Os caras demoraram 12 temporadas, mas o salto em termos de produção técnica são notáveis. A estrutura dos episódios se tornou mais sólida e agora existe um fio que segue os acontecimentos, não apenas por arcos, mas criando uma noção de "mundo real", basta ver como agora existem mais coadjuvantes recorrentes, policiais fora da Inteligência que fazem pequenas pontas, como os acontecimentos de um episódio reverberam nos demais, mesmo que apenas com menções sutis e em plano de fundo, já acaba dando muito mais profundidade. A fotografia, a trilha sonora, o ritmo da ação e impacto nos personagens, a forma de edição, tudo deu uma melhorada boa.
Eu não sei o nome de nenhum personagem, sempre ficava confuso de quem eles estavam falando e mesmo quando mostravam a cara em flashback eu ficava: "quem é esse?" O conceito do protagonista é mais legal que a trama em si, ao ponto que ficou perdido, é tipo um John Wick em um filme que não é sobre ele.
Parece uma primeira temporada de série cancelada na pré-produção e readaptada. Todo o arco narrativo do marido buscando a mulher podia ser cortado, ele anda em círculos e não acrescenta em nada: faça o teste, imagine a série sem ele, o que mudaria?
Enquanto o arco da esposa dele é muito, mas muito insatisfatório, não só pela facilidade com que as peças se encaixam como pelo desfecho também insatisfatório, e não se trata aqui de uma ideia dos criadores de criarem um final anticlimático, basta pensa que os vilões sabiam que a protagonista também era uma testemunha e eles simplesmente esquecem que ela continua viva, nem se esforçam em ir atrás dela e do filho dela, é um surto de dissociação coletiva. O mesmo vale para o arco do governador e posto comercial que é inútil e o desfecho do "grande vilão" cujas vilanices nunca miram o casal principal, tem todo um desfecho de "continua na próxima temporada", o que também o torna inútil. Além da cena da batalha final da tribo contra os vilões, que é dramático como uma novela mexicana e termina no ponto de partida, sem nada acrescentar ao universo narrativo, parece ter sido feita só pelo prazer dos realizadores fazerem uma sequencia de ação. Em contrapartida, o núcleo principal é tão bem amarrado que todos os elementos em tela tem ou terão uma função: objetos, lugares, personagens, diálogos, nada é inútil, tudo se complementa, bem aos moldes da regra de Tchekhov, parecendo que foi um núcleo escrito por outra pessoa. Apesar que o fim é meio chinfrim também. Enfim, é uma minissérie que quer condensar todos os estereótipos e arquétipos de faroeste em seis episódios, é divertido, promete muito, mas não entrega.
Gosto do clima de um Fallout sério da série, mas odiei cada segundo do núcleo com adolescentes e tanto o twist da revolução como o encerramento do arco da protagonista eram bolas cantadas desde o começo. Dito isso, como odeio esses ganchos covardes para te deixar ansioso com o que vai acontecer na terceira temporada. Falta um degrau para a série virar uma herdeira da Warner Channel.
É uma boa segunda temporada de uma série que não tem primeira. Não vi as animações, talvez seja uma continuação direta, mas isso criou o problema de deixar a sensação que os personagens não são introduzidos, desenvolvidos e desse modo atravessam um arco, é como se eles já fossem conhecidos de todos que assistem, o que impede que se crie vínculos com eles para quem não os conhecia previamente. Caguei para todos eles. Medíocres, chatos, uns jedis maconheiros que só fazem cara zen e levam porrada. Ninguém é foda nessa série, tudo mais ou menos (uma das personagens é inclusive chamada de a pior candidata a jedi de todos os tempos), e isso reflete nas lutas (tem uma cena da Ahsoka que ela está literalmente movendo em câmera lenta o sabre, sem energia nenhuma, até ela estava cansada). Os vilões, rapaz... um quer ser menos preto e branco, ter camadas, ser o vilão carismático que a gente ama, mas só consegue ser um tiozão meio morto no fim do churrasco, e sua pupila é uma streaming de LOL triste, com olhar de gato abandonado cuja motivação é bem qualquer coisa e dá mais vontade de brigar com RH que contratou a moça que de fato temer sua malvadeza. O blue men é quase legalzinho no papel de vilão, mas fica no quase. Galera que amou foi pela nostalgia, amor pelos personagens já conhecidos previamente, para quem só pode julgar a série é bem mediana. Um Star Wars sem força.
