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Data de lançamento
19 Julho 2008Duração
O Coronel Johnny Rico está de volta para liderar sua equipe em uma missão secreta de resgate de uma tripulação perdida no remoto planeta OM-1. Enfrentando os insetos, tanto novos quanto antigos, a nova "Marauder, uma tecnologia de armas de última geração pode ser sua única esperança contra um traidor que está operando dentro da própria Federação. Enquanto a Capitã Lola Beck e o resto da tripulação lutam para sobreviver em condições extremas, começam a perceber que há algo errado, muito errado em OM-1. Desta vez, os insetos possuem uma arma secreta que pode destruir a humanidade. Venha participar desta eletrizante aventura intergalática.
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Escrito e desta vez dirigido pelo roteirista original das duas primeiras obras, Edward Neumeier, Tropas Estelares 3: Marauder abandona o lado claustrofóbico do segundo filme e se junta ao universo interestelar do primeiro enquanto apresenta elementos novos. Encontramos com prazer o (agora) Coronel Johnny Rico, interpretado novamente por Casper Van Dien. Uma atuação decepcionante para o herói da primeira obra que já não tem mais o mesmo carisma, acompanhado desta vez por novos companheiros de equipe os amigáveis General Dix Hauser e da Capitã Lola Beck que claramente não estão à altura deste nabo. O roteiro tem coisas boas e ruins. O bom é sua forma de assumir o espírito do primeiro. Tropas Estelares 3 desenvolve o universo criado pelo primeiro episódio, e o faz com inteligência. Além disso, retoma a bem-vinda ideia de inserções publicitárias potencializadas com humor negro e muita animosidade. O ritmo está lá, mas a última parte falha um tanto. Por mais que o começo seja empolgante, a segunda parte é mediana. Não apenas a ruptura é muito clara com o resto, mas, além disso, a credibilidade desmorona, o ritmo diminui e há indigestão do terrível misticismo pseudo-religioso.
Levando-se muito mais a sério e mais informativo, O realizador, não querendo assumir o seu aspecto grand-guignolesco optado por Verhoeven, o longa-metragem não se priva, porém, de sequências de ação bem orquestradas. Os horríveis insetos também estão de volta, embelezadas com novas criaturas criativas e bem-vindas. Visualmente, o filme não vale o de 1997, mas agrada mais do que o seu antecessor.
Claramente, não se deve esperar uma obra do nível de Verhoeven. Mas, para um filme de ficção científica de baixo orçamento, acaba sendo não apenas muito ambicioso em substância, mas também formalmente eficaz. É nisso que com um orçamento além de 20 milhões, com efeitos especiais, decorações, escala das lutas, teria sido definitivamente superior e teria permitido a Neumeier dar mais ritmo ao seu cenário, mas não amuemos o nosso prazer. É uma pena que, embora a segunda parte valha a pena, mas no geral aqui está um entretenimento agradável, que não merece, mas absolutamente não, a crítica selvagem.
Apesar dos pesares sinto falta desse tipo de filme com a cara dos anos 90 e 2000, hoje em dia parece que todo filme tem que ser conceitual e pretensioso.
o 2 é lixo puro e ainda tiveram a coragem de fazer um terceiro, trouxeram até o Casper Van Dien de volta mas mesmo assim não adiantou.
O inicio lembra bastante o primeiro filme com seus anúncios publicitários do governo. Mas em vez de divertidos, acabam aborrecendo depois de um tempo. O roteirista (e diretor estreante) Ed Neumeier cria personagens rasos e subtramas previsíveis, assim como o subtexto religioso que chega a ser ridículo. Casper van Diem é o único personagem a retornar à série no papel de Rico (curiosamente não há qualquer menção à Carmen Ibañez, Carl Jenkins ou o sargento Zim; terão morrido?). Pra piorar, em vez do uso de bonecos e maquetes como nos filmes anteriores, aqui as criaturas são totalmente digitais, com péssimo resultado.
Fica a certeza que os ótimos filmes de Paul Verhoeven jamais deveriam ter continuações ou refilmagens.
Um pouco melhor que o 2 mas também não chega nem perto do nível do primeiro.
02-03-2022