É… sei lá o que dizer kkk… Acho que essa história já não se sustenta mais. Mas vamos esperar os próximos episódios. Se for mais do mesmo, vou terminar só pelos velhos tempos, quando a série era envolvente e mais amarrada.
Nesses dois episódios iniciais, estou achando as cenas de ação muito aceleradas. Notei uns cortes meio abruptos em certos momentos, e isso me irritou um pouco.
E talvez toda a nossa sofisticação — religião, amor, carreira, ideias — não passe de um esforço contínuo para não desabar diante disso. Precisamos de sentido como quem precisa de ar, ainda que, no fundo, desconfiemos que esse sentido é uma construção frágil.
Ted Kaczynski viu algo que muitos preferem não ver: a vida moderna não resolve o mal-estar humano — apenas o organiza melhor. Troca o caos bruto por um desconforto administrado. E isso, para alguns, já é insuportável.
Mas ele não parou na constatação. Ele tentou transformar o próprio sofrimento em teoria. Deu ao seu desamparo uma linguagem lógica, quase científica. E aí mora o perigo: quando a dor ganha forma de argumento, ela começa a se parecer com verdade.
Kaczynski não falhou por ser pouco ou muito inteligente. Falhou porque acreditou demais na própria lucidez. Confundiu percepção com autoridade. Achou que enxergar o problema lhe dava o direito de corrigi-lo.
No fundo, há algo que ele não suportou aceitar: o fato de que o sofrimento humano não é um erro do sistema — é parte da condição. Não existe versão da vida onde o vazio desaparece. Só existem versões onde ele muda de nome.
E talvez seja isso que mais incomoda.
Porque aceitar isso exige uma espécie de coragem silenciosa: continuar vivendo sem a promessa de solução final. Sem a fantasia de que, ao derrubar algo, tudo se resolve.
Kaczynski quis acordar o mundo.
Mas, quebrado como estava, acabou apenas transformando o próprio abismo em missão.
E esse é um risco sempre presente:
quando o homem não suporta o próprio vazio, ele tenta corrigir o mundo.
Quase nunca dá certo.
Um homem inteligente, quando não suporta o próprio vazio, pode se tornar mais perigoso do que ignorante.
Em Task – Unidade Especial, a série deixa claro que a vida é regida pela contingência, não por mérito moral. Ainda assim, ela não cai no relativismo fácil: mostra que escolhas erradas, sobretudo ligadas ao crime, não tornam a vida “trágica de forma nobre”, mas catapultam o sujeito para um sofrimento ainda mais degradado — para si e para terceiros. Não se trata apenas de ser preso ou morrer, mas de arrastar outros junto. O detetive Tom Brandis encarna essa tensão de modo quase religioso. Há nele algo muito próximo do personagem de Sonhos de Trem: alguém que espera uma resposta de Deus para o sofrimento imposto a si e à própria família — e não encontra. O silêncio divino não consola; apenas aprofunda a sensação de abandono. Sua fé não desaparece de imediato, mas fica por um fio, sustentada mais pelo desespero do que pela convicção.
Quando surge o menino que ele salva, Tom interpreta aquilo como um possível sinal divino, quase um propósito: adotar a criança como forma de tamponar o vazio e o fracasso causados pelo outro filho adotivo. É a tentativa humana clássica de dar sentido retroativo à dor, como se o sofrimento precisasse justificar alguma coisa. O golpe de lucidez vem quando seu amigo religioso o confronta: “Seja menos mesquinho com o seu amor e pense no que é melhor para o garoto, não para você.” Ali, Tom percebe algo devastador: ele não é excepcional. Nem sua dor, nem sua fé, nem sua tragédia o colocam fora da lógica brutal do mundo. O menino não é um sinal; é apenas mais uma vida vulnerável atravessada pelo acaso. A série então fecha o círculo: mesmo quando escolhemos, a contingência nos alcança cedo ou tarde. A diferença é que algumas escolhas apenas nos colocam em trajetórias onde o sofrimento será mais intenso, mais sujo e mais compartilhado. Não há garantia de redenção, nem resposta divina — apenas a responsabilidade tardia por aquilo que fazemos enquanto esperamos por um sentido que talvez nunca venha.
