O combatente partidário italiano Milton descobre que a mulher que ele ama pode ter amado um amigo em comum. Seu ciúme se volta para a justiça quando ele descobre que o homem foi capturado pelos fascistas. Um romance resplandecente da era da Segunda Guerra Mundial em que o idealismo entra em conflito com a realidade.
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Uma Questão Pessoal - Itália- 2017 - visto no dia 06.09.20
Um filme que anda, anda mas sem objetividade e muito mal feito. É uma decepção. Todo roteiro é mal desenvolvido, uma história que já é bem simples, em frangalhos, se torna cansativa, monótona, muito fraca. O começo foi um pontapé inicial de qualidade que mostra já um tema interessante de ser abordado mesmo já feito a exaustão: que é a temática da segunda guerra mundial. Então mesmo que é um tema já batido, se for bem feito, pode gerar momentos de tensão, drama, suspense, ação interessantes porém não é o que acontece aqui. Filme é sem pé e sem cabeça. Assim o tema principal poderia funcionar e era um tema que poderia gerar grandes acontecimentos mas como falei: faltou trabalhar melhor no roteiro, no seu contexto principal. Até achei as cenas de ação, tiroteio bem curtas, artificiais e tudo muito básico, longe de ser aquele retratado mais fidedigno da grande segunda guerra. O elenco se esforça mas não chega a lugar algum, o protagonista é um dos personagens mais sem carisma, patético que já vi. Eu perdi o interesse no filme rápido quando chegou a bater perto de 1 hora de duração. Não via a hora de acabar logo, aí você percebe que tem algo errado para torcer pra algo terminar logo, o final também simplifica, simboliza esse filme: uma carruagem confusa, fracassada. Para não ser injusto, gostei da fotografia em sua grande parte, os cenários da época, além da parte do vestuário, figurino, alguns diálogos e só.
Nota: 3,0
A saga do "partigiano" Milton para libertar seu amigo de infância Giorgio aprisionado pelos fascistas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas devido às circunstâncias fica, no ar, a seguinte dúvida:
Milton está buscando a liberdade de Giorgio pela sua amizade de infância ou para acabar com sua dúvida se o amigo "não fez nada de mais" com Fúlvia.
Amo os irmãos Taviani. Amo-os. Considero-os imortais, mas, por mais amante que eu fosse, foi difícil suportar esta atrocidade até o final: há a verve antifascista cara à dupla, há momentos maravilhosos, espalhados num roteiro picotado e numa montagem televisiva e numa encanação artificial. O típico realismo mágico dos diretores não aparece em cena. A reflexão sobre a separação advinda da guerra, sim. É difícil suportar, mas não é um desperdício de tempo, não obstante ser um filme extremamente inferior a qualquer uma das obras realizadas pela dupla. O que mais incomoda é o roteiro disperso, vago e o elenco pouco adequado aos personagens adolescentes: os atores, ainda que competentes, são muito velhos para os papéis, de modo que a ingenuidade inicial das ações torna-se inconvincente, estranha (não necessariamente no sentido brechtiano do termo). Passado algum tempo, não considero o filme tão abominável como o achei num momento inicial, mas insisto que ele é muito ruim. Como disseram abaixo, uma pena que este tenha sido o testamento de Vittorio, creditado apenas como roteirista, ainda que saibamos que ele também foi diretor. Não é inautoral, ao menos. Reconhecemos o esforço de alguém doente em meio a um pasticho histórico apressado e um tanto desenxabido. O debate redime! (WPC>)
Bem decepcionante que esse tenha sido o último filme dos Taviani.
Vi em 12/outubro/2018.