinza, preciso admitir que a trilha sonora é muito boa. Tanto pelas músicas clássicas utilizadas quanto pelo tema de Justin Timberlake, “Can’t Stop the Feeling”. São músicas alegres, contagiantes, que animam o espectador. Mas cinema não se sustenta apenas com música. Vejo muita gente reclamando que tem canções demais. Ao menos são músicas boas. Nesse aspecto, não tenho do que reclamar. Aliás, foi o único ponto que realmente me agradou.
Demorei dez anos para assistir a Trolls e, no final, a sensação foi de que eu poderia ter esperado mais dez. Mas a vida do cinéfilo não é feita apenas de obras que ele ama. É preciso conhecer também aquilo que não nos agrada. Isso ajuda a construir repertório, a afinar o olhar crítico e a valorizar ainda mais aquilo que realmente nos toca. Para mim, foi isso que representou. Mais um tijolo na construção da minha base cinéfila, útil para reconhecer com mais clareza o que conversa comigo e o que é melhor simplesmente deixar passar.
Fofinho, gostoso de assistir.
Que delicinha de filme! Amei demais, fiquei super feliz e animada de ter assistido! <3
Amei, é muito lindo e fofo esse filme.
Tem várias lições sobre coragem, alegria verdadeira e amizade.
Amei a trilha sonora, filme bom demais e vale a pena assistir S2