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Meu fascínio com o cinema vem da adolescência. Desde 2001, quando comecei a escrever resenhas e críticas de obras cinematográficas, tenho produzido mais de 800 textos. Meus trabalhos já foram publicados em diversos blogs, sites de cinema, livro didático sobre a língua portuguesa e jornais de Belo Horizonte.

Tenho formação em jornalismo e, como hobby, escrevo críticas e resenhas de filmes em meu blog (www.cinetrixfilmes.blogspot.com). Também sou colecionador e vendedor de DVDs e Blu-rays.

Últimas opiniões enviadas

  • Ricardo

    Já não é de hoje que o conceito de ‘terror’ no cinema anda meio banalizado. A maioria dessas produções não se preocupa tanto em desenvolver narrativas e/ou concepções no intuito de provocar reações emocionais genuinamente incômodas nos espectadores. Em outras palavras, não há uma eficiência em causar o ‘medo’ em quem assiste ao filme. Devido a isso, muitos longas optam pelo ‘caminho mai$ fácil’ ao investirem em criaturas bizarras, em histórias rasas, na repugnância, na sanguinolência e em ‘jump scare’ (susto) gratuitos para promoverem o gênero.

    Nos últimos anos, poucos foram as obras cinematográficas que aliaram bom conteúdo com apuro técnico para criarem atmosferas que fazem jus ao conceito do ‘terror’. Exemplos disso são “Corra!”, “Invocação do mal”, “Corrente do mal” entre outros. Há diversos estilos dentro dessa categoria e é comum encontrarmos longas que utilizam entidades demoníacas, psicopatas ou monstros ameaçadores como vilões.

    No entanto, não é fácil de encontrar boas produções que fomentam o ‘medo’ por meio do ‘suspense psicológico’ cujo conceito se aplica a partir da vulnerabilidade da mente humana sobre situações implicitamente misteriosas. Algo como ‘você não vê, mas a sua mente sente’, ideia genialmente trabalhada em clássicos como “Tubarão” e “Alien – O oitavo passageiro” e, também, é executada de maneira magistral em “Um lugar silencioso”.

    Dirigido, co-escrito e protagonizado por John Krasinski (“13 Horas - Os Soldados Secretos de Benghazi” e série “The Office”) e produzido por Michael Bay (!), “Um lugar silencioso” alia os estilos ‘criaturas amedrontadoras’ com ‘suspense psicológico’ na dose certa. A narrativa é simples, mas não menos curiosa, e acompanha o ponto de vista de uma família que tenta sobreviver em uma casa de campo no interior dos Estados Unidos após o mundo ter sido devastado por uma invasão alienígena. Eles devem viver em absoluto silêncio e se comunicam através de gestos e sinais. Isso porque os tais extraterrestres, que são cegos e possuem uma super audição, matam qualquer coisa que emita barulho.

    A trama, com traços de distopia, inicia já com a invasão em andamento. Embora o espectador seja contextualizado em alguns momentos sobre os acontecimentos por meio de recortes de jornais, os alienígenas são tratados como uma ameaça desconhecida. Não conhecemos os motivos de estarem na Terra e mal vemos seus corpos. A única coisa que sabemos é que eles são atraídos pelo som e são hostis ao extremo.

    Essa característica antagonista favorece na construção de uma atmosfera silenciosa e ininterruptamente tensa. Isso mesmo, a principal ferramenta para se criar um ‘terror psicológico’ é a falta de som em boa parte da projeção. O silêncio, trabalhado como um personagem na história, é executado de forma criativa por John Krasinski que, também, utiliza de maneira eficaz a impecável engenharia sonora que o filme possui. A inserção de qualquer ruído, sejam sussurros, chiados, diálogos, som ambiente ou trilha sonora, é encaixada de forma pontual. Além disso, há excelentes situações de encurralamento dos personagens e construções eficientes de ‘jump scare’, que nunca são repentinos ou pré-anunciados pela trilha sonora como muitas produções do gênero fazem.