Que personagem inútil, marrenta, arrogante e burra é a Nynaeve na série. Não sei como é nos livros, mas aqui parece uma adolescente de 14 anos respondona que fica fazendo birra e sendo sem educação com todo mundo, e olha que metade dos problemas da série é culpa dela e ela não só continua arrogante como não serve para nada. A série como um todo é muito problemática, falta carisma nos personagens, difícil de apegar. A mais legalzinha e humana é a princesa que brota do nada na trama, mas mesmo assim é tão construída sobre clichês que fica triste. Muito problemática a produção, os cortes, o roteiro, na moral, alguém demite os roteiristas e prende o produtor que dá bom. Porque até as reclamações que tenho dos personagens é fruto dessa bagunça adolescente que é o roteiro e da cabeça de quem pede para "fazer qualquer coisa que o público não liga" do produtor.
Uma série sobre como os homens bostas vencem no final porque as mulheres carregam. E tipo... parece filme dos anos 80 em incongruências, por exemplo: alguém se fere na perna gravemente, e ninguém pensa em fazer uma atadura, sai carregando a pessoa e deixa sangrando assim mesmo, ou num tiroteio nenhum tiro acerta ninguém, exceto para fins dramáticos, mesmo tiros a queima roupa. É aquelas séries ruins mas que a gente ama.
Bem menos mágico, bem menos original em termos de ambientação e criação de mundo, e ainda trocara a fofura da infância pela chatice da adolescência. E como tem personagem chato nessa série!
Talvez eu não seja o público alvo, embora eu não entenda porque algo para adolescentes precise ter um roteiro tão preguiçoso e furado. Do primeiro episódio para frente é só queda.
A fã série mais cara das história, porque ao menos em termos de roteiro esse é o nível dos caras. E meu deus, alguém coloca um óculos para esse míope que dirige a fotografia, o cara filma colado no rosto dos atores, parece produção dos anos 90 de TV aberta. Fora isso, incríveis efeitos, ação mediana e um ótimo uso de elementos do jogo. E quando você pensa que o Mandaloriano demorou mais para tirar o capacete dá uma dor na alma, mais de vinte anos de lore para nada.
Podia ter sido foda, mas é apenas genérico, um genérico de luxo, mas mesmo assim sem alma. A fotografia insiste em planos fechados, tirando qualquer grandiosidade narrativa. Todas as batalhas são sem inspiração e só cumprem um papel narrativo, sem um apelo real, tanto que são jogadas no meio de episódios, sem preparação ou desenvolvimento de pano de fundo, acontece uma batalha, ela acaba, o cenário muda e isso não teve impacto visível na narrativa. Os atores são bem fracos, principalmente os mais jovens e não existe um desenvolvimento real dos "cinco dragões", apenas da maga e seu guarda costas. Faltou aprofundamento, no geral os personagens são estereótipos quase caricaturais, ao ponto de serem, na real, bem chatos, uns tipinhos invocados, que gostam de falar grosso porque sim. Não tem aquele espirito épico, que invoca feitos heroicos em acontecimentos que podem mudar o mundo, ao contrário, é tudo jogado em um micro cosmos digno de uma série da CW. Vale como passatempo, se você não tiver mais nada para assistir. Não é feio, é funcional, mas não vai além do medíocre.
Do primeiro episódio para frente é só queda, uns caem mais rápido, outros sustentam um pouco, mas é só decepção. Velho... a Yennefer dando abraços e suplicando... a Yennefer suplicando!!!! Quem diabos é essa personagem? Não gostei da representação dos bruxos, principalmente do Vesemir. E a bem da verdade, não existe aquele momento de construção de laços dos personagens, o roteiro exige que você aceite que eles existam, mas não mostra esse desenvolvimento. O último ep. é tedioso e existem tantas convenções narrativas (tipo os anões que brotam no ar e topam um missão sem nem saber qual do nada, ou a fácil locomoção dos personagens, mesmo sem portais, o mundo de The Witcher é um bairro de uma cidade pequena!). O que mantém a série de verdade é o apego aos personagens, que sozinhos são melhores que o talento dos roteiristas e produtores.
