Missão Madrinha de Casamento aposta em dois tipos de Comédia: a Comédia Pastelão à la As Branquelas e Todo Mundo em Pânico e a Comédia de Constrangimento, consagrada por séries como The Office.
A primeira funciona melhor que a segunda: em algumas das situações que o roteiro apresenta, senti mais pena da Annie do que graça.
É um filme emblemático por ser o pioneiro do gênero slasher e por ter estabelecido narrativas que se tornariam clichês nas mãos dos filmes que vieram depois dele. É claro que o filme tem problemas bem relevantes, sejam de roteiro...
Muito já foi dito sobre a imprecisão histórica deste filme, mas ele deve ser encarado como uma ficção vagamente baseada em eventos reais, não muito diferente de filmes do Tarantino como Bastardos Inglórios e Era Uma Vez em Hollywood, guardada as devidas proporções. Dito isso, é um filme muito bom. Mel Gibson sabe muito bem como retratar eventos grandiosos, e imagino que esse filme deve ter tido proporções enormes nos anos 90 pré-CGI. A história é muito bem contada, coesa e o filme é bem produzido. O primeiro ato do filme é um tanto arrastado e por isso a meia estrela a menos, mas deve ser reverenciado e revisto sempre quando puder.
Tecnicamente é um filme muito bom. A direção do Clint é ótima e Bradley Cooper convence muito bem como Chris Kyle. É interessante ver como ao decorrer do filme ele fica cada vez mais parecido como uma máquina, consequência dos traumas da guerra. O ufanismo e patriotismo do filme já foi e vem sendo debatido há tempos, e especialmente para quem vive fora dos EUA, a aceitação disso vai depender de como cada um enxerga esse país como nação e valores. Pessoalmente não me incomoda, porque se trata de um filme de Clint Eastwood (todo mundo sabe como ele se posiciona politicamente) e porque serviu, de certa forma, para contribuir para o desenrolar da história. O final é de cortar o coração.
Depois de deixar o Iraque, a principal coisa que o permitiu retomar a vida como civil foi a chance de poder salvar outros veteranos. E é justamente essa ajuda que põe fim a vida dele. De qualquer modo, é possível afirmar que a guerra o matou de um jeito ou de outro.
O filme é um registro da juventude norte-americana dos anos 70, praticamente uma cápsula do tempo. Não é a intenção do filme apresentar um roteiro convencional, o que é o motivo de decepção de boa parte dos que assistiram ao filme. Quanto à ambientação e a trilha sonora, impecáveis. Dito isso, creio que o filme perdeu a chance de mostrar uma história mais envolvente, apesar de ter entendido a sua proposta.
O filme é a inquietude do ser humano e seu esforço para alcançar a plenitude através da arte. Em uma estrutura rígida e tradicionalista, uma única engrenagem foi capaz de fazer com que aqueles jovens pudessem enxergar o mundo sob uma nova ótica. Mensagem sensacional em ótima atuação de Robin Williams.
Um ponto que deixou a desejar no filme foi o arco do Knox tentando conquistar a Chris. Por si só já é descartável por quebrar o ritmo e a proposta do filme, mas compreensível no aspecto do Knox por em prática o seu "carpe diem". Ainda assim, a conclusão ficou insatisfatória e, após o suicídio do Neil, completamente relegado ao último plano. Apenas uma ressalva que não chega a comprometer o resultado final.
"Proibido para Menores" é um filme simples, mas que consegue retratar muito bem um dos capítulos mais infames da história da música: o PMRC e todo o burburinho que quatro esposas desocupadas de Washington puderam fazer.
O ponto alto do filme fica a ponto de Dee Snider, interpretando a si mesmo. As cenas da menina assustada na recepção e o próprio depoimento na comissão do senado são sensacionais.
Mostrar Charlie mais velho repreendendo a música ouvida pelos filhos adolescentes mostra muito bem o quanto o conceito de obsceno pode mudar para cada um com o passar do tempo. A medida que você envelhece, sempre terá a tendência de ficar careta, é inevitável.
