Cinema francês, um dos melhores do mundo sempre. Aqui três grandes atores (Auteuil, Dussollier e Béart) dirigidos por Sautet (que é um diretor pra lá de competente), envolvidos numa história de relacionamentos complexos e embalados por uma trilha sonora soberba. Quase perfeito, um pouco frio, como o título.
Não entendo porque o Claude Sautet não seja mais difundido: mergulhei numa mini-maratona com seus filmes e estou cada vez mais impressionado com a excelência contínua de seus roteiros, climaticamente dramatúrgicos, magistralmente interpretados, sonoramente preciosos...
Em relação a esta jóia em particular, deparamo-nos com um estudo insigne da indiferença emocional, a partir de uma construção soberba de interpretações, em diversas subtramas entrelaçadas ao estupor voyeurístico (e um tanto sádico) do protagonista, vivido por um Daniel Auteuil em estado de graça. André Dussolier também está ótimo em sua repugnância actancial, sendo eclipsado pelas participações sublimes de Maurice Garrel e da estupefaciente Emmanuelle Béart. O modo como as composições de Maurice Ravel constroem a atmosfera relacional na trama asfixiante é digno de aplausos mui demorados, de pé, sob a direção artística do parceiro habitual do diretor, Philippe Sarde.
Sendo bastante sincero, incomodei-me apenas com a imagem final paralisada, um tanto forçada em sua tônica de "justificação", mas, exceto por isso, um filme à beira da favoritação íntima, dolorosa e particular. Soberbo! (WPC>)
O filme e muito interessante, intrigante, feito pra quem não gosta de clichê. A musica se encaixa muito bem no filme, misturando a vida dos personagens e mexendo com os seus sentimentos. As atuações de Daniel Auteuil e Emmanuelle Beart tornam os personagens humanos e impecáveis, com Stephane não deixando transparecer sentimentos e Camille fazendo o oposto. Vale a pena assistir, um dos meus favoritos.
"sempre é tarde demais, desde muito tempo."
um filme de minuciosidades.
Cinema francês, um dos melhores do mundo sempre. Aqui três grandes atores (Auteuil, Dussollier e Béart) dirigidos por Sautet (que é um diretor pra lá de competente), envolvidos numa história de relacionamentos complexos e embalados por uma trilha sonora soberba. Quase perfeito, um pouco frio, como o título.
01/10/19
Não entendo porque o Claude Sautet não seja mais difundido: mergulhei numa mini-maratona com seus filmes e estou cada vez mais impressionado com a excelência contínua de seus roteiros, climaticamente dramatúrgicos, magistralmente interpretados, sonoramente preciosos...
Em relação a esta jóia em particular, deparamo-nos com um estudo insigne da indiferença emocional, a partir de uma construção soberba de interpretações, em diversas subtramas entrelaçadas ao estupor voyeurístico (e um tanto sádico) do protagonista, vivido por um Daniel Auteuil em estado de graça. André Dussolier também está ótimo em sua repugnância actancial, sendo eclipsado pelas participações sublimes de Maurice Garrel e da estupefaciente Emmanuelle Béart. O modo como as composições de Maurice Ravel constroem a atmosfera relacional na trama asfixiante é digno de aplausos mui demorados, de pé, sob a direção artística do parceiro habitual do diretor, Philippe Sarde.
Sendo bastante sincero, incomodei-me apenas com a imagem final paralisada, um tanto forçada em sua tônica de "justificação", mas, exceto por isso, um filme à beira da favoritação íntima, dolorosa e particular. Soberbo! (WPC>)
O filme e muito interessante, intrigante, feito pra quem não gosta de clichê. A musica se encaixa muito bem no filme, misturando a vida dos personagens e mexendo com os seus sentimentos. As atuações de Daniel Auteuil e Emmanuelle Beart tornam os personagens humanos e impecáveis, com Stephane não deixando transparecer sentimentos e Camille fazendo o oposto. Vale a pena assistir, um dos meus favoritos.