O primeiro ep. dessa segunda temporada é uma das coisas mais fodas que já vi, enquanto o segundo inverte a personalidade de Eskel e Lambert (que tradução bosta para um dos nomes, a propósito) e deu um final bem lamentável para um dos personagens mais queridos dos bruxeiros. Por sua vez, o tio Vesemir, tem o rosto identico ao dos games e a pinta de um ator porno dos anos 80. Mas o que tem de easter egg nesse ep. dos jogos, piscando para os fãs é lindo demais. Aquele talismã na arvore foi doce. E como a atriz da Ciri ficou mais bonita de uma temporada para outra.
Muito divertido. Bem perturbador um monte de adulto agindo igual criança, fazendo filinha, sentando no chão e levando bronca igual aluninhos do fundamental. E tem gente que diz que escola não é assustadora. O único ponto negativo é a visão bem racista do personagem paquistanês, mas o oriente do qual faz parte a Coréia do Sul sempre tem problemas na hora de retratar outras etnias que não sejam asiáticas ricas, europeias e estadunidenses, não é um problema exclusivo dessa série.
Segundo a moral do anime: abandonar a filha é positivo para o crescimento dela e não deixa sequelas, basta fazer um pouco de birra que o trauma da criança passa... Como sempre a necessidade de fazer finais bonitinhos levam a decisões muito erradas nesses dramas de anime. A animação é linda e até o último episódio o anime é ótimo, mas o final é patético. Toda coragem que tiveram em construir uma protagonista que não é só auto piedade e mostra os conflitos internos de uma adolescente vivendo um inferno emocional desaparecem no último ep em nome do espírito da novela das nove. Podia ser O anime de esporte, só pela qualidade da animação e o foco no drama pessoal - cara, sempre batem na tecla de como o esporte pode salvar vidas e dar sentido social e aqui martelaram essa tecla e pararam a música antes de acabar, desperdiçando um puta potencial. Agora, se fizerem mais um curta de dois minutos só com a mãe da protagonista ouvindo todas as verdades que merece e ganhando uns tapas na cara volto atrás no que disse.
kkkkkkkkkkkk existe algo mais assustador que um invencível lutador geriátrico? E eu que achava que os molequinhos com físico raquítico dando porrada em geral exagerado. Essa série é brega, mas um brega bom. Apesar de ter pegado uma lista de clichês para séries adolescentes e seguido a lista a risca ao invés de se preocupar com roteiro. Era uma puta chance de fazer um aprofundamento real (no sentido de realista) sobre vários assuntos, poxa, a série começou assim, mas terminou nos melhores níveis de Sessão da Tarde. Mas preciso dizer que me incomoda demais o fato da molecada invadir a casa dos outros, espancar as pessoas, talvez até cometerem umas tentativas de homicídio e isso não gerar consequências legais. Além disso, terminar uma história que envolve todo tipo de agressão e um braço quebrado em um simples "me desculpe" e está tudo bem me parece uma mensagem perigosa. Fora que explorar as artes marciais como mera forma de "combater os valentões" é muito reducionista. Mas para quem quer desligar o cérebro e esquecer o que viu logo em seguida, é um bom divertimento.
O único defeito dessa série é me fazer querer comprar as HQs. Dito isso, finalmente a Netflix entregou uma série grande de qualidade. Curioso como seus melhores trabalhos envolvem crianças e quando tentam ir para outro caminho saí... O Legado de Júpiter. Enfim, queria a segunda temporada logo e uma playlist das músicas dessa temporada. E sério, a Netflix podia investir em adquirir umas câmeras nesse nível, a qualidade bate no teto e não fica artificial como costuma acontecer com as produções com muitos efeitos da empresa.
Dropei no segundo episódio. É o livro que menos gosto do King, mas aqui os caras estão de parabéns tornando ainda pior. Não tem nenhuma função narrativa a trama não ser linear e o pior é que eles com isso apagam encontros que deveriam ser pontos altos, começam histórias pela metade, como a do Stu e nunca focam no surto da praga propriamente, que é um dos momentos mais legais do livro. É uma macro história contada de um micro cosmo bem mediano. Outra coisa que me incomodou demais, a Frannie é uma das protagonistas do livro, por que cargas d'água transformaram ela em coadjuvante do próprio núcleo e deram o foco para o personagem mais molambento da história toda? (que aqui é uma copia caricata do Jim Carrey). Acho que nem vale a pena questionar o por quê do único núcleo mudado ter sido o da protagonista mulher. Mas enfim, não é insuportável, deve ser um bom passatempo, mas não vai te levar a lugar nenhum. Vá ver o filme do Pelé que é mais jogo (sem trocadilho).
