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Data de lançamento
13 Set. 2014Duração
O Rei Luís XIV (Alan Rickman) incumbe o famoso arquiteto André Le Notre (Matthias Schoenaerts) de projetar os jardins do Palácio de Versalhes. Ele contrata a bela e arrojada paisagista Sabine de Barra (Kate Winslet) para auxiliá-lo, dona de um estilo oposto ao seu. Aos poucos as desavenças entre os dois desaparecem, a relação profissional logo torna-se mais íntima e fofocas chegam aos ouvidos da mulher de Le Notre (Helen McCrory).
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Gostei muito dos cenários e atuações. A construção da personagem da Kate Winslet é muito bonita e envolvente. É um bom filme.
Que delicadeza e sutileza do queridíssimo Alan Rickman!
Não sei quem é mais maravilhoso: ele ou Kate Winslet.
Curioso como o roteiro decidiu colocar suas atenções, onde, em vez de se apegar de modo extremamente fiel a realidade e deixar o seu foco no paisagista André Le Notre, ele optou pela liberdade artística e criou Sabine de Barra e isso fez a trama ganhar ainda mais dramaticidade.
Grande parte das produções de época do período da realeza mostram os homens como seres frios, sem grandes demonstrações emocionais, a não ser em rompantes de raiva, vilania e/ou teor sexual, e as mulheres como personagens comedidas, subjugadas e tementes a figura masculina, já em "Um Pouco de Caos" Sabine de Barra, além de ganhar mais atenção, é apresentada como uma trabalhadora, de perspicaz inteligência, que rompe essa característica de mulher fraca e que serve apenas para obediência e o prazer dos homens e carrega a imagem de uma personagem que faz a ação e que traz a emoção para o enredo.
Sabine é um mulher forte, mas que, após uma conflituosa tensão no início, se vê diante do amor que aos poucos floresce entre ela e Andre Le Notre, e vai se rendendo aos sentimentos, emoções essas que também vão colocando em evidência traumas do seu passado que se misturam a pressão por terminar o projeto do Bosquet de la Salle-de-Bal.
Essa opção por escolher uma figura feminina para guiar a história faz a diferença no filme, o drama aflora e deixa até mesmo as figuras masculinas com mais humanidade.
A cena dela reunida com as outras mulheres da corte em uma sala a parte, onde cada uma comenta sobre os seus dramas pessoais, como perdas de filhos e, logo depois a fala de Sabine diante do rei fazendo uma analogia entre as flores e as mulheres é um exemplo do olhar feminino colaborando para a emoção na trama.
Boas atuações, roteiro interessante e trabalho visual bem realizado!
Assisti Um Pouco de Caos (2014) de Alan Rickman no Tv Brasil. Que filme lindo! Nunca tinha ouvido falar. Mas é estranho a protagonista não ter existido, aí desmonta o filme todo. Um Pouco de Caos fala da construção do jardim de Versalhes. Começa com a escolha de um jardineiro para fazer o jardim, lindas as plantas. Escolhem a mulher que nunca existiu. Mas é muito bonita a história. Adorei a trama dos jardins, o cuidar da terra, é o lado mais mágico e fascinante do filme. Eu prefiro jardins mais anárquicos, gosto das plantas fazendo os caminhos, essa obsessão em formatar tudo não me agrada, mas o filme é bonito de qualquer forma. Kate Winslet mais linda que nunca. Lindo o rapaz que a contrata que é construtor também e jardineiro interpretado pelo belga Matthias Schoenaerts. Alan Rickman faz o Rei Luís XIV. Apesar da protagonista ser ficcional o filme é bem feminino. A personagem é forte, corajosa. Ainda no elenco: Steven Waddington, Stanley Tucci, Cathy Belton, Jamie Bradley, Jennifer Ehle e Helen McCrory.
Um bom filme de época com a presença sempre marcante da talentosa Kate Winslet.