Nessa primeira temporada de Pluribus, Carol não cai por maldade, cai por fragilidade. Abandonada pela humanidade que jurava salvar, ela cede. Não a um grande argumento, mas ao apelo bruto do corpo. Zosia não vence pela razão, vence pela carne.
A pergunta incômoda permanece: o desejo — esse impulso fisiológico que pinga entre as pernas — é capaz de destruir uma convicção sustentada por mais de sessenta dias? Para Carol, sim. Convicções longas costumam ser frágeis quando nunca foram atravessadas pelo afeto.
Sem amor dos pais, Carol cresce tentando substituir carinho por grandiosidade. O narcisismo não é excesso de autoestima, é carência organizada. Suas obras não são altruísmo, mas pedidos de amor disfarçados de missão. Bastou o corpo falar mais alto que a tese para a moral cair de joelhos.
Mas há um detalhe decisivo: a honestidade ambígua de Zosia. Não existe sedução sem custo. Quando a verdade aparece, o encanto morre. E é justamente essa queda que devolve Carol aos trilhos.
Confesso: dei graças a Zeus ao vê-la retornar. Não por acreditar em redenção, mas porque às vezes a humanidade só é salva quando alguém percebe, a tempo, que estava se tornando aquilo que jurava combater — com a ajuda improvável do Rambo do Paraguai. O mundo raramente é salvo por virtudes. Quase sempre é salvo pelo constrangimento tardio.
A última temporada de The Sopranos é, antes de tudo, um grande lembrete daquilo que a cultura contemporânea tenta negar a qualquer custo: a vida não melhora, ela apenas se torna mais nítida. E é justamente essa nitidez que incomoda. Tony Soprano, depois de anos de terapia, traições, crises de pânico e tentativas patéticas de encontrar sentido no caos da própria vida, chega ao ponto em que qualquer adulto honesto chega — a consciência de que não há redenção garantida.
É curioso que muita gente veja Tony como um sociopata romântico. Isso é típico da nossa época: queremos glamourizar monstros porque dá menos trabalho do que assumir que a monstruosidade habita cada um de nós. A 6ª temporada joga essa verdade na nossa cara sem pudor. Tony não melhora. Ele não aprende. Ele não “evolui”. Porque pessoas reais, ao contrário do que coaching e autoajuda vendem, raramente mudam de verdade.
Se há algo que a 6ª temporada reafirma, é que The Sopranos nunca foi sobre a máfia, mas sobre a condição humana sem maquiagem. Tony Soprano é o retrato nu de nós mesmos quando as luzes do autoengano se apagam.
E como toda obra realmente adulta, termina sem consolo. Porque, ao contrário das séries envernizadas de hoje, The Sopranos entende que maturidade não é esperança — é lucidez.
A Carol como último suspiro da humanidade imperfeita
A Carol não é “má”. Má é a expectativa de que o ser humano deve aceitar, calado, alguma forma de aperfeiçoamento que lhe arrancará justamente aquilo que o torna humano: a inquietude, o medo, a resistência, a falha.
As pessoas que chamam a Carol de irritante ou agressiva estão, sem perceber, repetindo o velho discurso das ideologias que sempre aparecem prometendo um “novo homem”, uma “humanidade superior”. O vírus alienígena é só a metáfora moderna daquilo que as religiões, os sistemas políticos e as tecnologias sempre quiseram fazer: corrigir a alma humana.
No fundo, ela encarna o que Freud chamaria de pulsão de preservação — não da vida biológica, mas do eu, com todas as suas sombras. E o que Cioran diria? Que uma humanidade melhorada sem sofrimento é apenas uma caricatura pueril da vida. Uma infância eterna. Um zoológico de seres dóceis.
Carol está gritando contra isso.
Ela tem medo — e o medo é lúcido. Ela tem raiva — e a raiva é a prova de que ainda existe alguém ali dentro, alguém que não quer ser dissolvido num paraíso químico que ninguém pediu. O ser humano só é humano porque é atravessado pela própria decadência, pela própria falha. Um aperfeiçoamento imposto é uma forma sofisticada de eugenia sentimental.
No fundo, o que incomoda nas atitudes dela é a lembrança de que somos criaturas que não querem ser salvas — queremos ser nós mesmos. Mesmo quebrados. Mesmo obscuros.
E, sim: isso é sensatez. Isso é inteligência. Isso é dignidade humana — ainda que fira, ainda que doa.