Dizem que odiadores irão odiar, mas estão indo demais aqui. Não é uma super produção, nem em termos de valor de produção, nem em técnica, atuações, mas passa no crivo da pipoca com louvor e é bem mediano, não é a porcaria que estão pintando nos comentários. Dizem que a história não progride, na verdade a maior reclamação é que não explica kkkkkk, o que faz questionar se o problema tá na série ou nos caras que estão vendo, pq não tem nada complexo aqui, ou que reinvente a roda, meu QI abaixo da média foi o suficiente para não ficar perdido na trama. Os efeitos são sim competentes, o que realmente destrói a série, principalmente as cenas de ação é a montagem e a fotografia. Eles fizeram uma opções de cortes e ângulos que além de básico refletem os menos inspirados episódios de Power Rangers (com exceção do efeito de uma personagem que entra no meio de um raios e de um fundo roxo que é pior que os efeitos dos anos 90). Basicamente faltou alguém que sabia o que estava fazendo na hora de editar para criar planos empolgantes ao invés de infantis. Além disso, a edição poda as cenas, tirando o peso, o drama, o impacto, não existe respiro ou notas longas na composição. E o diretor de fotografia, pelo amor de deus, alguém dê um óculos para ele, pq pela quantidade de closes filmando os poros nasais dos atores nas cenas dramáticas e a câmera em alturas e ângulos bizarros nas cenas de ação, só podem significar que o cara é míope. Os atores lutando também é engraçado, é o básico do básico, e tem uma cena em que a super mãe luta com um cara que dá choque onde ela saí correndo que podia facilmente virar um meme. Os uniformes também não ajudam, nem as cores berrantes que a fotografia escolheu as vezes. A mudança do formato de tela é meio sem propósito, mas a gente engole. Fora isso, a trama prende o bastante para você querer saber o que vem a seguir, e quando você finalmente começa a simpatizar com os personagens (o que demora MUITO por conta do recurso não linear que escolheram para contar a história) você até começa a gostar mais do todo. O tom da narrativa é problemático também. Ele quer subverter o gênero sendo adulto, mas tem medo de mostrar sexo e violência, ao ponto de terem cenas que ao invés de apimentadas são totalmente sem sal e ao invés de cenas impactantes e elaboradas, são meio ridículas e bem escola básica de cinema. Ao mesmo tempo, o roteiro fica batendo na mesma tecla sem nenhuma sutiliza e entra outra vez no dilema de querer ser adulto ao mesmo tempo que empurra dramas adolescentes dezenas de vezes, e na moral, se você tem mais de vinte anos e seus pais te colocam de castigo você é um fracassado com super poderes. A maquiagem é outro ponto problemático, principalmente quando quer envelhecer os atores mais jovens, fica bem falsa e acaba quebrando a imersão. Salvo isso, tudo bem que The Boys e a Marvel subiram bem a régua para gênero de heróis, mas se aceitar que apesar do diretor meia boca, do diretor de fotografia cego, dos montadores estagiários e do produtor que deveria ser prezo, a história é um passatempo despretensioso, é divertido de ver.
Chicago P.D.: Distrito 21 (12ª Temporada)
4.0 8 Assista AgoraOs caras demoraram 12 temporadas, mas o salto em termos de produção técnica são notáveis. A estrutura dos episódios se tornou mais sólida e agora existe um fio que segue os acontecimentos, não apenas por arcos, mas criando uma noção de "mundo real", basta ver como agora existem mais coadjuvantes recorrentes, policiais fora da Inteligência que fazem pequenas pontas, como os acontecimentos de um episódio reverberam nos demais, mesmo que apenas com menções sutis e em plano de fundo, já acaba dando muito mais profundidade. A fotografia, a trilha sonora, o ritmo da ação e impacto nos personagens, a forma de edição, tudo deu uma melhorada boa.
Chicago P.D.: Distrito 21 (1ª Temporada)
4.3 75 Assista AgoraÓtima série para dormir. Você desliga o cérebro, guarda, deita e no dia seguinte continua de onde parou.
