Talvez a vida seja tão simples e todos sabem disso, aos 10 anos sentimos grandes, pequenos, com medo e a vontade. Aos 20 e 60 sentimos pequenos, grandes, a vontade e com medo, não é um ciclo, nem uma nostalgia, é a vida, a nossa mente que se encarrega das nossas dúvidas e nosso corpo que carrega nossas dores.
Dessa simplicidade da vida resumida em pequenas frases que carregam todas as histórias possíveis, desde alegrias, dores ou tristezas, de uma infância de descobertas e uma velhice de começos, onde tudo se interliga nas questões mais simples.
“The music sounded chaotic at first, but then she liked it”
A simplicidade está presente nos enquadramentos e espaços, nas danças na casa e no corpo deitado na natureza na certeza que ali é o lugar mais certo para se estar e depois descobrir que na realidade aquele sentimento era o medo da natureza. Todos os dias existe algo novo para descobrir, sentir medo, sentir alegria ou sentir nada.
Por que a vida também é feita de nada, daqueles momentos onde reforçamos em dizer que “nada acontece”, mas estamos sentindo, respirando, pensando que nada está acontecendo mesmo e nos culpando por esse vazio ou pensando que somos justos porque às vezes é bom fazer nada para aliviar a mente, mesmo sabendo que não alivia.
Aos 10 anos não sabemos se nosso rosto devia ser diferente e aos 30 nos sentimos impostores, aos 20 nos perguntamos se somos interessantes e aos 50 não entendemos nossos sentimentos. Talvez a idade não seja tão importante assim.
Nada tem uma resposta, nada tem uma solução é tudo tão aberto que temos medo, mas também temos medo daquilo que é fechado, imutável. A única coisa permanente nos tempos que decorrem em anos que poderíamos perder as contas, são os sentimentos, que permanecem com os mesmos nomes, mas direcionam para coisas diferentes e são fáceis de encontrar.
“Ele morreu sozinho no campo numa manhã de verão enquanto sonhava com a lua, seis semanas depois um girassol nasceu em sua cabeça”
São tantas coisas expressadas nesses pequenos buracos queimados desta película de memórias e de vida de Bill, ou de nossa película da vida. São as histórias que preenchem o vazio, é se olhar nas repetidas rotinas e pensar se aquilo é o que precisamos ou se somos escravos de nós mesmos ou de nosso (des)conforto que fingimos serem completos para nós, mas não chegam a suprir a vida que tivemos a sorte ou a azar de receber.
São tantos dias bonitos que vivemos São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos que não São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos que não me lembro que São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos que não me lembro que são tantos dias bonitos que vivemos.
Bill ou nós ou eu vivemos em tantos dias bonitos que não sabemos se o dia bonito foi ontem quando acordamos e olhamos para o celular Se o dia bonito foi nessa manhã quando acordamos e olhamos o celular e vimos que ontem acordamos e olhamos o celular, pois clicamos em curtir na mesma foto só que hoje tinha um filtro diferente.
São tantos dias entre nós que olhamos essas telas, do celular ao cinema e viajamos para tantos lugares, inventamos tantas histórias que não sabemos se vivemos para vê-las ou se vivemos para viver a nossa vida ou se vivemos para viver nossa vida que é ver essas outras histórias.
Bill despertou em uma manhã e reparou que sempre colocou a chave no mesmo lugar, em outro dia ele percebeu que todos tinham o mesmo rosto, em outro dia ele percebeu que todos tinham o mesmo rosto que desviavam entre si, em outro dia ele percebeu que todos tinham o mesmo rosto que desviavam entre si por que não queriam se lembrar dos mesmos rostos que viam todos os dias.
Se a vida é uma repetição de dias bonitos, bom, que dia bonito hoje :)
Curta de 11 minutos, que se aprofunda em uma trilha que te deixa imerso em imagens desfocadas, difíceis de decifrar, acompanhando um diálogo, ou seria um monólogo(?), que se repete como um poema, que se aprofunda em cada final do verso e te deixa com um peso no fim de tudo. É um grito em um vazio, um juramento que não cumpre, uma dor que não se acaba, que não tem uma razão, nem um fim, ou talvez o fim seja esse, a contemplação do que aconteceu repetidas vezes, com a dor te envolvendo em cada frase, com a memória te castigando com uma lembrança a mais a cada repetição.
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I Am Easy To Find
4.5 20“Could she run forever?”
