Foi esse filme que inventou a brodagem. Quis começar dizendo isso, pois esse filme me surpreendeu em vários sentidos, pra começar pensei que fosse um filme de guerra com muitas cenas de avião, que aliás tem, mas tem tanto beijo, amigo beijando amigo, é beija mãe, e beija pai, oficial beijando o pescoço do soldado (muito engraçado a cena), e o beijo que a gente tanto quer ver que o mocinho beijando a moça arrasa quarteirão que só acontece no final quase não vem, e, é o beijo mais inocente de todos, hilário, acho que o diretor fez de propósito, é tudo muito deliciosamente gay, o famoso beijo ''gay'' entre os protagonistas, vai além do beijo, é uma carícia atrás da outra, mãos nos cabelos um do outro, olhares e elogios sem parar, ousado até a medula, até hoje, principalmente para a época, embora o filme passe antes do famoso código Hays, achei mais ousado a história e o beijo, do que o também famoso beijo da Marlene Dietrich em outra mulher no também cult Marrocos (embora nesse filme, não é brodagem, Dietrich flerta deliciosamente e descaradamente com homens e mulheres o filme todo). Eu vi gente falando aqui que a cena de Paris, envelheceu mal e, é boba, não achei, as cenas das bolhas achei lindo, os filmes românticos de hoje tipos com o Noah Beck, não chega perto. O elenco é um achado, Charles Buddy Rogers (excelente, ele passa no olhar todas as emoções, de longe é ele que tem a melhor atuação), que estava com 23 anos na época, mas é raro na época, ele tem cara de jovenzinho, como pede o roteiro, não virou um astro com a chegada do cinema falado, mas ficou bilionário, ganhou um prêmio humanitário da Academy Awards, e era um cara muito caridoso. Com Richard Arlen (também ótimo), a coisa foi diferente, era mais velho que Charles, para o papel, ele estava com 28 anos, mas ele passa bem no papel, ele teve menos sorte que Rogers, passou as últimas décadas fazendo figuração ou pontas em filmes, não sobreviveu ao cinema sonoro, como a maioria dos atores naquela época. Gary Cooper que faz uma pequena aparição, virou uma lenda no cinema, ficou famoso no cinema falado, ganhou 3 Oscares, é anos depois e até hoje, o filme é vendido, como se Cooper fosse um dos atores principais. Enfim Clara Bow a maior bilheteria no final do cinema mudo, e no começo do falado também bem, ficou entre as maiores bilheterias do cinema, mais problemas mentais atrapalhou a vida dessa atriz, ela não tem muito o que fazer, apenas ser o enfeite do filme, mas toda vez que ela aparece, a gente não consegue tirar o olho dela, mas em 1999, quando foram eleitos as 50 maiores lendas do cinema pelo American Film Institute, Clara deveria estar lá, ela foi um fenômeno, mais a meu ver do que Ava Gardner ou Carole Lombard (nessa parte sei que vou apanhar aqui). A montagem tem um ótimo desempenho na construção de cada bloco (familiar, sentimental, militar) e a relação entre humor, drama e tragédia formam um contexto geral bem interessante. A história de dois pilotos amigos que gostam da mesma garota e enfrentam juntos os horrores da guerra e os percalços da juventude conquistou o público imediatamente e ganhou enorme destaque pelo seu esforço técnico de produção, um verdadeiro tour de force para a época e também premiado com um Oscar (embora poucos se lembrem deste) na categoria de Efeitos Especiais, à época chamada “Engenharia de Efeitos”. O diretor William A. Wellman (da obra-prima Consciências Mortas), tinha sido piloto de aviões na Primeira Guerra e simplesmente adorava aeronaves, além de conhecer muita gente que poderia trazer para o filme ampla dose de realismo, mereceu o prêmio de filme (já mostrando o que é Academia até hoje mantém a regra, o filme vencedor geralmente com raras exceções são grandes bilheterias), a Academia dividiu na época, Sunrise: A Song of Two Humans e Wings, em duas categorias de filme, entre as conquistas, Sunrise ganhou o prêmio de melhor qualidade artística de produção e Wings conquistou o prêmio de melhor filme. Estas duas categorias na época eram vistas como as principais, pois eram destinadas a homenagear os aspectos mais importantes de uma produção cinematográfica superior. No ano seguinte, a Academia deixou de entregar o prêmio de melhor qualidade artística de produção e decidiu retroativamente que o prêmio ganho por Wings foi a maior honra concedida naquela noite, já que Academia dividiu em duas os filmes que tinham sidos grandes bilheterias numa categoria, e outra em filmes que tinham melhor acabamento e roteiro, mas não foram bem de bilheteria, Aurora é mais filme, mas Asas mereceu bem mais que em outros anos como nas 2.ª, 4.ª, 6.ª, 9.ª, 14.ª, 25.ª, 29.ª, 31.ª, 36.ª, 41.ª, 52.ª, 53.ª, 54.ª, 56.ª, 69.ª, 71.ª, 78.ª, 83.ª, 88.ª, 91.ª, 94.ª, 95. ª edições, então Asas mereceu com mérito o prêmio, o ano começou bem, os atores mereceram muito os prêmios também, já no ano seguinte foi vergonhoso. O que fica no término de Asas é o sentimento de companheirismo, superação e amadurecimento, elementos colocados de maneira instigante na trama e que entretém muito em seu conjunto. Asas é uma obra obrigatória para quem estuda e quer conhecer bem o cinema, uma obra diante da qual é impossível ficar indiferente.
