Em um mundo sem armas, um andarilho misterioso, um jovem samurai e um barman planejam uma vingança contra um líder cruel e seu exército de assassinos. O filme é visualmente deslumbrante, preenchido com sequências de ação coreografadas que mistura tendências e influências.
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Me bateu vontade de assistir esses dias, de uma lista de recomendação que vi há muito tempo, onde a pessoa até informou que o roteiro não era lá tão bom, mas valia a pena pela proposta. E de fato, vale.
Bunraku, como um comentário já disse, é um tipo de espetáculo de bonecos clássico da cultura japonesa onde pessoas vestidas de preto movimentam fantoches para contar uma história linear. Os bonecos representam arquétipos, ou seja, personagens bem definidos e unidimensionais que representam um tipo comum percebido por uma sociedade ou cultura. Não há diálogos. No entanto, há um narrador responsável por conduzir a história e até mesmo fazer a fala dos personagens.
É interessante saber de tudo isso porque o filme é todo baseado nessa proposta, e assim como um teatro, as cenas foram filmadas em cenários montados como um palco teatral, por isso o visual de que tudo parece de "papelão", pois é surrealista e fantasioso. Tem até um momento que o personagem do Barman (Woody Harrelson) mostra que o hobbie dele é fazer livros pop-ups, uma metainformação para reforçar a referência visual usada no filme. Além disso, a título de curiosidade, a animação da introdução foi feita pelo brasileiro Guilherme Marcondes.
O filme foi negativado pela história ser bastante simples e, principalmente, pelos personagens serem unidimensionais, caricatos e com diálogos bastante cliches, e que todo o visual inovador e sofisticado ofuscam todo o resto. São elementos que, dentro da proposta do filme, faz todo sentido pra mim.
Os atores agem realmente como se estivessem em um palco com movimentações muito marcadas, comportamentos exagerados e diálogos esterotipados para fortalecer os arquétipos (o forasteiro solitário, o samurai honrado, a cortesã amargurada, o capaga perverso, o vilão poderoso, etc.). Todos eles agem como se não estivessem levando muito a sério o que fazem, e ao meu ver, isso acentua a sensação de que o que assistimos é a fantasia pelo ponto de vista do narrador do filme.
Mas pra quem assiste sem saber dessas referências, vai achar o filme um entretenimento vazio, o que também não há nada de errado nisso, porque o cinema de ação costuma ser escapista mesmo.
Particularmente, curti muito essa pegada caricata, exagerada e satírica do gênero. Infelizmente é um tipo de filme que agrada pouca gente, tal como aconteceu com Sua Magestade (Your Highness, 2011) ou Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola (A Million Ways To Die In The West, 2014). Também acho que o filme poderia ter um desenvolvimento melhor, uma trama mais amarrada e convincente, mas pra mim isso não desmerece o que o diretor fez e muito menos a diversão que tive, sem qualque pretensão.
Tem um elenco recheado, conta com uma temática diferente e o figurino é interessante.
As cenas de ação são boas! Já o roteiro.....
Drama de suspense e artes marciais da Snoot Entertainment, Picturesque Films, Ram Bergman e Outpost Studios Productions filmado em Bucareste, na Romênia.
O título do filme foi baseado em uma forma de teatro de fantoches japonês de 400 anos, um estilo de contar estórias que usa bonecos de mais de 1 metro de altura com cabeças altamente detalhadas, cada um operado por vários titereiros que se misturam ao fundo vestindo vestes e capuzes pretos. O escritor e diretor Guy Moshe vendeu originalmente seu roteiro deste filme para uma produtora. Quando ficou claro que o roteiro não seria transformado em filme, ele o comprou de volta. Woody Harrelson e Demi Moore apareceram em Proposta indecente (93).
Um exercício de pirotecnia exaustiva a serviço do nada. O todo é pouco mais que uma confusão de idéias roubadas vestidas com cores vivas, fingindo emoções verdadeiras e enredos complexos. A sua narrativa extenuante, tão dramaticamente inerte que praticamente clama para ser ignorada. Uma ou outra cena de lutas e brigas razoáveis e imagens de quadrinhos clichês escritos que não se sustentam por muito tempo. O ritmo se arrasta e as voltas e reviravoltas e subtramas são desnecessárias e irritantes.
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O filme é ok. Só assisti por causa do Gackt.
Uma mistura de Dick Tracy e um samurai em uma Gotham City oriental do século XIX. Mistura um pouco de quadrinhos e realidade. Gostei.