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Últimas opiniões enviadas

  • Emanuel

    Co-escrito por John Krasinski, que também estrela e dirige, Um Lugar Silencioso se passa após uma invasão de terríveis monstros gigantes, rápidos, com uma super audição, mas cegos, que caçam suas presas - principalmente humanos - sendo atraídos pelo som. O filme começa após 90 dias da invasão e acompanha a família Abbott, constituída por um jovem casal e seus três filhos - destaque para a menina, que é surda e os coloca familiarizados com a língua de sinais, o que é uma vantagem para o novo contexto.

    A direção é precisa na construção do suspense, sabendo desenvolver a tensão através do silêncio e de como este é imprescindível e, mesmo quando há a aparição dos monstros, os detalhes do visual incrível da espécie são entregues gradativamente conforme a projeção avança. Os movimentos de câmera escolhidos pelo diretor também são interessantes, destacando sempre o pânico nas expressões dos personagens e também possíveis causadores de barulhos: a câmera mostra objetos de vidro, quadros na parede e até os pés dos personagens, entre outros.

    Eventualmente há um salto temporal e, precisamente no dia 473, algo acontece e parece quase impossível dar sequência a isso sem que haja barulho. E é aí que as coisas ficam frenéticas e o filme não para mais; há ameaça maior e vemos ainda mais todo o cuidado familiar que existe naquele grupo que, mesmo com inacreditáveis momentos de perigo, consegue demonstrar carinho uns com os outros - mesmo com linguagem não-verbal.

    De forma inventiva e com momentos emocionantes, Um Lugar Silencioso é um desses filmes que dá sobrevida ao seu gênero e mostra a grande importância do silêncio - inclusive nas salas de cinema - expondo também o quão barulhentos outros filmes tornaram-se, não precisando ser apelativo, principalmente sonoramente, para ser grandioso.

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  • Emanuel

    Primeiro super-herói de descendência africana a ser publicado por uma editora mainstream de quadrinhos norte-americanos, Pantera Negra chega aos cinemas e traz consigo um marco: é um blockbuster feito majoritariamente com atores e atrizes afro-descendentes, algo que remete ao movimento Blaxploitation dos anos 70 em que negros produziram e protagonizaram filmes dos mais diferentes gêneros.

    O filme se passa em Wakanda, país africano fictício do universo Marvel que possui das mais avançadas tecnologias, todas munidas de Vibranium - metal mais poderoso do universo. A história traz o início do reinado de T'challa como o novo Pantera Negra, seus desafios iniciais e seu método de governar, já questionado por não buscar expandir a nação e com isso ajudar seus semelhantes. Seu antagonista, o vilão interpretado com maestria por Michael B. Jordan, traz consigo uma visão extremista e que faz com que o espectador o entenda, embora seja difícil concordar com suas ações. É, com sobras, o melhor vilão do MCU até então. Ainda a respeito do elenco, destacam-se também as Dora Milaje: time de segurança do próprio rei formado inteiramente por mulheres fortíssimas e habilidosas.

    Ambientado em uma África futurística, tecnológica e, porque não, utópica, o trabalho de figurino e cenografia são vislumbrantes, muito embora em alguns momentos, principalmente nas cenas de ação, o CGI seja carregado. O filme, além de trazer consigo um elenco representativo, também possui um tom recorrente de justiça social em seu roteiro, mas infelizmente o texto não é tão bem trabalhado como deveria: há momentos em que as colocações soam artificiais, e é ainda pior quando o humor é utilizado e não funciona - embora seja compreensível, já que esse tom humorístico é traço comum e, infelizmente, indispensável aos filmes da Marvel.

    Pantera Negra é um filme representativo, divertido (talvez um tom mais sério favorecesse o filme), com cenas de ação bem orquestradas e um marco nos filmes de super-herói, mas talvez seja mais interessante discutir sobre ele do que propriamente assisti-lo.

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  • Emanuel

    Primeiro filme da história totalmente pintado a mão, Loving Vincent brinda seu público com uma mistura de duas formas de arte, e o resultado é deslumbrante. Com personagens e cenários inspirados em obras do grandioso Van Gogh, é como se o longa fosse feito baseado em um sonho em que a arte ganha vida - e a movimentação dos traços corrobora pra isso.

    A trama segue os eventos posteriores à morte do artista e sua repercussão, mas não parece totalmente desenvolvida. Se o filme fosse produzido convencionalmente, sem o primor estético das pinturas, talvez fosse rapidamente esquecido, mesmo tendo seus méritos. Um recurso que se destaca, também, é a mudança da fotografia nos flashbacks, que opta por um tom mais realista em preto e cinza, trazendo certa melancolia visual.

    Loving Vincent certamente é uma experiência única e, mesmo que não houvesse uma linha sequer de diálogo, ainda seria um prazer assistir. Mas ao invés disso o que se tem é um retrato intimista de um dos maiores artistas da história e parte da angústia que fora sua vida, a repercussão de seu nome e de sua loucura e, ainda, na trama central do filme, a importância de se entregar uma mensagem e de se conhecer alguém - ainda que por relatos de terceiros. Tudo isso em um espetáculo visual de encher os olhos e que de certa forma nos aproxima do gênio Vincent van Gogh.

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