Após anos pensando no assunto, a Morte decide vir à Terra para descobrir por que os humanos a temem tanto. Na pele do Príncipe Sirki, ela se hospeda por três dias no palácio do Duque Lambert. Logo as mulheres se interessam vivamente pelo misterioso visitante, porém fogem quando pressentem que há algo de errado. Contra sua vontade, o príncipe experimenta o amor pela primeira vez ao se apaixonar por Grazia, a futura nora do duque, e decide retornar ao mundo das sombras. Mas Grazia também o ama e pede-lhe que a leve junto. Quando Sirki lhe mostra sua verdadeira forma, ela revela que sempre o viu assim.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
O fio condutor de "Uma Sombra que Passa" é bem interessante: a entidade Morte, curiosa para descobrir o porquê das pessoas tanto se apegarem à vida, resolve abandonar o seu ofício por três dias e vir à Terra, se disfarçando como um príncipe (Sirk) de um país distante.
A interação da Morte (disfarçada) com as pessoas, além de me dar sinceras risadas, trouxe reflexões importantes, com destaque para a ótima atuação de Fredric March. Porém, não gostei de como foi executado o romance entre Sirk e a jovem Grazia, que não é muito crível (dentro dos limites da fantasia hahaha). Acho que a história se desenvolveria melhor caso os dois tivessem mais tempo de tela juntos, interagindo mais, nascendo daí uma paixão mais genuína, o que tornaria a escolha de Grazia mais compreensível.
De todo modo, "Uma Sombra que Passa" vale pelas suas reflexões, merendo mais destaque entre os filmes da Velha Hollywood.
Todo mundo barganhando pela vida da garota e ela romantizando suicídio.
Esse é daqueles que sempre tive curiosidade de assistir. Achei o filme muito bacana, mais dinâmico e interessante que o Encontro marcado. Ainda teve um final que eu não esperava. Merecia ser mais conhecido.
Foi esse clássico que inspirou "Encontro marcado" de 1998 estrelado por Brad Pitt e Anthony Hopkins. O remake é com certeza um bom filme, mas o original é muito melhor. Sua história atemporal é narrada através de um excelente roteiro que reserva grandes diálogos e passagens memoráveis como aquela em que a morte se revela pela primeira vez ao seu anfitrião.
Apesar de algumas convenções dos filmes da época terem envelhecido de forma não tão lisonjeira, como o estilo de interpretação de alguns atores (especialmente de Evelyn Venable), além de alguns diálogos um pouco didáticos, o filme oferece um olhar excêntrico e romântico sobre a vida e a morte que é, no final das contas, bem interessante. Fredric March é, como de costume, muito charmoso, e o ar místico e onírico do filme são um deleite de assistir.