Na Filadélfia, no dia 26 de agosto de 1933, um garoto sonha em ir na estréia de um novo cinema, mas para isto precisa arrumar 25 centavos. Ele tem três opções: trabalhar para conseguir o dinheiro é uma tarefa difícil, pois na sua comunidade todos foram atingidos pela Depressão e muitos não tem o que comer; a sua segunda opção é esperar que o avô morra e lhe deixe esta quantia como herança; existe ainda a possibilidade de convencer o avô a lhe dar o dinheiro ainda vivo. Mas, independente do meio, ele está decidido a conseguir seu intento.
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O diretor James Foley foi importante em minha formação cinéfila adolescente, e sempre nutri grande fascínio por este enredo, quiçá por alguma identificação tangencial, no que tange às condições econômicas. Estranhei que este filme tenha sido primeiro elogiado e depois desconsiderado pela revista SET e, para piorar, os trabalhos mais recentes do diretor são tão ruins que restava-me lamentar o seu ostracismo hodierno. Encontrei o DVD deste título e resolvi conferi-lo, num surto depressivo, e, caramba, fiquei arrebatado! Tanto pela ótima presença cênica do garotinho Jerry Barone quanto pela pujança de um roteiro demarcado por situações sexuais que beiram a violência. A trilha musical ficou a cargo de Carter Burwell, que amo. Passei muito tempo pensando no filme, após a sessão: até sonhei com algo parecido com o que ocorre em tela. Mary Elizabeth Mastrantonio está ótima e Al Pacino não decepciona num personagem caricato e excessivamente maquiado. A curta duração é diametralmente oposta ao impacto emocional que ele provoca: muitíssimo bom! (WPC>)
Drama de época passado durante a Grande Depressão dos EUA nos início dos anos 30 que foi escrito por Joseph Stefano (1922-2006), que considerou o filme um projeto pessoal, com uma história semibiográfica. Este roteirista americano ficou mais conhecido por adaptar o romance de Robert Bloch como o roteiro do filme Psicose (60), de Hitchcock. O título refere-se à gíria americana "dois bits", que equivale a um quarto de dólar.
James Foley é o mesmo diretor de Jovens sem rumo (84), Caminhos violentos (86), Medo (96) e vários vídeos da cantora Madonna, dentre outros. Este foi o único filme do garoto Jerry Barone até os dias de hoje. Al Pacino apareceu no filme como um favor pessoal ao diretor James Foley porque se divertiu muito trabalhando com ele em O sucesso a qualquer preço (92). O compositor francês Maurice Jarre (1924-2009) escreveu uma trilha para o filme, mas foi rejeitada pelo produtor Harvey Weinstein. Al Pacino e Mary Elizabeth Mastrantonio já haviam trabalhado juntos em Scarface (83) como irmão e irmã.
Um conto amargo sobre a maioridade, sexualidade, amor, perda e perdão. Al Pacino tem uma atuação comovente como um velho moribundo neste pequeno filme sensível. O garoto é adorável, e por mais incrível que Pacino seja, este filme carece de um enredo mais sólido e atraente. Mesmo assim, é um filme agradável de se ver e merece ser conhecido.
Só achei como pode tanta miséria pra juntar 25 centavos.
524. (24/03/2020)
Filme que passa despercebido na carreiro do Al Pacino.
Sou suspeito pra falar pq adoro filmes com essa temática e sou ainda mais suspeito pq adoro o Al Pacino.
Adorei o filme, simples, singelo, com uma mensagem muito bonita, da saga de um garotinho querendo ir ao cinema. Essa simplicidade e busca do que queremos é o que falta nos dias de hoje, em meio a tanta tecnologia e egoísmos.
Um dos meus favoritos... Muito lindo, não me canso de ver!
Diante das megas produções , ele se torna um filme bem modesto porém com duas grandes exceções . Uma pela brilhante atuação deste gigante ator Al Pacino ,que já faz valer a pena assistir ao filme e a outra é pela grande mensagem e lição de vida que é transmitida de avô para neto e que serve a todos . Que devemos confiar em nossos sonhos mesmo que pareçam impossíveis e acreditar que podemos conseguir e não deixar que os outros nos façam dessistir .Muito comovente e lindo.Recomendo .