É um filme de baixo orçamento e bem curtinho, mas uma boa pedida, especialmente para quem quiser se inteirar sobre o tema.
A Cor Púrpura é um filme que, em outras mãos, poderia ser completamente diferente. Mas que sob as asas de um inspirado Spielberg, se tornou um filme belíssimo, uma definição de arte. É um filme com uma temática pesada, e que não esconde essas feridas. Mas que, ainda diante de tragédias, é possível encontrar alegria genuína. Coisa de gênio. Uma pena que não tenha sido premiado pela Academia. Azar da Academia.
Lançado anos antes de biografias musicais virarem moda, Johnny & June é um registro competente e bem feito de um dos artistas norte americanos mais consagrados de todos os tempos. O roteiro segue o clichê de filmes do gênero (Início difícil, ascensão meteórica, fundo do poço e redenção), mas se encaixa muito bem na proposta do filme. O que se destaca de fato é a trilha sonora (um espetáculo a parte), o figurino e ambientação e, especialmente, a atuação de Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon. Ele já provou que pode fazer qualquer papel e aqui não é diferente. Digno de Oscar. Ela, que venceu o Oscar pelo papel, esbanja carisma com sua June Carter. É sempre bom ver a Reese Witherspoon interpretar papéis mais dramáticos, distante dos papéis de comédia teen que alavancaram sua carreira. Em resumo, um filme redondinho e muito gostoso de assistir.
Uma pena que o filme tenha sido esnobado pelos pseudocults no lançamento, na indicação e premiação do Oscar só pela temática. É muito além de um filme sobre automobilismo.
É sobre amizade e amor ao que faz em meio a um universo corporativista e muito competitivo. O roteiro é redondinho, a edição e a trilha sonora são impecáveis e a dupla Bale/Damon está excelente como Miles e Shelby, dois ícones do esporte.
Um dos melhores filmes do gênero, diria até que é subestimado.
Um dos melhores documentários esportivos de todos os tempos. Asif Kapadia teve a feliz escolha de exibir apenas o áudio de seus entrevistados, mantendo na tela apenas as imagens de arquivo, deixando o documentário muito dinâmico. Também é mostrado com louvor todas as nuances de Ayrton Senna, um homem que comia e dormia automobilismo. Um obcecado por vitórias a um nível quase doentio. Alguém que poderia arriscar a vida de companheiros com sua agressividade nas pistas e, fora dela, fazer doações milionárias secretas para os miseráveis de seu país. O ambiente da Fórmula 1 dos anos 80/90 também foi fielmente retratado, da política à segurança dos pilotos. E, como não poderia ser diferente, um dos pontos altos do documentário é a rivalidade entre Senna e Alain Prost, uma das maiores da história dos esportes. Ao contrário de Ali vs Frazier ou Johnson vs Bird, a rivalidade entre os dois não tinha nada de cordial. Era movida pelo ódio e desprezo um pelo outro. A ressalva do filme fica justamente pela retratação vilanesca do francês, mas nada que abale o resultado final. O documentário prepara muito bem o terreno para o trágico fim de Ayrton em Ímola. É impossível não sentir o coração apertar nos momentos que precedem a batida na Tamburello. Em resumo, é um filme indispensável, seja você fã de automobilismo ou não. Explica bem porque Ayrton Senna da Silva mantém sua aura de quase santidade no Brasil um quarto de século depois de sua morte.
A premissa do filme já é interessante por si só ao mostrar a infame história de Bonnie e Clyde pela perspectiva de seus perseguidores e, felizmente, o resultado final corresponde às expectativas. É um filme bem produzido, bem ambientado, com um ótimo roteiro (apesar de uns problemas de ritmo) e uma atuação excelente da dupla Costner e Harrelson com Kathy Bates como coadjuvante de luxo. John Lee Hancock já tem uma filmografia bem interessante.
O filme, de certa forma, ajuda a desconstruir a figura de Bonnie e Clyde idealizada pelas manchetes da época, pelo filme de 1967 e a série de 2013. A fama do casal é fruto da desesperança de um povo ferido pela miséria.
