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Outros títulos
Uma Mulher Doce - Portugal
A Gentle Creature - Reino Unido
Кроткая - Rússia
Sinopse
Uma mulher viaja a partir de uma periferia da Rússia para uma prisão misteriosa a fim de descobrir o que aconteceu com seu marido encarcerado. Filme vagamente baseado em um conto de mesmo nome de Fyodor Dostoyevsky, de 1876.
Poderia ser um filme incrível, mas Loznitsa errou na mão. Não cheguei a ficar incomodado com a longa duração, mas ele poderia trazer as mesmas críticas sociais de uma forma menos burocrática. Quando chega os 30 minutos finais, finalmente surge uma certa ousadia, invertendo totalmente o tom do filme, mas escorrega ao ser excessivamente pretensioso e frustrante ao cair no didatismo e mastigar pro espectador tudo o que ele representou no restante do filme.
Uma alegoria bizarra e surreal sobre como um sistema excessivamente burocrático, engessado e que, por efeito, fomenta a corrupção endêmica em toda a sociedade e instituições, atropela de maneira avassaladora o indivíduo comum, passivo e apático.
A doce criatura em momento algum levanta a voz, contesta, reage, sequer apresenta o menor sinal de vida. Propositalmente é uma observadora usada pela narrativa para mostrar como esse sistema virulento destrói seu povo de dentro pra fora, mina a vontade sem qualquer sinal de luz no fim do túnel.
Não é de hoje que Loznitsa trabalha em cima desses pontos a cerca da sociedade russa, de forma documental, distante e fria. Uns acusam sua lentidão na condução da trama, outros aplaudem o caráter de observação sem julgamentos. São todos parasitas, cupins lutando pela sobrevivência sem qualquer perspectiva de futuro e não possuem a menor empatia pelo próximo.
O que me incomoda é o final, a brusca mudança de tom, do realista monótono para a fantasia didática. Uma pena. Cortasse os vinte minutos finais, substituindo pelo plano (esse sim) final, e seria uma obra a par com suas anteriores.
Poderia ser um filme incrível, mas Loznitsa errou na mão. Não cheguei a ficar incomodado com a longa duração, mas ele poderia trazer as mesmas críticas sociais de uma forma menos burocrática. Quando chega os 30 minutos finais, finalmente surge uma certa ousadia, invertendo totalmente o tom do filme, mas escorrega ao ser excessivamente pretensioso e frustrante ao cair no didatismo e mastigar pro espectador tudo o que ele representou no restante do filme.
Misógino
Um tanto lento e difícil de entender...
Uma alegoria bizarra e surreal sobre como um sistema excessivamente burocrático, engessado e que, por efeito, fomenta a corrupção endêmica em toda a sociedade e instituições, atropela de maneira avassaladora o indivíduo comum, passivo e apático.
A doce criatura em momento algum levanta a voz, contesta, reage, sequer apresenta o menor sinal de vida. Propositalmente é uma observadora usada pela narrativa para mostrar como esse sistema virulento destrói seu povo de dentro pra fora, mina a vontade sem qualquer sinal de luz no fim do túnel.
Não é de hoje que Loznitsa trabalha em cima desses pontos a cerca da sociedade russa, de forma documental, distante e fria. Uns acusam sua lentidão na condução da trama, outros aplaudem o caráter de observação sem julgamentos. São todos parasitas, cupins lutando pela sobrevivência sem qualquer perspectiva de futuro e não possuem a menor empatia pelo próximo.
O que me incomoda é o final, a brusca mudança de tom, do realista monótono para a fantasia didática. Uma pena. Cortasse os vinte minutos finais, substituindo pelo plano (esse sim) final, e seria uma obra a par com suas anteriores.
Primeira experiência com um filme russo e confesso não ter sido nada palatável. Não admira a fisionomia sisuda da protagonista.