"Elizabeth" é uma novela histórica superior que astutamente contorna todos os clichês do drama do traje britânico com sua abordagem ousada, muitas vezes moderna.
Eu gostei demais de O Curioso Caso de Benjamin Button. É um filme muito longo, mas como não seria para contar a história de uma vida inteira? É também um filme que depende da aceitação, pelos espectadores, de um homem envelhecendo ao contrário. É um filme mágico
Um filme interessante sobre as escolhas que fazemos na vida. Robert Downey é um médico do século 17 que primeiro faz uma série de escolhas auto-indulgentes que saem pela culatra e ele perde tudo. Ele então é basicamente forçado a ajudar nos esforços para lutar contra a praga. O visual é um show a parte, mais meu querido Robert Downey Jr., dá um show de atuação, nesse belo filme.
Possivelmente com o maior desempenho do cinema em 2020, Sophia Loren, tá tão poderosa como esteve em Um Dia Muito Especial de 1977, Matrimônio à Italiana de 1964 e Duas Mulheres de 1961, só para citar três filmes. Rosa e Momo de Edoardo Ponti é ao mesmo tempo assustador e poderoso, explorando os temas da autodestruição e da derrota da maneira mais comovente possível.
O título original do filme é um tanto enganador, sugerindo um conto de meninos engraxates que ganham suas vidas nas ruas. Na verdade, essa é apenas a exposição - no fundo, é uma tragédia sobre dois meninos que se ligam através de um cavalo e depois são divididos por um reformatório. A pontuação é muito sutil, instigante mas a cinematografia em preto e branco é excelente. Os jovens atores não profissionais são bastante pungentes. O filme é um excelente argumento para as autoridades que desperdiçam o futuro da Itália, tratando seus filhos órfãos tão mal na prisão.
"Munique" silencia o sentimentalismo característico de Spielberg para transmitir um sentimento mais ambíguo de produtividade em relação à injustiça moral, um cadinho forjado por nossa incapacidade de simpatizar com o "outro".
Kurosawa orquestra magistralmente uma abordagem idealista do romance desconcertante de Dostoiévski com visuais extraordinários de profundidade incomum (incomum na época, ou seja) e um ambiente perpetrador e às vezes perturbador, e tudo graças a um personagem traumatizado por circunstâncias além de seu alcance e pelos efeitos emocionais irreversíveis ele executa magicamente ao seu redor. E olha que adaptar Dostoiévski, não é para qualquer um, poucos sabem sobre alma humana como ele, mas Kurosawa é outro gênio, sem falar na bela fotografia do filme.
Uma direção visionária para acompanhar um roteiro fascinante faz deste filme um para os tempos. O brilho eterno da mente sem mancha é uma mistura conjunta de emoções que são soldadas por Carrey e Winslet e sua química impecável e floresceu por sua ousada originalidade.
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Asas
4.0 103Foi esse filme que inventou a brodagem.