O roteiro simples é compensado pelas ótimas cenas de ação, pela produção e pela boa atuação da dupla de protagonistas, que ajuda a sustentar o filme. Ainda que não traga inovações, dá pra terminar a exibição satisfeito.
Suco de anos 80. Protagonista badass, vilão maluco, mocinha indefesa, ação desenfreada e frases de efeito a rodo (a dublagem brasileira desse filme é perfeita)
É o tipo de filme que eu levaria para uma ilha deserta e assistiria pelo resto da minha vida.
A trilha sonora e as coreografias são excelentes. Mas o roteiro, extremamente simplista, só é desenvolvido de fato da metade para o final do filme. Esperava um pouco mais, mas é um bom entretenimento e uma boa cápsula do tempo dos anos 80.
As danças e a trilha sonora são impecáveis. O roteiro poderia ter aprofundado mais nos temas sensíveis apresentados no filme; acabaram preteridos pelas cenas de dança.
Vale por ser um clássico dos anos 80, não é uma obra prima mas é um bom filme.
PS: Meio sem nexo pessoas da década de 60 dançarem ao som de uma música sintetizada e completamente descolada da época como "Time of My Life"...
Quem assiste pela primeira vez geralmente espera um Grease versão disco, mas o filme é bem mais dramático que isso.
O ponto principal do filme é a juventude sem rumo. Tony e sua gangue tem a discoteca como única válvula de escape em uma Nova York suja e perigosa (muito bem retratada por sinal).
O filme tem uma trilha sonora impecável, boas danças, uma boa filmografia e retratou muito bem a cultura disco da época (inclusive criando tendências). Um dos problemas foi o desenvolvimento pobre dos personagens, queria ver mais da família do Tony, especialmente o irmão ex-padre.
E não dá pra ignorar o comportamento deplorável de Tony e sua claque, condenável hoje em dia mas coerente aos costumes da época. Apesar de não criticar, não acho que o filme glorifica esses pensamentos, mas respeito quem pensa diferente.
O final também ficou confuso e embolado. Feito essas ressalvas, é um bom registro histórico.
Scarface é o filme que melhor conseguiu retratar o que foram os anos 80 na essência. Aqui não há os anos 80 bonitinho, animado e aventureiro retratados em inúmeros filmes da época e emulado por Stranger Things da vida. Os anos 80 de Scarface é dark, sujo e movido a muito pó.
É fascinante o estudo de personagem que o filme dá em relação a Tony Montana. Enviado a Miami pelo regime cubano em meio a escória, ele tem um único objetivo: conquistar o sonho americano, e a ambição dele dá o tom de boa parte do filme.
No entanto, uma vez no topo, Tony não sabe como lidar com tanto poder. "Abusa do próprio suprimento" e se torna cada vez mais paranóico com as pessoas que o cercam. Todo esse comportamento autodestrutivo acaba o levando a ruína. Um roteiro muito bem escrito por Oliver Stone, que à época enfrentava seu próprio vício em cocaína. A atuação de Al Pacino dispensa comentários, é a atuação da vida dele ao lado de Michael Corleone.
Missão Madrinha de Casamento
3.2 1,7KMissão Madrinha de Casamento aposta em dois tipos de Comédia: a Comédia Pastelão à la As Branquelas e Todo Mundo em Pânico e a Comédia de Constrangimento, consagrada por séries como The Office.
A primeira funciona melhor que a segunda: em algumas das situações que o roteiro apresenta, senti mais pena da Annie do que graça.
Em resumo, um filme ok, mas superestimado.
Halloween: A Noite do Terror
3.7 1,2K Assista AgoraÉ um filme emblemático por ser o pioneiro do gênero slasher e por ter estabelecido narrativas que se tornariam clichês nas mãos dos filmes que vieram depois dele.
É claro que o filme tem problemas bem relevantes, sejam de roteiro...
especialmente o fato do Michael ter conseguido aprender a dirigir em um manicômio (???)
... seja de ritmo (um tanto arrastado para um filme de 91 minutos), mas ainda assim tem seu valor tanto histórico como de legado para o cinema.