Sem Piedade
3.7 16 Assista AgoraEu não sei o nome de nenhum personagem, sempre ficava confuso de quem eles estavam falando e mesmo quando mostravam a cara em flashback eu ficava: "quem é esse?" O conceito do protagonista é mais legal que a trama em si, ao ponto que ficou perdido, é tipo um John Wick em um filme que não é sobre ele.
Terra Indomável
3.9 95 Assista AgoraParece uma primeira temporada de série cancelada na pré-produção e readaptada. Todo o arco narrativo do marido buscando a mulher podia ser cortado, ele anda em círculos e não acrescenta em nada: faça o teste, imagine a série sem ele, o que mudaria?
Enquanto o arco da esposa dele é muito, mas muito insatisfatório, não só pela facilidade com que as peças se encaixam como pelo desfecho também insatisfatório, e não se trata aqui de uma ideia dos criadores de criarem um final anticlimático, basta pensa que os vilões sabiam que a protagonista também era uma testemunha e eles simplesmente esquecem que ela continua viva, nem se esforçam em ir atrás dela e do filho dela, é um surto de dissociação coletiva. O mesmo vale para o arco do governador e posto comercial que é inútil e o desfecho do "grande vilão" cujas vilanices nunca miram o casal principal, tem todo um desfecho de "continua na próxima temporada", o que também o torna inútil. Além da cena da batalha final da tribo contra os vilões, que é dramático como uma novela mexicana e termina no ponto de partida, sem nada acrescentar ao universo narrativo, parece ter sido feita só pelo prazer dos realizadores fazerem uma sequencia de ação. Em contrapartida, o núcleo principal é tão bem amarrado que todos os elementos em tela tem ou terão uma função: objetos, lugares, personagens, diálogos, nada é inútil, tudo se complementa, bem aos moldes da regra de Tchekhov, parecendo que foi um núcleo escrito por outra pessoa. Apesar que o fim é meio chinfrim também. Enfim, é uma minissérie que quer condensar todos os estereótipos e arquétipos de faroeste em seis episódios, é divertido, promete muito, mas não entrega.
Silo (2ª Temporada)
3.8 129 Assista AgoraGosto do clima de um Fallout sério da série, mas odiei cada segundo do núcleo com adolescentes e tanto o twist da revolução como o encerramento do arco da protagonista eram bolas cantadas desde o começo. Dito isso, como odeio esses ganchos covardes para te deixar ansioso com o que vai acontecer na terceira temporada. Falta um degrau para a série virar uma herdeira da Warner Channel.
The Umbrella Academy (4ª Temporada)
2.8 94 Assista AgoraSe pudesse dar um salto no tempo e falar para o eu do passado nunca começar a ver isso...
Star Wars: Ahsoka (1ª Temporada)
3.9 148 Assista AgoraÉ uma boa segunda temporada de uma série que não tem primeira. Não vi as animações, talvez seja uma continuação direta, mas isso criou o problema de deixar a sensação que os personagens não são introduzidos, desenvolvidos e desse modo atravessam um arco, é como se eles já fossem conhecidos de todos que assistem, o que impede que se crie vínculos com eles para quem não os conhecia previamente. Caguei para todos eles. Medíocres, chatos, uns jedis maconheiros que só fazem cara zen e levam porrada. Ninguém é foda nessa série, tudo mais ou menos (uma das personagens é inclusive chamada de a pior candidata a jedi de todos os tempos), e isso reflete nas lutas (tem uma cena da Ahsoka que ela está literalmente movendo em câmera lenta o sabre, sem energia nenhuma, até ela estava cansada). Os vilões, rapaz... um quer ser menos preto e branco, ter camadas, ser o vilão carismático que a gente ama, mas só consegue ser um tiozão meio morto no fim do churrasco, e sua pupila é uma streaming de LOL triste, com olhar de gato abandonado cuja motivação é bem qualquer coisa e dá mais vontade de brigar com RH que contratou a moça que de fato temer sua malvadeza. O blue men é quase legalzinho no papel de vilão, mas fica no quase. Galera que amou foi pela nostalgia, amor pelos personagens já conhecidos previamente, para quem só pode julgar a série é bem mediana. Um Star Wars sem força.
Pluto (1ª Temporada)
4.1 50 Assista AgoraMelhor anime de 2023. Só o fato do vilão ser o EUA ao invés dos salvadores do mundo já faz valer o rolé.
