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A contribuição de Claire Denis a Tous les garçons et les filles de leur âge – um famoso projeto televisivo francês em que nove diretores foram convidados a refletir sobre sua adolescência e as músicas que foram importantes para eles. Passado em 1965 e com uma brilhante trilha sonora de tom evocativo, a história de duas adolescentes, Martine e Marlene, uma sexualmente ativa e a outra determinada a perder sua virgindade, que vivem perto de uma base do exército americano nos arredores de Paris.
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Uma das melhores cenas de dança em festa que já vi na vida, o contraste dos adolescentes vivendo realmente a sua adolescência e a dos jovens adultos é chocante para dizer o mínimo, beira uma tensão quase que tangível, Claire Denis sabe representar o poder do toque como ninguém, sobre a rebeldia em tempos de globalização
Depois de ler os comentários abaixo do meu, me senti completamente deslocado ou totalmente avesso a isso tudo que acabei de assistir, 1 hora e alguns minutos de silencio, conversinhas, cenas escuras de uma festinha da patotinha brasa mora, musicas, danças, silencio, cigarro, fumaça, amassos, mãos bobas, menina adolescente ninfeta querendo espocar a sibilina, ruiva nua com irmão da ninfeta calado, silencio, cigarro...
E no meio disso tudo um oficial militar em um carro azul no acostamento deprimido, talvez a melhor parte do filme os diálogos e o jeitinho da ninfeta, e fica no subliminar se espocou ou não a sibila..
O que me assusta nos comentários é a profundidade dos mesmos a respeito, cara parece que viram outro filme, "fantástico" eles dizem, "Brilhante", "fluido", cara o filme e exatamente o que descrevi acima...devo ter visto outra coisa com o mesmo nome, pensei...mas no final remo contra mare, realmente a trilha e maravilhosa...mas fica somente nisso...o filme todo parece aqueles filmes americanos de festa na casa de um brother que os pais saíram de ferias..so a parte que todos dançam, fumam, se pegam..ai acabou...fim...
Muito bom, sobretudo a trilha sonora.
Algumas observações:
*O Alain é um escroto com a Marléne, espero que ela não tenha se apaixonado real por ele, embora eu acredito que tenha sim. Infelizmente ele irá tratar ela muito mal, espero que ela acorde e dê um pé na bunda dele quando ele for atrás dela dizendo que se arrepende.
*O nome Martine é lindo.
*A trilha sonora é muito boa, por mais estadunidense que seja e que demonstra uma influência maçante e invasora dos EUA na França e demonstre uma alteração da identidade francesa entre os adolescentes.
*Me dava um nervoso toda vez que essas meninas entravam em carro de homem estranho.
*O Vicent Gallo é um gato.
*Alguém que mora em uma cidade pequena provavelmente vai se identificar ainda mais com o cenário do filme, pois é um meio urbano do tédio, não tem muito o que fazer pra se divertir.
*Martine se sente deslocada das duas festas que foi (embora ela tente ser descolada) e a Marléne se permitiu curtir a segunda festa como um veiculo que a impulsionasse a perder a sua virgindade pra algum rapaz. Mas o que tem mais pra fazer depois? nada: fume, dance, transe, ande por ai de carro, seja cool, viva as experiências que prometem preencher algum vazio, exista enquanto não tem nada pra fazer. As duas procuram se encaixar, por isso tentam parecer mais velhas (eu já fui assim quando tinha 15 anos), mas no final só tem um vazio tedioso mesmo. Acho que a Martine é a única que consegue se sentir um pouco completa depois de rolezar com o Vicent Gallo
*Esse filme me deu uma sensação de nostalgia das festas que tinha na minha cidade quando eu era adolescente. Eu me sentia deslocado igualzinho a Martine, eu tentava me encaixar, mas não rolava muito. Só que eu não queria beber, não queria fumar maconha, os meninos eram nojentos (embora eu desejasse do fundo do meu coração que tivesse algum menino que fosse legal, mas os que eram legais nunca olhavam pra mim) eu apenas queria dançar, só que a música era ruim. Essas festas eram o máximo que eu ia alcançar na minha cidade dentro da cultura teen """alternativa""", essas festas sempre rendiam fofocas, saudades.
"Sou comunista, não bebo coca-cola."
Tive curiosidade de ver esse filme muito em parte por ser um projeto dirigido pela Claire Denis que é uma excelente diretora, me surpreendi com o que vi, uma história muito fluída, que se desenrola muito naturalmente sobre as perspectivas dos jovens e sobre o sentimento de pertencer a "algo".
Vale bastante a pena ouvir a trilha sonora, é uma das melhores dos anos 90.