Coração Valente
4.1 1,3K Assista AgoraMuito já foi dito sobre a imprecisão histórica deste filme, mas ele deve ser encarado como uma ficção vagamente baseada em eventos reais, não muito diferente de filmes do Tarantino como Bastardos Inglórios e Era Uma Vez em Hollywood, guardada as devidas proporções.
Dito isso, é um filme muito bom. Mel Gibson sabe muito bem como retratar eventos grandiosos, e imagino que esse filme deve ter tido proporções enormes nos anos 90 pré-CGI.
A história é muito bem contada, coesa e o filme é bem produzido. O primeiro ato do filme é um tanto arrastado e por isso a meia estrela a menos, mas deve ser reverenciado e revisto sempre quando puder.
Sniper Americano
3.6 1,9K Assista AgoraTecnicamente é um filme muito bom. A direção do Clint é ótima e Bradley Cooper convence muito bem como Chris Kyle. É interessante ver como ao decorrer do filme ele fica cada vez mais parecido como uma máquina, consequência dos traumas da guerra.
O ufanismo e patriotismo do filme já foi e vem sendo debatido há tempos, e especialmente para quem vive fora dos EUA, a aceitação disso vai depender de como cada um enxerga esse país como nação e valores. Pessoalmente não me incomoda, porque se trata de um filme de Clint Eastwood (todo mundo sabe como ele se posiciona politicamente) e porque serviu, de certa forma, para contribuir para o desenrolar da história.
O final é de cortar o coração.
Depois de deixar o Iraque, a principal coisa que o permitiu retomar a vida como civil foi a chance de poder salvar outros veteranos. E é justamente essa ajuda que põe fim a vida dele. De qualquer modo, é possível afirmar que a guerra o matou de um jeito ou de outro.
John Wick 3: Parabellum
3.9 1,1K Assista AgoraParabellum consolida de vez a saga John Wick como uma das melhores de ação do Século XXI. As cenas de ação seguem sendo o ponto forte.
Jovens, Loucos e Rebeldes
3.7 450 Assista AgoraO filme é um registro da juventude norte-americana dos anos 70, praticamente uma cápsula do tempo. Não é a intenção do filme apresentar um roteiro convencional, o que é o motivo de decepção de boa parte dos que assistiram ao filme. Quanto à ambientação e a trilha sonora, impecáveis.
Dito isso, creio que o filme perdeu a chance de mostrar uma história mais envolvente, apesar de ter entendido a sua proposta.
Sociedade dos Poetas Mortos
4.3 2,4K Assista AgoraO filme é a inquietude do ser humano e seu esforço para alcançar a plenitude através da arte. Em uma estrutura rígida e tradicionalista, uma única engrenagem foi capaz de fazer com que aqueles jovens pudessem enxergar o mundo sob uma nova ótica. Mensagem sensacional em ótima atuação de Robin Williams.
Um ponto que deixou a desejar no filme foi o arco do Knox tentando conquistar a Chris. Por si só já é descartável por quebrar o ritmo e a proposta do filme, mas compreensível no aspecto do Knox por em prática o seu "carpe diem". Ainda assim, a conclusão ficou insatisfatória e, após o suicídio do Neil, completamente relegado ao último plano. Apenas uma ressalva que não chega a comprometer o resultado final.
Proibido para Menores
3.6 12"Proibido para Menores" é um filme simples, mas que consegue retratar muito bem um dos capítulos mais infames da história da música: o PMRC e todo o burburinho que quatro esposas desocupadas de Washington puderam fazer.
O ponto alto do filme fica a ponto de Dee Snider, interpretando a si mesmo. As cenas da menina assustada na recepção e o próprio depoimento na comissão do senado são sensacionais.
O final também é espetacular.
Mostrar Charlie mais velho repreendendo a música ouvida pelos filhos adolescentes mostra muito bem o quanto o conceito de obsceno pode mudar para cada um com o passar do tempo. A medida que você envelhece, sempre terá a tendência de ficar careta, é inevitável.
É um filme de baixo orçamento e bem curtinho, mas uma boa pedida, especialmente para quem quiser se inteirar sobre o tema.