A Roda do Tempo (2ª Temporada)
3.7 53 Assista AgoraQue personagem inútil, marrenta, arrogante e burra é a Nynaeve na série. Não sei como é nos livros, mas aqui parece uma adolescente de 14 anos respondona que fica fazendo birra e sendo sem educação com todo mundo, e olha que metade dos problemas da série é culpa dela e ela não só continua arrogante como não serve para nada. A série como um todo é muito problemática, falta carisma nos personagens, difícil de apegar. A mais legalzinha e humana é a princesa que brota do nada na trama, mas mesmo assim é tão construída sobre clichês que fica triste. Muito problemática a produção, os cortes, o roteiro, na moral, alguém demite os roteiristas e prende o produtor que dá bom. Porque até as reclamações que tenho dos personagens é fruto dessa bagunça adolescente que é o roteiro e da cabeça de quem pede para "fazer qualquer coisa que o público não liga" do produtor.
Alice in Borderland (2ª Temporada)
4.0 197 Assista AgoraUma série sobre como os homens bostas vencem no final porque as mulheres carregam. E tipo... parece filme dos anos 80 em incongruências, por exemplo: alguém se fere na perna gravemente, e ninguém pensa em fazer uma atadura, sai carregando a pessoa e deixa sangrando assim mesmo, ou num tiroteio nenhum tiro acerta ninguém, exceto para fins dramáticos, mesmo tiros a queima roupa. É aquelas séries ruins mas que a gente ama.
Willow (1ª Temporada)
3.1 41Bem menos mágico, bem menos original em termos de ambientação e criação de mundo, e ainda trocara a fofura da infância pela chatice da adolescência. E como tem personagem chato nessa série!
Ms. Marvel
3.1 244 Assista AgoraTalvez eu não seja o público alvo, embora eu não entenda porque algo para adolescentes precise ter um roteiro tão preguiçoso e furado. Do primeiro episódio para frente é só queda.
Halo (1ª Temporada)
3.6 99 Assista AgoraA fã série mais cara das história, porque ao menos em termos de roteiro esse é o nível dos caras. E meu deus, alguém coloca um óculos para esse míope que dirige a fotografia, o cara filma colado no rosto dos atores, parece produção dos anos 90 de TV aberta. Fora isso, incríveis efeitos, ação mediana e um ótimo uso de elementos do jogo. E quando você pensa que o Mandaloriano demorou mais para tirar o capacete dá uma dor na alma, mais de vinte anos de lore para nada.
DOTA: Dragon's Blood (2ª Temporada)
3.4 18 Assista AgoraAcontece coisas demais por episódio, precisava de um desenvolvimento maior, mas a história prende mesmo assim.
A Roda do Tempo (1ª Temporada)
3.5 243 Assista AgoraPodia ter sido foda, mas é apenas genérico, um genérico de luxo, mas mesmo assim sem alma. A fotografia insiste em planos fechados, tirando qualquer grandiosidade narrativa. Todas as batalhas são sem inspiração e só cumprem um papel narrativo, sem um apelo real, tanto que são jogadas no meio de episódios, sem preparação ou desenvolvimento de pano de fundo, acontece uma batalha, ela acaba, o cenário muda e isso não teve impacto visível na narrativa. Os atores são bem fracos, principalmente os mais jovens e não existe um desenvolvimento real dos "cinco dragões", apenas da maga e seu guarda costas. Faltou aprofundamento, no geral os personagens são estereótipos quase caricaturais, ao ponto de serem, na real, bem chatos, uns tipinhos invocados, que gostam de falar grosso porque sim. Não tem aquele espirito épico, que invoca feitos heroicos em acontecimentos que podem mudar o mundo, ao contrário, é tudo jogado em um micro cosmos digno de uma série da CW. Vale como passatempo, se você não tiver mais nada para assistir. Não é feio, é funcional, mas não vai além do medíocre.
The Witcher (2ª Temporada)
3.8 280Do primeiro episódio para frente é só queda, uns caem mais rápido, outros sustentam um pouco, mas é só decepção. Velho... a Yennefer dando abraços e suplicando... a Yennefer suplicando!!!! Quem diabos é essa personagem? Não gostei da representação dos bruxos, principalmente do Vesemir. E a bem da verdade, não existe aquele momento de construção de laços dos personagens, o roteiro exige que você aceite que eles existam, mas não mostra esse desenvolvimento. O último ep. é tedioso e existem tantas convenções narrativas (tipo os anões que brotam no ar e topam um missão sem nem saber qual do nada, ou a fácil locomoção dos personagens, mesmo sem portais, o mundo de The Witcher é um bairro de uma cidade pequena!). O que mantém a série de verdade é o apego aos personagens, que sozinhos são melhores que o talento dos roteiristas e produtores.