Sensacional! É impressionante como Família Soprano se constrói em camadas, episódio após episódio, temporada após temporada. Cada avanço da narrativa revela não apenas a complexidade dos personagens, mas também a profundidade psicológica e moral que a série ousa explorar. O episódio 11 — Pine Barrens — é, para mim, o grande destaque até aqui: uma mistura perfeita de tensão, absurdo e humor negro.
A sequência de Paulie e Christopher perdidos na neve, tentando sobreviver enquanto se digladiam, sintetiza de forma brilhante o caos existencial que ronda todo o universo da série. É um episódio que, isoladamente, já mostra por que The Sopranos é considerada uma obra-prima da televisão moderna.
Geral aí usando como ponta de frecha o argumento da série não ser legal como a história do jogo, pelo falto da aparência da atriz que interpreta a Ellie. bom... vou deixar a minha opinião aqui... O verdadeiro problema não é a atriz não seguir um padrão de beleza imposto, mas sim o fato de ela não ter nada a ver com a Ellie do jogo (não falo sobre fisionomia). Pelo menos, não com a Ellie do primeiro The Last of Us. Achei ela muito empoderada e o Joel, muito fragilizado (não que a dor pela perda de uma filha não deva ser levada em consideração), mas no jogo o Joel é "fodão", e a Ellie tem uma certa delicadeza, além de uma grande necessidade de ser preparada e treinada para enfrentar o caos. A cena do passeio da Ellie no shopping com a amiga, na 1ª temporada, foi chata pra caramba. Além disso, nada de zumbis na 1ª temporada. A real é que eu vi muito empoderamento feminino e fragilidade masculina. mas gosto é gosto. E digo que compreendo que exista um público que critica a aparência da atriz.
A série é bem desenvolvida, tanto o enredo quanto a narrativa. Não há do que reclamar. Mas acho que deve ter um fim na terceira temporada. Não dá mais para sustentar esse mistério por mais uma temporada apenas para garantir uma quarta. Ano que vem (se não houver surpresas), que venha o desfecho!"
Desisto... Elenco e enredo entediantes! (menos o grandioso Peter Dinklage), falta de uma conexão mais harmoniosa de uma cena para outra, de um Ep para o outro. série, história e personagens totalmente apáticos...
Não sei se é algo específico na atuação da Lashana Lynch, mas não to curtindo muito ela não hem. Mas talvez seja papél de filh@$ da p@#$ta que ela está atuando. caso for isso, ela está indo muito bem então hahahaha!. obs: Ainda estou no ep 4 e se ela for uma tremenda de uma Vira-casaca vai salvar ela do meu ranso! pois não consigo aceitar ela sendo do lado correto não kkkkk
Não entendo o porquê de tanta babação de ovo com essa série. Assim como a 1ª temporada, esta 2ª temporada segue a mesmice: apática e morna! Até Vikings, com seus momentos de enrolação, consegue ser um pouco melhor. Creio que a maior parte do público da série, na época, era formada por adolescentes." nota 7
Me recordo de que, na época do seu lançamento, muita gente foi às redes proclamar que a série era melhor do que Breaking Bad, mesmo que isso não fizesse muito sentido, já que são gêneros diferentes. Pois bem, venho aqui dizer que Breaking Bad, em termos de atuações e produção, é superior!
Game of Thrones é superestimado? Não sei, pois acabei a primeira temporada ontem, e o que posso dizer é que houve, sim, um certo hype exagerado na época. É uma série bem feita, mas não me deixou extasiado, como os fãs tanto disseram e dizem sobre essa primeira temporada. Nota: 8. Edit: A grande cereja do bolo pra mim foi o personagem do Peter Dinklage. os melhores momentos da série é quando ele entra em cena!
Tirando algumas nunaces em alguns momentos, achei boa essa primeira temporada. mesmo assim continuo achando o filme com um tom mais sólido e desenvolvido. sei que não da pra comparar uma série com um filme, falo sobre a direção de Guy Ritchie. apenas acho que na direção do filme ele soube mesclar melhor os momentos sérios com os momentos hilários.