A Cor Púrpura
4.4 1,4KA Cor Púrpura é um filme que, em outras mãos, poderia ser completamente diferente. Mas que sob as asas de um inspirado Spielberg, se tornou um filme belíssimo, uma definição de arte.
É um filme com uma temática pesada, e que não esconde essas feridas. Mas que, ainda diante de tragédias, é possível encontrar alegria genuína. Coisa de gênio.
Uma pena que não tenha sido premiado pela Academia. Azar da Academia.
Johnny & June
4.0 1,0K Assista AgoraLançado anos antes de biografias musicais virarem moda, Johnny & June é um registro competente e bem feito de um dos artistas norte americanos mais consagrados de todos os tempos.
O roteiro segue o clichê de filmes do gênero (Início difícil, ascensão meteórica, fundo do poço e redenção), mas se encaixa muito bem na proposta do filme. O que se destaca de fato é a trilha sonora (um espetáculo a parte), o figurino e ambientação e, especialmente, a atuação de Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon.
Ele já provou que pode fazer qualquer papel e aqui não é diferente. Digno de Oscar.
Ela, que venceu o Oscar pelo papel, esbanja carisma com sua June Carter. É sempre bom ver a Reese Witherspoon interpretar papéis mais dramáticos, distante dos papéis de comédia teen que alavancaram sua carreira.
Em resumo, um filme redondinho e muito gostoso de assistir.
Ford vs Ferrari
3.9 736 Assista AgoraUma pena que o filme tenha sido esnobado pelos pseudocults no lançamento, na indicação e premiação do Oscar só pela temática. É muito além de um filme sobre automobilismo.
É sobre amizade e amor ao que faz em meio a um universo corporativista e muito competitivo. O roteiro é redondinho, a edição e a trilha sonora são impecáveis e a dupla Bale/Damon está excelente como Miles e Shelby, dois ícones do esporte.
Um dos melhores filmes do gênero, diria até que é subestimado.
Senna
4.4 698 Assista AgoraUm dos melhores documentários esportivos de todos os tempos. Asif Kapadia teve a feliz escolha de exibir apenas o áudio de seus entrevistados, mantendo na tela apenas as imagens de arquivo, deixando o documentário muito dinâmico.
Também é mostrado com louvor todas as nuances de Ayrton Senna, um homem que comia e dormia automobilismo. Um obcecado por vitórias a um nível quase doentio. Alguém que poderia arriscar a vida de companheiros com sua agressividade nas pistas e, fora dela, fazer doações milionárias secretas para os miseráveis de seu país.
O ambiente da Fórmula 1 dos anos 80/90 também foi fielmente retratado, da política à segurança dos pilotos. E, como não poderia ser diferente, um dos pontos altos do documentário é a rivalidade entre Senna e Alain Prost, uma das maiores da história dos esportes. Ao contrário de Ali vs Frazier ou Johnson vs Bird, a rivalidade entre os dois não tinha nada de cordial. Era movida pelo ódio e desprezo um pelo outro. A ressalva do filme fica justamente pela retratação vilanesca do francês, mas nada que abale o resultado final.
O documentário prepara muito bem o terreno para o trágico fim de Ayrton em Ímola. É impossível não sentir o coração apertar nos momentos que precedem a batida na Tamburello.
Em resumo, é um filme indispensável, seja você fã de automobilismo ou não. Explica bem porque Ayrton Senna da Silva mantém sua aura de quase santidade no Brasil um quarto de século depois de sua morte.
Estrada Sem Lei
3.5 251 Assista AgoraA premissa do filme já é interessante por si só ao mostrar a infame história de Bonnie e Clyde pela perspectiva de seus perseguidores e, felizmente, o resultado final corresponde às expectativas.
É um filme bem produzido, bem ambientado, com um ótimo roteiro (apesar de uns problemas de ritmo) e uma atuação excelente da dupla Costner e Harrelson com Kathy Bates como coadjuvante de luxo. John Lee Hancock já tem uma filmografia bem interessante.
O filme, de certa forma, ajuda a desconstruir a figura de Bonnie e Clyde idealizada pelas manchetes da época, pelo filme de 1967 e a série de 2013. A fama do casal é fruto da desesperança de um povo ferido pela miséria.