Quis começar dizendo isso, pois esse filme me surpreendeu em vários sentidos, pra começar pensei que fosse um filme de guerra com muitas cenas de avião, que aliás tem, mas tem tanto beijo, amigo beijando amigo, é beija mãe, e beija pai, oficial beijando o pescoço do soldado (muito engraçado a cena), e o beijo que a gente tanto quer ver que o mocinho beijando a moça arrasa quarteirão que só acontece no final quase não vem, e, é o beijo mais inocente de todos, hilário, acho que o diretor fez de propósito, é tudo muito deliciosamente gay, o famoso beijo ''gay'' entre os protagonistas, vai além do beijo, é uma carícia atrás da outra, mãos nos cabelos um do outro, olhares e elogios sem parar, ousado até a medula, até hoje, principalmente para a época, embora o filme passe antes do famoso código Hays, achei mais ousado a história e o beijo, do que o também famoso beijo da Marlene Dietrich em outra mulher no também cult Marrocos (embora nesse filme, não é brodagem, Dietrich flerta deliciosamente e descaradamente com homens e mulheres o filme todo).
Eu vi gente falando aqui que a cena de Paris, envelheceu mal e, é boba, não achei, as cenas das bolhas achei lindo, os filmes românticos de hoje tipos com o Noah Beck, não chega perto.
O elenco é um achado, Charles Buddy Rogers (excelente, ele passa no olhar todas as emoções, de longe é ele que tem a melhor atuação), que estava com 23 anos na época, mas é raro na época, ele tem cara de jovenzinho, como pede o roteiro, não virou um astro com a chegada do cinema falado, mas ficou bilionário, ganhou um prêmio humanitário da Academy Awards, e era um cara muito caridoso.
Com Richard Arlen (também ótimo), a coisa foi diferente, era mais velho que Charles, para o papel, ele estava com 28 anos, mas ele passa bem no papel, ele teve menos sorte que Rogers, passou as últimas décadas fazendo figuração ou pontas em filmes, não sobreviveu ao cinema sonoro, como a maioria dos atores naquela época.
Gary Cooper que faz uma pequena aparição, virou uma lenda no cinema, ficou famoso no cinema falado, ganhou 3 Oscares, é anos depois e até hoje, o filme é vendido, como se Cooper fosse um dos atores principais.
Enfim Clara Bow a maior bilheteria no final do cinema mudo, e no começo do falado também bem, ficou entre as maiores bilheterias do cinema, mais problemas mentais atrapalhou a vida dessa atriz, ela não tem muito o que fazer, apenas ser o enfeite do filme, mas toda vez que ela aparece, a gente não consegue tirar o olho dela, mas em 1999, quando foram eleitos as 50 maiores lendas do cinema pelo American Film Institute, Clara deveria estar lá, ela foi um fenômeno, mais a meu ver do que Ava Gardner ou Carole Lombard (nessa parte sei que vou apanhar aqui).
A montagem tem um ótimo desempenho na construção de cada bloco (familiar, sentimental, militar) e a relação entre humor, drama e tragédia formam um contexto geral bem interessante.
A história de dois pilotos amigos que gostam da mesma garota e enfrentam juntos os horrores da guerra e os percalços da juventude conquistou o público imediatamente e ganhou enorme destaque pelo seu esforço técnico de produção, um verdadeiro tour de force para a época e também premiado com um Oscar (embora poucos se lembrem deste) na categoria de Efeitos Especiais, à época chamada “Engenharia de Efeitos”.
O diretor William A. Wellman (da obra-prima Consciências Mortas), tinha sido piloto de aviões na Primeira Guerra e simplesmente adorava aeronaves, além de conhecer muita gente que poderia trazer para o filme ampla dose de realismo, mereceu o prêmio de filme (já mostrando o que é Academia até hoje mantém a regra, o filme vencedor geralmente com raras exceções são grandes bilheterias), a Academia dividiu na época, Sunrise: A Song of Two Humans e Wings, em duas categorias de filme, entre as conquistas, Sunrise ganhou o prêmio de melhor qualidade artística de produção e Wings conquistou o prêmio de melhor filme. Estas duas categorias na época eram vistas como as principais, pois eram destinadas a homenagear os aspectos mais importantes de uma produção cinematográfica superior. No ano seguinte, a Academia deixou de entregar o prêmio de melhor qualidade artística de produção e decidiu retroativamente que o prêmio ganho por Wings foi a maior honra concedida naquela noite, já que Academia dividiu em duas os filmes que tinham sidos grandes bilheterias numa categoria, e outra em filmes que tinham melhor acabamento e roteiro, mas não foram bem de bilheteria, Aurora é mais filme, mas Asas mereceu bem mais que em outros anos como nas 2.ª, 4.ª, 6.ª, 9.ª, 14.ª, 25.ª, 29.ª, 31.ª, 36.ª, 41.ª, 52.ª, 53.ª, 54.ª, 56.ª, 69.ª, 71.ª, 78.ª, 83.ª, 88.ª, 91.ª, 94.ª, 95. ª edições, então Asas mereceu com mérito o prêmio, o ano começou bem, os atores mereceram muito os prêmios também, já no ano seguinte foi vergonhoso.