The Witcher (2ª Temporada)
3.8 280O primeiro ep. dessa segunda temporada é uma das coisas mais fodas que já vi, enquanto o segundo inverte a personalidade de Eskel e Lambert (que tradução bosta para um dos nomes, a propósito) e deu um final bem lamentável para um dos personagens mais queridos dos bruxeiros. Por sua vez, o tio Vesemir, tem o rosto identico ao dos games e a pinta de um ator porno dos anos 80. Mas o que tem de easter egg nesse ep. dos jogos, piscando para os fãs é lindo demais. Aquele talismã na arvore foi doce. E como a atriz da Ciri ficou mais bonita de uma temporada para outra.
Round 6 (1ª Temporada)
4.0 1,3K Assista AgoraMuito divertido. Bem perturbador um monte de adulto agindo igual criança, fazendo filinha, sentando no chão e levando bronca igual aluninhos do fundamental. E tem gente que diz que escola não é assustadora. O único ponto negativo é a visão bem racista do personagem paquistanês, mas o oriente do qual faz parte a Coréia do Sul sempre tem problemas na hora de retratar outras etnias que não sejam asiáticas ricas, europeias e estadunidenses, não é um problema exclusivo dessa série.
Hanebado!
3.6 8Segundo a moral do anime: abandonar a filha é positivo para o crescimento dela e não deixa sequelas, basta fazer um pouco de birra que o trauma da criança passa... Como sempre a necessidade de fazer finais bonitinhos levam a decisões muito erradas nesses dramas de anime. A animação é linda e até o último episódio o anime é ótimo, mas o final é patético. Toda coragem que tiveram em construir uma protagonista que não é só auto piedade e mostra os conflitos internos de uma adolescente vivendo um inferno emocional desaparecem no último ep em nome do espírito da novela das nove. Podia ser O anime de esporte, só pela qualidade da animação e o foco no drama pessoal - cara, sempre batem na tecla de como o esporte pode salvar vidas e dar sentido social e aqui martelaram essa tecla e pararam a música antes de acabar, desperdiçando um puta potencial. Agora, se fizerem mais um curta de dois minutos só com a mãe da protagonista ouvindo todas as verdades que merece e ganhando uns tapas na cara volto atrás no que disse.
Fairy Tail: Final Series
3.9 7A série começa fraca e termina ruim. Um feito e tanto. Aja sexualização. Se tivesse tanta lógica quanto tem peitos seria melhor.
Cobra Kai (3ª Temporada)
4.1 298 Assista Agorakkkkkkkkkkkk existe algo mais assustador que um invencível lutador geriátrico? E eu que achava que os molequinhos com físico raquítico dando porrada em geral exagerado. Essa série é brega, mas um brega bom. Apesar de ter pegado uma lista de clichês para séries adolescentes e seguido a lista a risca ao invés de se preocupar com roteiro. Era uma puta chance de fazer um aprofundamento real (no sentido de realista) sobre vários assuntos, poxa, a série começou assim, mas terminou nos melhores níveis de Sessão da Tarde. Mas preciso dizer que me incomoda demais o fato da molecada invadir a casa dos outros, espancar as pessoas, talvez até cometerem umas tentativas de homicídio e isso não gerar consequências legais. Além disso, terminar uma história que envolve todo tipo de agressão e um braço quebrado em um simples "me desculpe" e está tudo bem me parece uma mensagem perigosa. Fora que explorar as artes marciais como mera forma de "combater os valentões" é muito reducionista. Mas para quem quer desligar o cérebro e esquecer o que viu logo em seguida, é um bom divertimento.
Sweet Tooth (1ª Temporada)
4.0 293O único defeito dessa série é me fazer querer comprar as HQs. Dito isso, finalmente a Netflix entregou uma série grande de qualidade. Curioso como seus melhores trabalhos envolvem crianças e quando tentam ir para outro caminho saí... O Legado de Júpiter. Enfim, queria a segunda temporada logo e uma playlist das músicas dessa temporada. E sério, a Netflix podia investir em adquirir umas câmeras nesse nível, a qualidade bate no teto e não fica artificial como costuma acontecer com as produções com muitos efeitos da empresa.