A deixa foi o que o Irving disse pro Dylan, na hora que ele estava querendo ir embora. sobre o corredor escuro. vamos ver onde isso vai dar (literalmente)
O diretor, a equipe e o público de Carnivàle foram informados sobre o cancelamento da série após o término da segunda temporada. O anúncio oficial do cancelamento pela HBO ocorreu em 11 de maio de 2005, cerca de um mês e meio após a exibição do último episódio da 2ª temporada, que foi ao ar em 27 de março de 2005. A decisão não foi comunicada durante a produção ou exibição da segunda temporada, o que significa que a equipe criou o final da temporada sem saber que seria, na verdade, o final da série. O criador Daniel Knauf tinha planos para uma história que se estenderia por seis temporadas (divididas em três "livros"). O cancelamento, atribuído principalmente aos altos custos de produção (cerca de US$ 2 milhões por episódio) e à queda na audiência, deixou muitas pontas soltas na trama, o que gerou frustração entre os fãs e a equipe. Uma pérola que jogaram no ralo!. indescritvível o sentimento que ficou com o término abrupto dessa grande série!. visto novamente.
Luz-Estrela transa com o panaca do Hughie sem usar camisinha e depois faz um aborto, usando do pretesto de que a culpa é a luta contra Vought! Ah vai a merda! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
The Boys (5ª Temporada)
3.8 16 Assista AgoraÉ… sei lá o que dizer kkk… Acho que essa história já não se sustenta mais. Mas vamos esperar os próximos episódios.
Se for mais do mesmo, vou terminar só pelos velhos tempos, quando a série era envolvente e mais amarrada.
Nesses dois episódios iniciais, estou achando as cenas de ação muito aceleradas. Notei uns cortes meio abruptos em certos momentos, e isso me irritou um pouco.
Manhunt: Unabomber (1ª Temporada)
4.2 167 Assista AgoraSomos seres desamparados.
E talvez toda a nossa sofisticação — religião, amor, carreira, ideias — não passe de um esforço contínuo para não desabar diante disso. Precisamos de sentido como quem precisa de ar, ainda que, no fundo, desconfiemos que esse sentido é uma construção frágil.
Ted Kaczynski viu algo que muitos preferem não ver: a vida moderna não resolve o mal-estar humano — apenas o organiza melhor. Troca o caos bruto por um desconforto administrado. E isso, para alguns, já é insuportável.
Mas ele não parou na constatação. Ele tentou transformar o próprio sofrimento em teoria. Deu ao seu desamparo uma linguagem lógica, quase científica. E aí mora o perigo: quando a dor ganha forma de argumento, ela começa a se parecer com verdade.
Kaczynski não falhou por ser pouco ou muito inteligente. Falhou porque acreditou demais na própria lucidez. Confundiu percepção com autoridade. Achou que enxergar o problema lhe dava o direito de corrigi-lo.
No fundo, há algo que ele não suportou aceitar: o fato de que o sofrimento humano não é um erro do sistema — é parte da condição. Não existe versão da vida onde o vazio desaparece. Só existem versões onde ele muda de nome.
E talvez seja isso que mais incomoda.
Porque aceitar isso exige uma espécie de coragem silenciosa: continuar vivendo sem a promessa de solução final. Sem a fantasia de que, ao derrubar algo, tudo se resolve.
Kaczynski quis acordar o mundo.
Mas, quebrado como estava, acabou apenas transformando o próprio abismo em missão.
E esse é um risco sempre presente:
quando o homem não suporta o próprio vazio, ele tenta corrigir o mundo.
Quase nunca dá certo.
Um homem inteligente, quando não suporta o próprio vazio, pode se tornar mais perigoso do que ignorante.
Task: Unidade Especial (1ª Temporada)
4.0 76 Assista AgoraEm Task – Unidade Especial, a série deixa claro que a vida é regida pela contingência, não por mérito moral. Ainda assim, ela não cai no relativismo fácil: mostra que escolhas erradas, sobretudo ligadas ao crime, não tornam a vida “trágica de forma nobre”, mas catapultam o sujeito para um sofrimento ainda mais degradado — para si e para terceiros. Não se trata apenas de ser preso ou morrer, mas de arrastar outros junto.
O detetive Tom Brandis encarna essa tensão de modo quase religioso. Há nele algo muito próximo do personagem de Sonhos de Trem: alguém que espera uma resposta de Deus para o sofrimento imposto a si e à própria família — e não encontra. O silêncio divino não consola; apenas aprofunda a sensação de abandono. Sua fé não desaparece de imediato, mas fica por um fio, sustentada mais pelo desespero do que pela convicção.