O que fica no término de Asas é o sentimento de companheirismo, superação e amadurecimento, elementos colocados de maneira instigante na trama e que entretém muito em seu conjunto.
Asas é uma obra obrigatória para quem estuda e quer conhecer bem o cinema, uma obra diante da qual é impossível ficar indiferente.
Elizabeth
3.8 307 Assista Agora"Elizabeth" é uma novela histórica superior que astutamente contorna todos os clichês do drama do traje britânico com sua abordagem ousada, muitas vezes moderna.
O Curioso Caso de Benjamin Button
4.1 3,3K Assista AgoraEu gostei demais de O Curioso Caso de Benjamin Button. É um filme muito longo, mas como não seria para contar a história de uma vida inteira? É também um filme que depende da aceitação, pelos espectadores, de um homem envelhecendo ao contrário. É um filme mágico
O Outro Lado da Nobreza
3.5 34Um filme interessante sobre as escolhas que fazemos na vida. Robert Downey é um médico do século 17 que primeiro faz uma série de escolhas auto-indulgentes que saem pela culatra e ele perde tudo. Ele então é basicamente forçado a ajudar nos esforços para lutar contra a praga. O visual é um show a parte, mais meu querido Robert Downey Jr., dá um show de atuação, nesse belo filme.
Rosa e Momo
3.7 301 Assista AgoraPossivelmente com o maior desempenho do cinema em 2020, Sophia Loren, tá tão poderosa como esteve em Um Dia Muito Especial de 1977, Matrimônio à Italiana de 1964 e Duas Mulheres de 1961, só para citar três filmes. Rosa e Momo de Edoardo Ponti é ao mesmo tempo assustador e poderoso, explorando os temas da autodestruição e da derrota da maneira mais comovente possível.
Vítimas da Tormenta
4.4 49O título original do filme é um tanto enganador, sugerindo um conto de meninos engraxates que ganham suas vidas nas ruas. Na verdade, essa é apenas a exposição - no fundo, é uma tragédia sobre dois meninos que se ligam através de um cavalo e depois são divididos por um reformatório. A pontuação é muito sutil, instigante mas a cinematografia em preto e branco é excelente. Os jovens atores não profissionais são bastante pungentes. O filme é um excelente argumento para as autoridades que desperdiçam o futuro da Itália, tratando seus filhos órfãos tão mal na prisão.
Munique
3.7 270 Assista Agora"Munique" silencia o sentimentalismo característico de Spielberg para transmitir um sentimento mais ambíguo de produtividade em relação à injustiça moral, um cadinho forjado por nossa incapacidade de simpatizar com o "outro".
O Idiota
4.2 32 Assista AgoraKurosawa orquestra magistralmente uma abordagem idealista do romance desconcertante de Dostoiévski com visuais extraordinários de profundidade incomum (incomum na época, ou seja) e um ambiente perpetrador e às vezes perturbador, e tudo graças a um personagem traumatizado por circunstâncias além de seu alcance e pelos efeitos emocionais irreversíveis ele executa magicamente ao seu redor. E olha que adaptar Dostoiévski, não é para qualquer um, poucos sabem sobre alma humana como ele, mas Kurosawa é outro gênio, sem falar na bela fotografia do filme.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
4.3 4,7K Assista AgoraUma direção visionária para acompanhar um roteiro fascinante faz deste filme um para os tempos. O brilho eterno da mente sem mancha é uma mistura conjunta de emoções que são soldadas por Carrey e Winslet e sua química impecável e floresceu por sua ousada originalidade.