    Para completar a missão de fazer o espectador imergir na hisória, os personagens transmitem uma empatia ímpar. Sempre nos importamos com eles e sentimos suas dores e agonias. Mais um ponto positivo para a direção de Krasinski que demonstra competência no trabalho com o elenco. Todos os protagonistas, sem exceção, estão notáveis! Além de Emily Blunt (que é a esposa do diretor, o que ajuda na naturalidade do casal em cena), destaques também para Noah Jupe, o ator mirim coadjuvante em “Extraordinário”, e Millicent Simmonds, uma atriz com deficiência auditiva que interpreta uma garota com o mesmo problema.

    O roteiro, escrito também por Bryan Woods e Scott Beck, traz reflexões interessantes sobre família, responsabilidades e, claro, discute o valor de se ter silêncio e a necessidade de se expressar e de ser ouvido, seja com barulho ou não. Sem falar que há uma interessante construção de uma lógica, visual e comportamental, no cuidado que os personagens devem ter ao evitar emitir sons. Tudo isso contribui para que “Um lugar silencioso” seja autêntico em todos os sentidos e figure entre os melhores suspenses dos últimos anos.

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  • Ricardo

    A evolução dos efeitos visuais proporciona ao cinema tornar possível tudo aquilo que era considerado impossível. No entanto, O uso excessivo dessa tecnologia faz com que diversos longas fiquem cada vez mais artificiais. Neste contexto, "Mad Max: A Estrada da Fúria", o quarto filme da saga apocalíptica criada e dirigida por George Miller, é um respiro ao investir mais em efeitos práticos na ação que intervenções digitais.

    Miller criou um gigantesco set de filmagens e abusou de coreografias bem elaboradas (e em alta velocidade!), da presença de dublês, de explosões reais e de cenários tangíveis (incluindo os estilosos veículos) para nos entregar uma ação real de cair o queixo.

    A grandiosidade do filme lembra, bastante, a estrutura que os grandes épicos de antigamente tinham para criar algo crível e genuinamente impressionante. Além disso, "Mad Max: A Estrada da Fúria" é um dos destaques na questão do empoderamento feminino no cinema. A poderosa e destemida personagem Furiosa, interpretada com muito vigor por Charlize Theron, é mais importante que o próprio Max (Tom Hardy) na trama. Isso fez consolidar e alavancar ainda mais o movimento 'girl power' em outras produções subsequentes.

    O que fica de lição? O cinema não pode perder sua essência prática e deve caminhar de mãos dadas com a tecnologia para fazer aflorar a diegese no espectador.

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  • Ricardo

    Tudo visto aqui, em termos de estrutura de narrativa, não é novidade. O que torna "Avatar" um espetáculo é a originalidade e a riqueza de seus elementos fantásticos criados de maneira factível. Isso vai desde o visual nativo dos Na’Vi (raça 'alienígena' que vive no planeta Pandora), a criação de um dialeto completo até os detalhes da biodiversidade multicolorida do tal planeta.

    A exuberância do complexo ecossistema é fascinante e todo o desenvolvimento desse universo se deve ao cineasta James Cameron. Ele, inclusive, gosta de inovar no cinema, que o diga os legados tecnológicos de seus trabalhos anteriores "O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final" e "Titanic". O que torna o "Avatar" revolucionário é a tecnologia 3D criada especialmente para o filme para conseguir o realismo que Cameron tanto desejava.

    Câmeras 3D foram reinventadas para aperfeiçoar a captura de movimentos. Além disso, a recepção do efeito também sofreu uma inovação ao utilizar lentes duplas para que as imagens exibidas não causassem desconfortos aos espectadores. Foi o adeus aos óculos de lentes bicolores. "Avatar" é uma experiência imersiva arrebatadora.

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  • Aline Alves
    Aline Alves

    Moço, desculpe o transtorno, mas por essa bio, virei sua fã.

  • Mauricio
    Mauricio

    Seja bem-vindo! Gosto muito de escrever também. Algumas críticas, algo pequeno na ficção.

  • Marcelo
    Marcelo

    Participa do grupo de cinema do face amigo, o Amantes da Sétima Arte, ok, abs!!!!