Quando surge o menino que ele salva, Tom interpreta aquilo como um possível sinal divino, quase um propósito: adotar a criança como forma de tamponar o vazio e o fracasso causados pelo outro filho adotivo. É a tentativa humana clássica de dar sentido retroativo à dor, como se o sofrimento precisasse justificar alguma coisa.
O golpe de lucidez vem quando seu amigo religioso o confronta:
“Seja menos mesquinho com o seu amor e pense no que é melhor para o garoto, não para você.”
Ali, Tom percebe algo devastador: ele não é excepcional. Nem sua dor, nem sua fé, nem sua tragédia o colocam fora da lógica brutal do mundo. O menino não é um sinal; é apenas mais uma vida vulnerável atravessada pelo acaso.
A série então fecha o círculo: mesmo quando escolhemos, a contingência nos alcança cedo ou tarde. A diferença é que algumas escolhas apenas nos colocam em trajetórias onde o sofrimento será mais intenso, mais sujo e mais compartilhado. Não há garantia de redenção, nem resposta divina — apenas a responsabilidade tardia por aquilo que fazemos enquanto esperamos por um sentido que talvez nunca venha.
Águas do Norte
4.0 21Gostei desse primeiro ep. vamos ver o decorrer dos demais ep.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 335 Assista AgoraO mundo quase acabou não por ódio, mas por falta de amor.
Nessa primeira temporada de Pluribus, Carol não cai por maldade, cai por fragilidade. Abandonada pela humanidade que jurava salvar, ela cede. Não a um grande argumento, mas ao apelo bruto do corpo. Zosia não vence pela razão, vence pela carne.
A pergunta incômoda permanece: o desejo — esse impulso fisiológico que pinga entre as pernas — é capaz de destruir uma convicção sustentada por mais de sessenta dias? Para Carol, sim. Convicções longas costumam ser frágeis quando nunca foram atravessadas pelo afeto.
Sem amor dos pais, Carol cresce tentando substituir carinho por grandiosidade. O narcisismo não é excesso de autoestima, é carência organizada. Suas obras não são altruísmo, mas pedidos de amor disfarçados de missão. Bastou o corpo falar mais alto que a tese para a moral cair de joelhos.
Mas há um detalhe decisivo: a honestidade ambígua de Zosia. Não existe sedução sem custo. Quando a verdade aparece, o encanto morre. E é justamente essa queda que devolve Carol aos trilhos.
Confesso: dei graças a Zeus ao vê-la retornar. Não por acreditar em redenção, mas porque às vezes a humanidade só é salva quando alguém percebe, a tempo, que estava se tornando aquilo que jurava combater — com a ajuda improvável do Rambo do Paraguai.
O mundo raramente é salvo por virtudes. Quase sempre é salvo pelo constrangimento tardio.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 511 Assista AgoraNem perderei meu tempo. acabou na 4 temporada.
Tremembé (1ª Temporada)
3.3 229 Assista AgoraJá sabemos o final dessa história! dane-se o resto e essa assa****. vou passar longe desse programa.
Família Soprano (6ª Temporada)
4.7 331 Assista AgoraA última temporada de The Sopranos é, antes de tudo, um grande lembrete daquilo que a cultura contemporânea tenta negar a qualquer custo: a vida não melhora, ela apenas se torna mais nítida. E é justamente essa nitidez que incomoda. Tony Soprano, depois de anos de terapia, traições, crises de pânico e tentativas patéticas de encontrar sentido no caos da própria vida, chega ao ponto em que qualquer adulto honesto chega — a consciência de que não há redenção garantida.
É curioso que muita gente veja Tony como um sociopata romântico. Isso é típico da nossa época: queremos glamourizar monstros porque dá menos trabalho do que assumir que a monstruosidade habita cada um de nós. A 6ª temporada joga essa verdade na nossa cara sem pudor. Tony não melhora. Ele não aprende. Ele não “evolui”. Porque pessoas reais, ao contrário do que coaching e autoajuda vendem, raramente mudam de verdade.
Se há algo que a 6ª temporada reafirma, é que The Sopranos nunca foi sobre a máfia, mas sobre a condição humana sem maquiagem. Tony Soprano é o retrato nu de nós mesmos quando as luzes do autoengano se apagam.
