UNDRAFTED Direção: Joseph Mazzello Ano: 2016 Assistido em: 19/09/2026
Apesar de não ser um praticante de esportes, eu gosto muito de assistir a filmes sobre esportes. Entretanto, tem dois em específico que, toda vez que eu vejo que o filme trata sobre eles, eu tento fugir: futebol americano e o bendito do beisebol. Mas, como eu sou da teoria de que não devemos ter nenhum tipo de preconceito cinematográfico, eu ainda tento. Só que, a cada frustração, o ranço por esse esporte sem graça só aumenta.
John Mazzello é um talentoso jogador universitário de beisebol que sonha em seguir carreira profissional, mas vê seu objetivo desmoronar ao não ser selecionado no draft da Major League Baseball. Pouco depois de receber a notícia, ele precisa entrar em campo com os D-Backs para disputar a semifinal de uma liga de verão contra os Bulldogs, uma equipe reforçada por jogadores experientes.
Filmes de um cenário não são fáceis. É preciso uma história muito boa, que prenda a atenção e que saiba utilizar o pouco espaço disponível. É preciso uma gestão, uma logística muito boa. Infelizmente, nós não temos isso aqui. Nós temos essas duas equipes que vão disputar uma partida de beisebol e, com exceção do campo, a única coisa que nós vemos é o banco de uma delas. Isso causa uma sensação de prisão, de que a história está amarrada, sufocada, o que deixa tudo muito mais cansativo. Não é como se o roteiro colaborasse e fosse muito bom, com personagens muito bem trabalhados para compensar de alguma forma, o que não é o caso. É tudo muito arrastado, tudo muito cansativo, a personalidade dos personagens é irritante demais. Enfim, é uma tortura.
Levando em consideração que este é o primeiro trabalho do Joseph Mazzeo, que começou em Hollywood ainda criança e tentou fazer essa transição, eu acharia muito mais interessante que ele permanecesse atuando porque, por Deus, a condução da história, a forma como os personagens são direcionados, as escolhas dos enquadramentos, tudo é muito deficiente. Até quem não entende bosta nenhuma disso, sabe que tudo isso ajuda a deixar o filme dinâmico, o que não aconteceu aqui. E observem o sobrenome do protagonista, o mesmo do diretor/roteirista, arrogância mandou lembranças.
Eu costumo brincar que, quando o filme é ruim, a única coisa que sobra é prestar atenção na beleza do elenco, e talvez seja essa a única coisa minimamente boa aqui. Está cheio de homem bonito, você fica encantado, mas é tão triste saber que você passa por uma história e ela não tem motivo, não tem nada que permaneça, e a única coisa que você consegue lembrar é a cara dos atores. Isso é horrível para qualquer cinéfilo. É uma experiência que eu não aconselho ninguém a ter.
UNDRAFTED
Direção: Joseph Mazzello
Ano: 2016
Assistido em: 19/09/2026
Apesar de não ser um praticante de esportes, eu gosto muito de assistir a filmes sobre esportes. Entretanto, tem dois em específico que, toda vez que eu vejo que o filme trata sobre eles, eu tento fugir: futebol americano e o bendito do beisebol. Mas, como eu sou da teoria de que não devemos ter nenhum tipo de preconceito cinematográfico, eu ainda tento. Só que, a cada frustração, o ranço por esse esporte sem graça só aumenta.
John Mazzello é um talentoso jogador universitário de beisebol que sonha em seguir carreira profissional, mas vê seu objetivo desmoronar ao não ser selecionado no draft da Major League Baseball. Pouco depois de receber a notícia, ele precisa entrar em campo com os D-Backs para disputar a semifinal de uma liga de verão contra os Bulldogs, uma equipe reforçada por jogadores experientes.
Filmes de um cenário não são fáceis. É preciso uma história muito boa, que prenda a atenção e que saiba utilizar o pouco espaço disponível. É preciso uma gestão, uma logística muito boa. Infelizmente, nós não temos isso aqui. Nós temos essas duas equipes que vão disputar uma partida de beisebol e, com exceção do campo, a única coisa que nós vemos é o banco de uma delas. Isso causa uma sensação de prisão, de que a história está amarrada, sufocada, o que deixa tudo muito mais cansativo. Não é como se o roteiro colaborasse e fosse muito bom, com personagens muito bem trabalhados para compensar de alguma forma, o que não é o caso. É tudo muito arrastado, tudo muito cansativo, a personalidade dos personagens é irritante demais. Enfim, é uma tortura.
Levando em consideração que este é o primeiro trabalho do Joseph Mazzeo, que começou em Hollywood ainda criança e tentou fazer essa transição, eu acharia muito mais interessante que ele permanecesse atuando porque, por Deus, a condução da história, a forma como os personagens são direcionados, as escolhas dos enquadramentos, tudo é muito deficiente. Até quem não entende bosta nenhuma disso, sabe que tudo isso ajuda a deixar o filme dinâmico, o que não aconteceu aqui. E observem o sobrenome do protagonista, o mesmo do diretor/roteirista, arrogância mandou lembranças.
Eu costumo brincar que, quando o filme é ruim, a única coisa que sobra é prestar atenção na beleza do elenco, e talvez seja essa a única coisa minimamente boa aqui. Está cheio de homem bonito, você fica encantado, mas é tão triste saber que você passa por uma história e ela não tem motivo, não tem nada que permaneça, e a única coisa que você consegue lembrar é a cara dos atores. Isso é horrível para qualquer cinéfilo. É uma experiência que eu não aconselho ninguém a ter.