Undine (Paula Beer) trabalha como historiadora e dá palestras sobre o desenvolvimento urbano de Berlim. Mas quando o homem que ela ama a deixa, o mito antigo a alcança. Undine tem que matar o homem que a trai e voltar para a água.
Em "Undine", Christian Petzold faz a releitura de uma antiga lenda nórdica. Esse tema não é novidade, pois já o vimos em vários outros filmes. Trata-se de um drama que, segundo a mitologia, vem sempre atrelado a um destino trágico e implacável do qual nenhum dos envolvidos escapa.
"Undine" tem narrativa melancólica, seu ritmo é arrastado, com longas sequências dedicadas ao cotidiano dos personagens. A história talvez ficasse mais consistente com cenas que contextualizassem melhor a figura mitológica, já que apenas os que conhecem a lenda poderão captar o sentido de algumas metáforas utilizadas. Por outro lado, o filme perde tempo com cenas vazias e aleatórias, como a do peixe-gato, da explosão do aquário ou a expulsão do bar, que parecem soltas, sem continuidade, apenas preenchendo lacunas do roteiro.
Para mim, o filme exigiu paciência e não funcionou tanto assim. Apesar de fraco no impacto emocional, a fotografia é bonita e a história tem um certo ar de conto de fadas.
O fantástico diante da vida, e a necessidade desse fantástico existir, mesmo que de forma atropelada. E também a não explicação desse fantástico, apenas a aceitação dele que é como aceitar a própria vida que vai por rumos inesperados, mas que devem ser vivido
- um ótimo romance, misturando lindamente a fantasia com a realidade - na verdade só fiquei sabendo que undine é o nome de uma ninfa do folclore alemão depois de ver o filme, se fosse um conhecimento prévio talvez teria gostado ainda mais - uma olhada que cagou tudo
Bonito filme.
ela era ninfa em uma época de ninfetas
Em "Undine", Christian Petzold faz a releitura de uma antiga lenda nórdica. Esse tema não é novidade, pois já o vimos em vários outros filmes. Trata-se de um drama que, segundo a mitologia, vem sempre atrelado a um destino trágico e implacável do qual nenhum dos envolvidos escapa.
"Undine" tem narrativa melancólica, seu ritmo é arrastado, com longas sequências dedicadas ao cotidiano dos personagens. A história talvez ficasse mais consistente com cenas que contextualizassem melhor a figura mitológica, já que apenas os que conhecem a lenda poderão captar o sentido de algumas metáforas utilizadas. Por outro lado, o filme perde tempo com cenas vazias e aleatórias, como a do peixe-gato, da explosão do aquário ou a expulsão do bar, que parecem soltas, sem continuidade, apenas preenchendo lacunas do roteiro.
Para mim, o filme exigiu paciência e não funcionou tanto assim. Apesar de fraco no impacto emocional, a fotografia é bonita e a história tem um certo ar de conto de fadas.
O fantástico diante da vida, e a necessidade desse fantástico existir, mesmo que de forma atropelada. E também a não explicação desse fantástico, apenas a aceitação dele que é como aceitar a própria vida que vai por rumos inesperados, mas que devem ser vivido
- um ótimo romance, misturando lindamente a fantasia com a realidade
- na verdade só fiquei sabendo que undine é o nome de uma ninfa do folclore alemão depois de ver o filme, se fosse um conhecimento prévio talvez teria gostado ainda mais
- uma olhada que cagou tudo