E como toda obra realmente adulta, termina sem consolo. Porque, ao contrário das séries envernizadas de hoje, The Sopranos entende que maturidade não é esperança — é lucidez.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 335 Assista AgoraA Carol como último suspiro da humanidade imperfeita
A Carol não é “má”. Má é a expectativa de que o ser humano deve aceitar, calado, alguma forma de aperfeiçoamento que lhe arrancará justamente aquilo que o torna humano: a inquietude, o medo, a resistência, a falha.
As pessoas que chamam a Carol de irritante ou agressiva estão, sem perceber, repetindo o velho discurso das ideologias que sempre aparecem prometendo um “novo homem”, uma “humanidade superior”. O vírus alienígena é só a metáfora moderna daquilo que as religiões, os sistemas políticos e as tecnologias sempre quiseram fazer: corrigir a alma humana.
No fundo, ela encarna o que Freud chamaria de pulsão de preservação — não da vida biológica, mas do eu, com todas as suas sombras. E o que Cioran diria? Que uma humanidade melhorada sem sofrimento é apenas uma caricatura pueril da vida. Uma infância eterna. Um zoológico de seres dóceis.
Carol está gritando contra isso.
Ela tem medo — e o medo é lúcido. Ela tem raiva — e a raiva é a prova de que ainda existe alguém ali dentro, alguém que não quer ser dissolvido num paraíso químico que ninguém pediu. O ser humano só é humano porque é atravessado pela própria decadência, pela própria falha. Um aperfeiçoamento imposto é uma forma sofisticada de eugenia sentimental.
No fundo, o que incomoda nas atitudes dela é a lembrança de que somos criaturas que não querem ser salvas — queremos ser nós mesmos. Mesmo quebrados. Mesmo obscuros.
E, sim: isso é sensatez. Isso é inteligência.
Isso é dignidade humana — ainda que fira, ainda que doa.
Família Soprano (3ª Temporada)
4.6 149 Assista AgoraSensacional! É impressionante como Família Soprano se constrói em camadas, episódio após episódio, temporada após temporada. Cada avanço da narrativa revela não apenas a complexidade dos personagens, mas também a profundidade psicológica e moral que a série ousa explorar. O episódio 11 — Pine Barrens — é, para mim, o grande destaque até aqui: uma mistura perfeita de tensão, absurdo e humor negro.
A sequência de Paulie e Christopher perdidos na neve, tentando sobreviver enquanto se digladiam, sintetiza de forma brilhante o caos existencial que ronda todo o universo da série. É um episódio que, isoladamente, já mostra por que The Sopranos é considerada uma obra-prima da televisão moderna.
Mindhunter (2ª Temporada)
4.3 426Fodastica!! uma pena ter sido cancelada..
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 462 Assista AgoraGeral aí usando como ponta de frecha o argumento da série não ser legal como a história do jogo, pelo falto da aparência da atriz que interpreta a Ellie. bom... vou deixar a minha opinião aqui...
O verdadeiro problema não é a atriz não seguir um padrão de beleza imposto, mas sim o fato de ela não ter nada a ver com a Ellie do jogo (não falo sobre fisionomia). Pelo menos, não com a Ellie do primeiro The Last of Us. Achei ela muito empoderada e o Joel, muito fragilizado (não que a dor pela perda de uma filha não deva ser levada em consideração), mas no jogo o Joel é "fodão", e a Ellie tem uma certa delicadeza, além de uma grande necessidade de ser preparada e treinada para enfrentar o caos. A cena do passeio da Ellie no shopping com a amiga, na 1ª temporada, foi chata pra caramba. Além disso, nada de zumbis na 1ª temporada. A real é que eu vi muito empoderamento feminino e fragilidade masculina. mas gosto é gosto. E digo que compreendo que exista um público que critica a aparência da atriz.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraA série é bem desenvolvida, tanto o enredo quanto a narrativa. Não há do que reclamar. Mas acho que deve ter um fim na terceira temporada. Não dá mais para sustentar esse mistério por mais uma temporada apenas para garantir uma quarta. Ano que vem (se não houver surpresas), que venha o desfecho!"