A cena da execução é uma delícia de tão bem feita
Inimigos Públicos
3.6 1,1K Assista AgoraO roteiro simples é compensado pelas ótimas cenas de ação, pela produção e pela boa atuação da dupla de protagonistas, que ajuda a sustentar o filme.
Ainda que não traga inovações, dá pra terminar a exibição satisfeito.
Stallone: Cobra
3.4 607 Assista AgoraSuco de anos 80. Protagonista badass, vilão maluco, mocinha indefesa, ação desenfreada e frases de efeito a rodo (a dublagem brasileira desse filme é perfeita)
É o tipo de filme que eu levaria para uma ilha deserta e assistiria pelo resto da minha vida.
Flashdance: Em Ritmo de Embalo
3.4 655 Assista AgoraA trilha sonora e as coreografias são excelentes. Mas o roteiro, extremamente simplista, só é desenvolvido de fato da metade para o final do filme.
Esperava um pouco mais, mas é um bom entretenimento e uma boa cápsula do tempo dos anos 80.
Grease: Nos Tempos da Brilhantina
3.9 1,2K Assista AgoraNão sou entusiasta de musicais, mas este é um ótimo exemplar. Entregou o que eu esperava.
Homem-Aranha
3.7 1,3K Assista AgoraÉ um filme que pode parecer caricato 18 anos depois, mas de forma alguma isso é um defeito.
Dirty Dancing: Ritmo Quente
3.8 1,5K Assista AgoraAs danças e a trilha sonora são impecáveis. O roteiro poderia ter aprofundado mais nos temas sensíveis apresentados no filme; acabaram preteridos pelas cenas de dança.
Vale por ser um clássico dos anos 80, não é uma obra prima mas é um bom filme.
PS: Meio sem nexo pessoas da década de 60 dançarem ao som de uma música sintetizada e completamente descolada da época como "Time of My Life"...
Os Embalos de Sábado à Noite
3.4 674Quem assiste pela primeira vez geralmente espera um Grease versão disco, mas o filme é bem mais dramático que isso.
O ponto principal do filme é a juventude sem rumo. Tony e sua gangue tem a discoteca como única válvula de escape em uma Nova York suja e perigosa (muito bem retratada por sinal).
O filme tem uma trilha sonora impecável, boas danças, uma boa filmografia e retratou muito bem a cultura disco da época (inclusive criando tendências). Um dos problemas foi o desenvolvimento pobre dos personagens, queria ver mais da família do Tony, especialmente o irmão ex-padre.
E não dá pra ignorar o comportamento deplorável de Tony e sua claque, condenável hoje em dia mas coerente aos costumes da época. Apesar de não criticar, não acho que o filme glorifica esses pensamentos, mas respeito quem pensa diferente.
O final também ficou confuso e embolado. Feito essas ressalvas, é um bom registro histórico.
Scarface
4.4 1,8K Assista AgoraScarface é o filme que melhor conseguiu retratar o que foram os anos 80 na essência. Aqui não há os anos 80 bonitinho, animado e aventureiro retratados em inúmeros filmes da época e emulado por Stranger Things da vida. Os anos 80 de Scarface é dark, sujo e movido a muito pó.
É fascinante o estudo de personagem que o filme dá em relação a Tony Montana. Enviado a Miami pelo regime cubano em meio a escória, ele tem um único objetivo: conquistar o sonho americano, e a ambição dele dá o tom de boa parte do filme.
No entanto, uma vez no topo, Tony não sabe como lidar com tanto poder. "Abusa do próprio suprimento" e se torna cada vez mais paranóico com as pessoas que o cercam. Todo esse comportamento autodestrutivo acaba o levando a ruína. Um roteiro muito bem escrito por Oliver Stone, que à época enfrentava seu próprio vício em cocaína. A atuação de Al Pacino dispensa comentários, é a atuação da vida dele ao lado de Michael Corleone.
E é irônico que a única atitude genuinamente altruísta de Tony (salvar uma família inteira da morte) tenha carimbado sua sentença de morte