Talvez a vida seja tão simples e todos sabem disso, aos 10 anos sentimos grandes, pequenos, com medo e a vontade. Aos 20 e 60 sentimos pequenos, grandes, a vontade e com medo, não é um ciclo, nem uma nostalgia, é a vida, a nossa mente que se encarrega das nossas dúvidas e nosso corpo que carrega nossas dores.
Dessa simplicidade da vida resumida em pequenas frases que carregam todas as histórias possíveis, desde alegrias, dores ou tristezas, de uma infância de descobertas e uma velhice de começos, onde tudo se interliga nas questões mais simples.
“The music sounded chaotic at first, but then she liked it”
A simplicidade está presente nos enquadramentos e espaços, nas danças na casa e no corpo deitado na natureza na certeza que ali é o lugar mais certo para se estar e depois descobrir que na realidade aquele sentimento era o medo da natureza. Todos os dias existe algo novo para descobrir, sentir medo, sentir alegria ou sentir nada.
Por que a vida também é feita de nada, daqueles momentos onde reforçamos em dizer que “nada acontece”, mas estamos sentindo, respirando, pensando que nada está acontecendo mesmo e nos culpando por esse vazio ou pensando que somos justos porque às vezes é bom fazer nada para aliviar a mente, mesmo sabendo que não alivia.
Aos 10 anos não sabemos se nosso rosto devia ser diferente e aos 30 nos sentimos impostores, aos 20 nos perguntamos se somos interessantes e aos 50 não entendemos nossos sentimentos.
Talvez a idade não seja tão importante assim.
Nada tem uma resposta, nada tem uma solução é tudo tão aberto que temos medo, mas também temos medo daquilo que é fechado, imutável. A única coisa permanente nos tempos que decorrem em anos que poderíamos perder as contas, são os sentimentos, que permanecem com os mesmos nomes, mas direcionam para coisas diferentes e são fáceis de encontrar.
It's Such a Beautiful Day
4.5 15“Ele morreu sozinho no campo numa manhã de verão enquanto sonhava com a lua, seis semanas depois um girassol nasceu em sua cabeça”
São tantas coisas expressadas nesses pequenos buracos queimados desta película de memórias e de vida de Bill, ou de nossa película da vida. São as histórias que preenchem o vazio, é se olhar nas repetidas rotinas e pensar se aquilo é o que precisamos ou se somos escravos de nós mesmos ou de nosso (des)conforto que fingimos serem completos para nós, mas não chegam a suprir a vida que tivemos a sorte ou a azar de receber.
São tantos dias bonitos que vivemos
São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os
São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos
São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos que não
São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos que não me lembro que
São tantos dias bonitos que vivemos para suprir os dias bonitos que não me lembro que são tantos dias bonitos que vivemos.
Bill ou nós ou eu vivemos em tantos dias bonitos que não sabemos se o dia bonito foi ontem quando acordamos e olhamos para o celular
Se o dia bonito foi nessa manhã quando acordamos e olhamos o celular e vimos que ontem acordamos e olhamos o celular, pois clicamos em curtir na mesma foto só que hoje tinha um filtro diferente.
São tantos dias entre nós que olhamos essas telas, do celular ao cinema e viajamos para tantos lugares, inventamos tantas histórias que não sabemos se vivemos para vê-las ou se vivemos para viver a nossa vida ou se vivemos para viver nossa vida que é ver essas outras histórias.
Bill despertou em uma manhã e reparou que sempre colocou a chave no mesmo lugar, em outro dia ele percebeu que todos tinham o mesmo rosto, em outro dia ele percebeu que todos tinham o mesmo rosto que desviavam entre si, em outro dia ele percebeu que todos tinham o mesmo rosto que desviavam entre si por que não queriam se lembrar dos mesmos rostos que viam todos os dias.
Se a vida é uma repetição de dias bonitos, bom, que dia bonito hoje :)
Assistido em 18/04/2020
Travis
3.4 2Curta de 11 minutos, que se aprofunda em uma trilha que te deixa imerso em imagens desfocadas, difíceis de decifrar, acompanhando um diálogo, ou seria um monólogo(?), que se repete como um poema, que se aprofunda em cada final do verso e te deixa com um peso no fim de tudo.
É um grito em um vazio, um juramento que não cumpre, uma dor que não se acaba, que não tem uma razão, nem um fim, ou talvez o fim seja esse, a contemplação do que aconteceu repetidas vezes, com a dor te envolvendo em cada frase, com a memória te castigando com uma lembrança a mais a cada repetição.