Game of Thrones (3ª Temporada)
4.6 1,8K Assista AgoraDesisto... Elenco e enredo entediantes! (menos o grandioso Peter Dinklage), falta de uma conexão mais harmoniosa de uma cena para outra, de um Ep para o outro. série, história e personagens totalmente apáticos...
Ladrões de Drogas
3.2 26 Assista AgoraNo aguardo!
O Dia do Chacal (1ª Temporada)
4.1 93 Assista AgoraAté que curti. o papél caiu com uma luva pro Eddie Redmayne.
Não sei se é algo específico na atuação da Lashana Lynch, mas não to curtindo muito ela não hem. Mas talvez seja papél de filh@$ da p@#$ta que ela está atuando. caso for isso, ela está indo muito bem então hahahaha!. obs: Ainda estou no ep 4 e se ela for uma tremenda de uma Vira-casaca vai salvar ela do meu ranso! pois não consigo aceitar ela sendo do
lado correto não kkkkk
Game of Thrones (2ª Temporada)
4.6 1,6K Assista AgoraNão entendo o porquê de tanta babação de ovo com essa série. Assim como a 1ª temporada, esta 2ª temporada segue a mesmice: apática e morna! Até Vikings, com seus momentos de enrolação, consegue ser um pouco melhor. Creio que a maior parte do público da série, na época, era formada por adolescentes." nota 7
Game of Thrones (1ª Temporada)
4.6 2,3K Assista AgoraMe recordo de que, na época do seu lançamento, muita gente foi às redes proclamar que a série era melhor do que Breaking Bad, mesmo que isso não fizesse muito sentido, já que são gêneros diferentes. Pois bem, venho aqui dizer que Breaking Bad, em termos de atuações e produção, é superior!
Game of Thrones é superestimado? Não sei, pois acabei a primeira temporada ontem, e o que posso dizer é que houve, sim, um certo hype exagerado na época. É uma série bem feita, mas não me deixou extasiado, como os fãs tanto disseram e dizem sobre essa primeira temporada. Nota: 8.
Edit: A grande cereja do bolo pra mim foi o personagem do Peter Dinklage. os melhores momentos da série é quando ele entra em cena!
Magnatas do Crime (1ª Temporada)
3.8 65 Assista AgoraTirando algumas nunaces em alguns momentos, achei boa essa primeira temporada. mesmo assim continuo achando o filme com um tom mais sólido e desenvolvido. sei que não da pra comparar uma série com um filme, falo sobre a direção de Guy Ritchie. apenas acho que na direção do filme ele soube mesclar melhor os momentos sérios com os momentos hilários.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraQue demora pra lançarem essa 2 temporada hem?!
A deixa foi o que o Irving disse pro Dylan, na hora que ele estava querendo ir embora. sobre o corredor escuro. vamos ver onde isso vai dar (literalmente)
Carnivàle (2ª Temporada)
4.4 39O diretor, a equipe e o público de Carnivàle foram informados sobre o cancelamento da série após o término da segunda temporada. O anúncio oficial do cancelamento pela HBO ocorreu em 11 de maio de 2005, cerca de um mês e meio após a exibição do último episódio da 2ª temporada, que foi ao ar em 27 de março de 2005.
A decisão não foi comunicada durante a produção ou exibição da segunda temporada, o que significa que a equipe criou o final da temporada sem saber que seria, na verdade, o final da série. O criador Daniel Knauf tinha planos para uma história que se estenderia por seis temporadas (divididas em três "livros").
O cancelamento, atribuído principalmente aos altos custos de produção (cerca de US$ 2 milhões por episódio) e à queda na audiência, deixou muitas pontas soltas na trama, o que gerou frustração entre os fãs e a equipe.
Uma pérola que jogaram no ralo!. indescritvível o sentimento que ficou com o término abrupto dessa grande série!. visto novamente.
The Boys (4ª Temporada)
3.6 369 Assista AgoraLuz-Estrela transa com o panaca do Hughie sem usar camisinha e depois faz um aborto, usando do pretesto de que a culpa é a luta contra Vought! Ah vai a merda! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Matéria Escura (1ª Temporada)
4.0 152 Assista AgoraO livro foi foda demais! vamos ver a série!
True Detective: Terra Noturna (4ª Temporada)
3.4 273 Assista AgoraQuerem algo do mesmo nível da primeira e da terceira temporade de True Detective?, vejam a minissérie Mare of Easttown. hihihi