The Stand
3.1 70Dropei no segundo episódio. É o livro que menos gosto do King, mas aqui os caras estão de parabéns tornando ainda pior. Não tem nenhuma função narrativa a trama não ser linear e o pior é que eles com isso apagam encontros que deveriam ser pontos altos, começam histórias pela metade, como a do Stu e nunca focam no surto da praga propriamente, que é um dos momentos mais legais do livro. É uma macro história contada de um micro cosmo bem mediano. Outra coisa que me incomodou demais, a Frannie é uma das protagonistas do livro, por que cargas d'água transformaram ela em coadjuvante do próprio núcleo e deram o foco para o personagem mais molambento da história toda? (que aqui é uma copia caricata do Jim Carrey). Acho que nem vale a pena questionar o por quê do único núcleo mudado ter sido o da protagonista mulher. Mas enfim, não é insuportável, deve ser um bom passatempo, mas não vai te levar a lugar nenhum. Vá ver o filme do Pelé que é mais jogo (sem trocadilho).
O Legado de Júpiter (1ª Temporada)
2.7 172 Assista AgoraDizem que odiadores irão odiar, mas estão indo demais aqui. Não é uma super produção, nem em termos de valor de produção, nem em técnica, atuações, mas passa no crivo da pipoca com louvor e é bem mediano, não é a porcaria que estão pintando nos comentários. Dizem que a história não progride, na verdade a maior reclamação é que não explica kkkkkk, o que faz questionar se o problema tá na série ou nos caras que estão vendo, pq não tem nada complexo aqui, ou que reinvente a roda, meu QI abaixo da média foi o suficiente para não ficar perdido na trama. Os efeitos são sim competentes, o que realmente destrói a série, principalmente as cenas de ação é a montagem e a fotografia. Eles fizeram uma opções de cortes e ângulos que além de básico refletem os menos inspirados episódios de Power Rangers (com exceção do efeito de uma personagem que entra no meio de um raios e de um fundo roxo que é pior que os efeitos dos anos 90). Basicamente faltou alguém que sabia o que estava fazendo na hora de editar para criar planos empolgantes ao invés de infantis. Além disso, a edição poda as cenas, tirando o peso, o drama, o impacto, não existe respiro ou notas longas na composição. E o diretor de fotografia, pelo amor de deus, alguém dê um óculos para ele, pq pela quantidade de closes filmando os poros nasais dos atores nas cenas dramáticas e a câmera em alturas e ângulos bizarros nas cenas de ação, só podem significar que o cara é míope. Os atores lutando também é engraçado, é o básico do básico, e tem uma cena em que a super mãe luta com um cara que dá choque onde ela saí correndo que podia facilmente virar um meme. Os uniformes também não ajudam, nem as cores berrantes que a fotografia escolheu as vezes. A mudança do formato de tela é meio sem propósito, mas a gente engole. Fora isso, a trama prende o bastante para você querer saber o que vem a seguir, e quando você finalmente começa a simpatizar com os personagens (o que demora MUITO por conta do recurso não linear que escolheram para contar a história) você até começa a gostar mais do todo. O tom da narrativa é problemático também. Ele quer subverter o gênero sendo adulto, mas tem medo de mostrar sexo e violência, ao ponto de terem cenas que ao invés de apimentadas são totalmente sem sal e ao invés de cenas impactantes e elaboradas, são meio ridículas e bem escola básica de cinema. Ao mesmo tempo, o roteiro fica batendo na mesma tecla sem nenhuma sutiliza e entra outra vez no dilema de querer ser adulto ao mesmo tempo que empurra dramas adolescentes dezenas de vezes, e na moral, se você tem mais de vinte anos e seus pais te colocam de castigo você é um fracassado com super poderes. A maquiagem é outro ponto problemático, principalmente quando quer envelhecer os atores mais jovens, fica bem falsa e acaba quebrando a imersão. Salvo isso, tudo bem que The Boys e a Marvel subiram bem a régua para gênero de heróis, mas se aceitar que apesar do diretor meia boca, do diretor de fotografia cego, dos montadores estagiários e do produtor que deveria ser prezo, a história é um passatempo despretensioso, é divertido de ver.